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Konami está muito confiante em Silent Hill: Townfall e acredita que jogo pode ser uma “obra-prima”

O renascimento de Silent Hill parece ter deixado a Konami bastante confiante. Depois da boa recepção do remake de Silent Hill 2 e de Silent Hill f, o produtor da franquia, Motoi Okamoto, acredita que o próximo lançamento pode manter o nível ou até ir além. Em entrevista concedida à Famitsu durante a gamescom 2026, Okamoto falou sobre Silent Hill: Townfall, novo capítulo desenvolvido pela escocesa Screen Burn Interactive.

Segundo o produtor, as impressões obtidas até agora com pessoas que tiveram a oportunidade de experimentar o jogo deixaram a equipe bastante otimista. Okamoto reconheceu que Townfall pode parecer um projeto mais discreto em comparação aos últimos lançamentos da franquia, mas afirmou que a recepção daqueles que já jogaram tem sido bastante positiva. “Tenho a sensação de que ele pode acabar sendo uma obra-prima.”

O produtor também demonstrou confiança de que Townfall conseguirá alcançar avaliações semelhantes às obtidas pelos dois projetos anteriores da atual fase de Silent Hill. A comparação não acontece por acaso. Atualmente, tanto Silent Hill 2 quanto Silent Hill f possuem Metascore 86 no Metacritic em suas versões para PS5. O remake desenvolvido pela Bloober Team conta com 105 análises contabilizadas na plataforma, enquanto Silent Hill f chegou à mesma média com 98 críticas.

“Acredito que tanto Silent Hill 2 quanto f receberam muitos elogios. As notas do Metacritic também foram boas, e estou confiante de que Townfall receberá elogios semelhantes. Talvez algumas pessoas o considerem um pouco subestimado neste momento. No entanto, pelo que ouvi de quem já jogou a demo, acredito que este será um Silent Hill muito elogiado. Tenho a sensação de que pode ser o melhor até agora, então estou muito animado”, disse Okamoto.

Townfall tenta fazer algo diferente dentro de Silent Hill

Apesar da confiança da Konami, Silent Hill: Townfall não tenta simplesmente repetir a fórmula dos jogos anteriores. A história se passa em 1996, na fictícia ilha escocesa de St. Amelia, acompanhando Simon Ordell, um homem convocado de volta ao local para “colocar as coisas em ordem”. O problema é que Simon não se lembra de já ter estado na cidade, criando um dos principais mistérios da trama.

Diferentemente de Silent Hill 2 e Silent Hill f, toda a experiência será apresentada em primeira pessoa. Segundo o diretor e roteirista Jon McKellan, essa perspectiva permitiu à equipe explorar de outras maneiras os pensamentos e a percepção do protagonista. Uma das principais ferramentas da aventura será a CRTV, uma pequena televisão portátil capaz de captar sinais instáveis. Além de participar de quebra-cabeças, o aparelho pode revelar pistas e ajudar Simon a perceber ameaças enquanto explora St. Amelia.

A proposta também não será apenas explorar os traumas individuais de Simon. Okamoto descreveu Townfall como um Silent Hill particularmente “social”, dizendo que o roteiro trabalha conflitos envolvendo indivíduos, empresas e a própria sociedade. Para o produtor, esse elemento, combinado com a câmera em primeira pessoa, ajuda Townfall a ocupar um espaço diferente dentro da atual fase da franquia. Enquanto Silent Hill 2 representou uma abordagem mais tradicional e Silent Hill f levou a série ao Japão da era Shōwa, Townfall tenta ampliar novamente os tipos de histórias que podem ser contadas dentro de Silent Hill.

“Acho que este jogo é um Silent Hill com uma forte consciência social. Acredito que o termo consciência social seja mais fácil de entender em japonês, mas o enredo é narrado dentro da estrutura da relação entre o indivíduo e a corporação, ou o indivíduo e a sociedade. Trazer essa perspectiva para Silent Hill é algo muito singular, não é? Acho que isso adiciona profundidade à história, ou melhor, expande a variedade de histórias que podem ser contadas.”

Essa abordagem já apareceu nas demonstrações do jogo. Em uma prévia publicada pelo PlayStation Blog, Simon escuta gritos e aparentemente presencia flashes de um protesto ou tumulto nas ruas de St. Amelia, mas encontra a praça completamente vazia quando chega ao local.

Suas ações também podem definir o final

Outro elemento tradicional de Silent Hill que estará presente são os múltiplos desfechos. A equipe confirmou anteriormente que Townfall terá cinco finais, sendo três principais e dois secretos. O interessante é que o resultado não será decidido simplesmente por uma escolha apresentada nos minutos finais. O jogo observará diferentes aspectos do comportamento do jogador durante a campanha.

Fatores como o nível de agressividade, a quantidade de exploração e a forma como determinadas situações são abordadas podem ajudar a determinar qual conclusão será apresentada. Com isso, a Screen Burn pretende fazer com que cada final pareça uma consequência natural da maneira como o jogador percorreu St. Amelia, em vez de simplesmente oferecer uma opção “A ou B” antes dos créditos.

Comunidade ainda demonstra certa cautela

Apesar do otimismo de Okamoto, parte da comunidade ainda parece dividida quanto ao novo projeto. Uma discussão publicada em (18) no Reddit sobre as declarações do produtor ultrapassou 200 votos poucas horas após a publicação. Entre os comentários, alguns usuários demonstraram esperança de que Townfall consiga repetir a qualidade dos dois lançamentos anteriores, enquanto outros disseram que, pelo material divulgado até agora, este parece ser o projeto menos interessante da atual fase da franquia.

A recepção aos vídeos de gameplay também tem sido variada. Em outra discussão, jogadores elogiaram a direção artística, os gráficos e a ideia de experimentar algo diferente dentro da saga, enquanto outros demonstraram preocupação com a aparência mais “limpa” dos cenários e com a forma como o terror psicológico será desenvolvido.

A resposta definitiva está próxima. Silent Hill: Townfall será lançado em 24 de setembro de 2026 para PS5 e PC, por meio do Steam e da Epic Games Store. A produção é da Screen Burn Interactive, estúdio anteriormente conhecido como No Code e responsável por jogos como Stories Untold e Observation.

Fonte: Famitsu

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coca

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