Jason Schreier revela os problemas no desenvolvimento de Esquadrão Suicida

Constantes mudanças na visão e liderança problemática afetaram o jogo.

Esquadrão Suicida: Mate a Liga da Justiça foi um dos maiores desastres nos últimos anos. Custando cerca de $200 milhões de dólares para ser desenvolvido, 4 meses após o seu lançamento o jogo encontra-se com apenas 200 jogadores no Steam.

O conhecido jornalista Jason Schreier do portal Bloomberg postou hoje um artigo chamado ‘Por trás do Esquadrão Suicida, o maior flop do ano’, onde explora os diversos problemas que o jogo passou durante o seu desenvolvimento.

De acordo com membros do estúdio, o desenvolvimento de Esquadrão Suicida já começou conturbado. O estúdio estava trabalhando em segredo no jogo nos primeiros anos, não podendo mencionar nem mesmo para funcionários interessados em trabalhar no estúdio. Muitos contratados acabaram se surpreendendo ao chegar no estúdio e descobrir que iriam trabalhar em um jogo multiplayer, algo pelo qual a Rocksteady não era conhecida. Isso acarretou em vários desistirem do emprego.

Outro grande problema que o projeto passou foi a constante mudança de visão dos cabeças. Enquanto o jogo começou com foco em combate corpo a corpo, logo decidiram alterar para armas de fogo. Isso criou dificuldades, já que alguns dos personagens do elenco não eram conhecidos por usarem armas.

Em certa parte do desenvolvimento, os líderes do projeto queriam até mesmo incluir veículos pilotáveis no jogo, o que a equipe considerava que não fazia muito sentido, já que a proposta do jogo era permitir que cada personagem tivesse um sistema de navegação próprio.

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Sefton Hill, o co-fundador da Rocksteady, também causou grandes dificuldades. De acordo com os funcionários, Hill queria que o jogo seguisse exatamente sua visão, por isso precisava revisar qualquer trabalho novo feito, o que acabou causando grandes atrasos em todo o projeto. Além de ter dificuldades em transmitir sua visão, ele chegou a descartar grande parte do trabalho feito.

Durante o desenvolvimento, a Warner Bros. também não chegou a demonstrar preocupação. Os executivos da empresa até mesmo esperavam que o jogo se tornasse uma franquia de sucesso, gerando mais de um bilhão de dólares.

Em 2022, quando os fundadores Sefton Hill e Jamie Walker decidiram deixar o estúdio, os funcionários ficaram chocados com a notícia. Os dois abriram um novo estúdio e convidaram diversos membros da Rocksteady, prometendo um local de trabalho sem a pressão da Warner Bros.

Apesar das dificuldades que a Rocksteady passou e o grande fracasso de Esquadrão Suicida, a Warner Bros. não tem planos de fechar o estúdio. Eles agora estariam aparentemente dando suporte no desenvolvimento de uma versão Directors Cut de Hogwarts Legacy enquanto planejam seu próximo jogo, o qual voltará às raízes no estilo single-player.

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