Adam Isgreen, diretor criativo da World’s Edge, confirmou que quase metade da equipe do estúdio foi demitida pela Microsoft, em mais uma consequência da ampla reestruturação promovida pelo Xbox. O próprio Isgreen está entre os funcionários afetados.
Em uma publicação nas redes sociais, o executivo escreveu: “A World’s Edge não foi completamente poupada, pouco menos da metade do estúdio foi demitida, eu incluso.” Isgreen encerrou a mensagem com um breve “Foi divertido, pessoal”, antes de compartilhar um longo texto se despedindo de seus 16 anos na Microsoft.
A World’s Edge é o estúdio responsável por supervisionar a franquia Age of Empires e trabalhar com diferentes parceiros de desenvolvimento ao redor do mundo. A própria Microsoft descreve a equipe como responsável por conduzir a série, tendo trabalhado nos Definitive Editions, em Age of Empires IV e em Age of Mythology: Retold.
Adam Isgreen se despede após 16 anos na Microsoft
Em seu texto de despedida, Isgreen relembrou que passou 16 anos na Microsoft, período no qual trabalhou em uma grande variedade de projetos, desde iniciativas relacionadas ao Windows Phone e Xbox Live Arcade até jogos como Ori, Minecraft, Trials HD, State of Decay e World of Tanks.
O executivo também destacou seu trabalho de publicação e desenvolvimento com títulos como ReCore, Killer Instinct, Powerstar Golf, Phantom Dust, Crackdown, Fable e Age of Empires.
Segundo Isgreen, trabalhar novamente com jogos de estratégia em tempo real anos depois do auge comercial do gênero foi uma experiência particularmente importante, tendo orgulho do que a equipe da World’s Edge e seus parceiros conseguiram fazer com Age of Empires, ajudando a ampliar novamente o interesse pelo gênero.

Futuro de Age of Empires passa por nova mudança
As demissões acontecem no mesmo dia em que a Microsoft anunciou novas mudanças na estrutura do Xbox. Como parte da reestruturação, a World’s Edge será colocada sob a estrutura da Activision, enquanto diferentes franquias e equipes também serão redistribuídas dentro da organização.
A redução da equipe da World’s Edge, portanto, não significa necessariamente o fim de Age of Empires. O estúdio historicamente funciona como uma equipe de supervisão e coordenação da franquia, enquanto diversos parceiros externos são responsáveis pelo desenvolvimento efetivo dos jogos e expansões.
Ainda assim, a saída de Isgreen representa uma mudança significativa. Ele não apenas ocupava o cargo de diretor criativo, como também teve papel importante na retomada da franquia Age of Empires durante sua passagem pela Microsoft.
Pouco antes das mudanças atuais, a própria World’s Edge havia apresentado seus planos para 2026, incluindo o conteúdo de Age of Empires IV, além de destacar que a franquia já havia alcançado 75 milhões de jogadores ao longo de sua história.
Isgreen ainda não sabe qual será seu próximo passo
Na parte final de sua despedida, Isgreen afirmou que ainda não sabe o que fará a seguir. O executivo deixou aberta a possibilidade de continuar trabalhando com jogos, mas também brincou com a ideia de trabalhar com máquinas de pinball, destacando seu interesse pela combinação de design, arte e engenharia.
“Algo criativo, seja lá o que for. Estou aberto a conversar sobre possibilidades. Ou simplesmente conversar. Está tudo bem”, escreveu. Com a saída de quase metade da World’s Edge e a transferência do estúdio para a estrutura da Activision, o futuro da equipe e a forma como a franquia Age of Empires será administrada entram em uma nova fase.