cartas Pokémon seriam a moeda global após um apocalipse, diz especialista
As cartas de Pokémon já são um fenômeno de colecionismo e um mercado bilionário, mas o especialista financeiro Peter Levin, fundador da Griffin Gaming Partners, foi além de qualquer análise convencional: para ele, as cartinhas seriam a moeda oficial do mundo pós-apocalíptico. A declaração foi dada ao The Hollywood Reporter e rapidamente ganhou repercussão.
“Pokemon é um fenômeno global. Estou absolutamente convencido de que, se o mundo sofresse um apocalipse amanhã, no dia seguinte a moeda global seria os cartões Pokémon”, afirmou Levin. O executivo, que possui mais de 500.000 cartas de diferentes universos em sua coleção pessoal, vê no Pokemon especificamente o ativo com maior potencial de sobrevivência entre todos os trading cards do mercado.
A aposta de Levin não é puramente especulativa. Segundo ele, cartas de Pokemon estão superando o índice S&P 500 em 3.000%. O raciocínio passa pelo histórico da franquia: nascida no Japão, a marca se consolidou globalmente no final dos anos 1990 e início dos anos 2000, atravessou um período de alta, depois uma queda, e desde então opera em uma “curva de crescimento parabólica”, nas palavras do próprio especialista. “E isso realmente impulsionou a expansão do mercado internacional de cartas”, completou.
O contexto do colecionismo extremo ajuda a entender por que a afirmação de Levin não soa tão absurda assim para quem acompanha o segmento. Em março, o youtuber Logan Paul revelou ter gasto mais de 10 milhões de dólares em cartas de Pokemon. sem demonstrar qualquer arrependimento. Mais do que colecionador, ele também é recordista: Paul vendeu seu Pikachu Illustrator graduado PSA 10 por impressionantes 16,4 milhões de dólares, quebrando um recorde mundial.
O timing da declaração de Levin não poderia ser mais oportuno. Pokémon se prepara para celebrar seu 30º aniversário em 16 de setembro de 2026, data que contará com o lançamento de uma expansão inédita para o trading card game. A antecipação em torno do lançamento, porém, já gerou polêmica: uma youtuber conseguiu abrir uma caixa da expansão antes do lançamento oficial e acabou sendo criticada por divulgar um link de afiliado onde o produto era vendido por 12 vezes o preço de varejo.
Para os não iniciados, a lógica do apocalipse com Pikachu como lastro pode parecer nonsense. Mas para quem acompanha o mercado de trading cards há anos, os números de Peter Levin falam por si. Se um único card pode valer mais de 16 milhões, a ideia de um bolso cheio de holográficos como moeda de troca não é assim tão improvável.
Fonte: Dexerto
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