Dead Space foi uma série de terror que fez muito sucesso entre os fãs do gênero, mas que infelizmente acabou desandando no terceiro título, o qual recebeu duras críticas na época por fugir da essência da franquia.
Chuck Beaver, produtor da Visceral Games, recentemente participou de uma entrevista com o canal CaptainBribo onde comentou a respeito dessa mudança drástica que o estúdio fez na época.
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De acordo com Chuck, o público de jogos de terror single-player não era grande o bastante em 2013. A EA acreditava que o jogo estaria limitado a vender para “cerca de 2 milhões de pessoas”. Embora vender 2 milhões de unidades ainda seja um número considerável, para um jogo no nível de Dead Space era pouco.
Para tentar atrair um público maior, o estúdio apostou em novidades como maior foco na ação e a introdução de um modo cooperativo. No entanto, o produtor afirma que com isso o jogo perdeu o que os fãs tanto amavam nos dois primeiros títulos.
A mecânica das armas, o crafting… [queríamos] expandir para outros gêneros de jogo e outras coisas, e acho que todas essas partes juntas acabaram não atraindo um novo público, como também perderam o antigo público.
Chuck afirma que embora a Visceral estivesse tomando um risco calculado, os funcionários ainda assim estavam magoados, já que o estúdio não recebeu “permissão para fazer um jogo de terror desde o início”. De acordo com ele, o diretor criativo Ben Wanat não sabia bem que tipo de jogo fazer na época.
Dead Space não foi a única franquia a passar por esse problema. Para tentar expandir o gênero na época, outras séries acabaram passando pelo mesmo processo, com jogos como Resident Evil 6 e F.E.A.R. 3.