Quem não curte uma boa surpresa, com uma reviravolta tão grande que acaba mudando tudo que você entendia do jogo até o momento, fazendo você até mesmo repensar eventos passados.
Por isso, separamos aqui nove dos melhores e maiores Plot Twists na história dos jogos. LEMBRANDO QUE A LISTA ESTÁ CHEIA DE SPOILERS DOS RESPECTIVOS JOGOS.
Um plot twist muito utilizado e que já perdeu o seu efeito é o de que tudo não passava de um sonho. Esse tipo de reviravolta costuma tirar todo o peso da história e já não é bem-visto nos dias de hoje. No entanto, embora utilize-se desse artifício, Final Fantasy X consegue dar uma reviravolta nele.
Quando o protagonista Tidus parte em uma viagem com a invocadora Yuna para derrotar o monstro que destruiu sua terra natal, ele acaba descobrindo um grande segredo. É revelado para Tidus que ele não é real, sendo apenas um sonho dos Fayth.
Essa reviravolta é mais impactante ainda pois Tidus esconde o fato do resto da equipe, com eles só descobrindo tarde demais, quando o tempo de Tidus já está no final e os sonhos dos Fayth deixam de existir.
A franquia Bioshock é mestre em criar grandes plot twists, então é difícil até mesmo citar apenas um único jogo. Aqui iremos citar os dois maiores, presentes no primeiro Bioshock e em Bioshock Infinite.
No jogo original, o avião do protagonista Jack cai no meio do mar, próximo a um farol. Se refugiando no farol, Jack descobre que ele leva A uma cidade subaquática. Tudo parece apenas uma coincidência, mas logo fica claro que a vinda de Jack foi toda planejada. E a grande reviravolta é que Atlas, o homem que te guia o jogo todo, está na verdade te controlando esse tempo todo com a frase “Would you kindly?”, uma frase que ele usa diversas vezes durante o jogo, embora pareça algo inofensivo e normal para o jogador.
Já Bioshock Infinite traz um plot twist ainda maior. Booker DeWitt é enviado a uma cidade no céu para resgatar uma garota. O que parecia uma história simples, logo se desdobra em uma viagem pelo multiverso. A garota acaba sendo ninguém menos do que a filha de Booker e o vilão é o próprio Booker de outra dimensão. Provavelmente foram poucos que terminaram o jogo entendendo tudo que aconteceu.
Não podemos deixar de citar também como menção honrosa as DLCs de Infinite, as quais conseguem ligar a história dos dois jogos com maestria. Toda a franquia Bioshock é repleta de twists e infelizmente tivemos que deixar muitos de fora.
Considerado por muitos como o melhor jogo da franquia Star Wars, Knights of the Old Republic trouxe uma história que não fez feio para os filmes e um enorme plot twist lembrado até os dias de hoje.
Se passando milhares de anos antes dos filmes da trilogia original, você controla um Jedi que precisa enfrentar o maligno Darh Malak, sucessor do sith Darth Raven, o qual todos acreditavam estar morto.
A grande revelação é que seu personagem é na verdade o próprio Darth Raven, tendo sofrido lavagem cerebral do Conselho Jedi para ajudar eles. Você era o próprio mal que jurou combater.
Após um primeiro jogo assustador, a Konami lançou uma sequência de Silent Hill. Os fãs achavam que embarcariam em uma nova jornada a essa cidade amaldiçoada similar ao primeiro jogo, mas a empresa conseguiu superar as expectativas.
Quando James Sutherland recebe uma carta de sua esposa Maria, a qual está morta, ele vai até a cidade para investigar. Ao chegar em Silent Hill, ele acaba se deparando com os piores pesadelos possíveis, inclusive o terrível Pyramid Head.
Ao final é revelado que esse tempo todo James é quem havia matado Maria antes dos acontecimentos do jogo e todas as criaturas na cidade eram manifestações de suas culpas ou desejos corrompidos. E o pior de tudo, conforme revelado por um produtor mais tarde, Maria estava esse tempo todo morta no banco de trás do carro de James. Uma reviravolta bem sombria.
No PlayStation 3, a Sucker Punch decidiu apostar em um novo jogo de super-heróis, Infamous. O jogo trazia Cole MacGrath, um entregador que acaba recebendo poderes de eletricidade e se envolve nos planos de um terrorista super poderoso.
Cole recebe seus poderes quando uma bomba explode no meio da cidade, matando todos os outros pego no raio de explosão. O terrorista Kessler é o culpado e está causando o caos na cidade. Durante suas disputas, ele acaba matando a namorada de Cole.
Então surge a grande reviravolta, Kessler é na verdade o Cole do futuro. Ele voltou ao passado, explodiu a bomba para dar poderes para Cole e matou a namorada para que Cole não tive nenhum laço emocional o atrasando. O motivo disso tudo? No futuro uma terrível fera surgiu destruindo tudo e Kessler planeja impedir que isso aconteça.
Esse foi um twist completamente inesperado pelos jogadores e deu ao Cole um poderoso novo inimigo para ele enfrentar, a Fera.
Braid parece ser só mais um jogo simples de plataforma, onde o pano de fundo é apenas um cara tentando salvar sua amada sequestrada por algum vilão. No entanto, o jogo coloca uma reviravolta bem sombria.
Ao passar por diversos mapas e chegar ao último nível vem a grande surpresa. No final do jogo, quando você finalmente alcança sua namorada, o jogo começa a retroceder. A verdade esse tempo todo era que você estava vivendo a história do jogo ao contrário, você é quem era o sequestrador.
Foi um plot twist tão intrigante e criativo, sabendo utilizar bem as mecânicas do jogo a favor dele.
Spec Ops: The Line é um jogo emocionante e impactante, e seu plot twist não podia ser diferente. Olhando de fora parece um simples TPS, mas o jogo entrega muito mais do que isso para o jogador.
O protagonista Capitão Martin Walker é enviado para Dubai em uma missão de resgatar o Coronel John Konrad e seu grupo de soldados que estão presos. Durante o jogo, Walker recebe diversas mensagens de rádio de Konrad, o qual questiona o tempo todo suas ações e moralidade.
Quando Walker finalmente alcança Konrad, ele descobre a grande verdade. Konrad e seus soldados estavam mortos esse tempo todo. Walker estava sofrendo de transtorno dissociativo, tendo alucinações para justificar suas ações cometidas no campo.
É uma reviravolta bem pesada, colocando em questão todos os acontecimentos que o jogador presenciou no jogo.
Assim como Bioshock, a franquia Metal Gear Solid trouxe diversos plot twists, com Kojima sempre tentando superar o anterior. No entanto, aqui iremos nos focar no mais impactante da série, visto em Metal Gear Solid 3.
No jogo, Snake é enviado atrás da Boss, sua antiga mestra que abandonou os EUA e se uniu à União Soviética. Snake precisa derrotar os diversos discípulos dela, até poder enfrentá-la cara a cara em uma luta emocionante e bela.
Eis que a verdade vem à tona: ela sempre foi leal aos EUA e fingir trocar de lado era apenas parte de sua missão, tudo para que os EUA não fossem culpados por estarem em solo Soviético e impedir uma grande guerra.
Descobrir essa verdade teve grande peso sobre Snake durante a série toda, criando grande ódio pelo mundo e seus governos. Ao menos é o que todos acreditavam, até chegar Metal Gear Solid V e revelar que o Big Boss, o grande vilão enfrentado no primeiro jogo, era na verdade outra pessoa se passando pelo Big Boss. Um plot twist bem grande, mas que não agradou todos os jogadores.
Após Drakengard 2, o excêntrico diretor Yoko Taro decidiu trabalhar em uma nova série, embora mantivesse muitos dos elementos existentes em Drakengard, sendo até mesmo sequência de um dos possíveis finais do primeiro Drakengard.
O jogo começa nos tempos modernos, com dois irmãos se abrigando em um supermercado contra monstros. Quando a cena termina, vemos ambos os personagens de novo, embora dessa vez em um cenário mais medieval. Quando sua irmã contrai uma grave doença que tem afligido a humanidade, o protagonista parte em uma jornada para achar uma cura, tendo que enfrentar diversos monstros no caminho.
Qual seria a verdade por trás desse mundo? Anos atrás, para combater uma doença extradimensional, os humanos separaram suas almas de seus corpos, para que se curassem até poderem retornar. No entanto, isso acabou causando dois problemas. Em primeiro lugar, os corpos vazios acabaram criando vida, com o nosso protagonista sendo meramente o corpo do personagem que vemos no começo do jogo. Já as almas dos humanos reais acabaram sendo afetadas por ficarem tanto tempo fora dos seus corpos, transformando elas em monstros.
Resumindo, o jogo inteiro estamos matando os seres humanos reais. Nós somos os verdadeiros monstros. O jogo até possui uma mecânica interessante quanto a isso. Na primeira jogatina, os inimigos costumam fazer sons distorcidos, com palavras que não podemos entender. Ao terminar o jogo, você começa a entender o idioma dos monstros, percebendo que durante o combate eles pedem ajuda e imploram para você não os matar.
E aí, o que achou da lista? Acha que deixamos algum de fora? Deixe sua opinião nos comentários.








