15 jogos para quem terminou Marvel’s Wolverine e quer mais ação brutal

De X-Men Origins: Wolverine a DOOM Eternal, reunimos jogos cheios de violência, combates intensos e protagonistas que não economizam na brutalidade

Marvel’s Wolverine coloca Logan novamente no centro de uma aventura própria, apostando em combates violentos, confrontos corpo a corpo e na capacidade quase sobre-humana do mutante de continuar lutando mesmo depois de receber golpes que derrubariam praticamente qualquer outro personagem.

Mas uma hora a jornada chega ao fim. E para quem terminou o jogo da Insomniac e ficou procurando outra experiência em que seja possível avançar contra grupos de inimigos sem muita delicadeza, felizmente não faltam alternativas.

De antigos jogos da própria Marvel até produções modernas com espadas, machados, motosserras e poderes capazes de transformar inimigos em pedaços, selecionamos 15 jogos para quem terminou Marvel’s Wolverine e ainda quer mais ação brutal.

X-Men Origins: Wolverine

  • Data de lançamento: 1º de maio de 2009
  • Plataformas: PS3, Xbox 360 e PC na Uncaged Edition; também recebeu versões para PS2, Wii, PSP e Nintendo DS.

Antes da Insomniac colocar Wolverine novamente como protagonista, a Raven Software já havia mostrado que as garras de Logan poderiam funcionar muito bem em um jogo de ação. Lançado junto ao filme de 2009, X-Men Origins: Wolverine acabou conquistando uma reputação muito melhor do que a produção cinematográfica que lhe serviu de inspiração.

Principalmente na chamada Uncaged Edition, o jogo não tinha muito medo de mostrar o estrago causado pelas garras de adamantium. Logan arrancava membros, atravessava inimigos, utilizava elementos do cenário durante as finalizações e ainda sofria ferimentos visíveis que desapareciam gradualmente graças ao seu fator de cura. Para a época, era uma representação surpreendentemente violenta do personagem.

É justamente por isso que este provavelmente deveria ser o primeiro jogo procurado por quem terminou Marvel’s Wolverine. Existem diferenças enormes de estrutura, tecnologia e idade entre as duas produções, obviamente, mas é interessante observar como dois estúdios separados por quase duas décadas interpretaram a mesma pergunta: como transformar a brutalidade de Wolverine em gameplay?

God of War III Remastered

  • Data de lançamento: 14 de julho de 2015
  • Plataformas: PS4; jogável no PS5 via retrocompatibilidade

Originalmente lançado em 2010 para PlayStation 3, God of War III representa provavelmente o auge da fase mais brutal de Kratos. A aventura começa praticamente no meio de uma guerra contra os deuses do Olimpo e raramente diminui o ritmo a partir daí.

O combate gira em torno das Lâminas do Exílio e de outras armas adquiridas ao longo da campanha, permitindo alternar golpes, agarrões e ataques especiais durante grandes sequências de combos. Mas são as execuções que mais chamam atenção: Kratos não demonstra qualquer piedade ao enfrentar criaturas mitológicas, titãs ou os próprios deuses.

Essa violência exagerada é justamente o que torna God of War III uma ótima recomendação para quem terminou Marvel’s Wolverine. Ambos colocam o jogador no controle de personagens extremamente fortes, agressivos e capazes de transformar confrontos corpo a corpo em verdadeiros massacres.

Ninja Gaiden 2 Black

  • Data de lançamento: 23 de janeiro de 2025
  • Plataformas: PS5, Xbox Series X|S e PC.

Se a prioridade for simplesmente encontrar outro jogo com combate rápido, sangue e desmembramentos, Ninja Gaiden 2 Black é uma recomendação fácil. A versão modernizada recupera a aventura de Ryu Hayabusa utilizando Unreal Engine 5 e atualiza visualmente um dos jogos de ação mais violentos de sua geração.

Ryu conta com espadas, tonfas, kusarigamas, shurikens e várias outras armas, e os confrontos frequentemente terminam com inimigos perdendo braços, pernas ou algo ainda mais importante. A diferença é que aqui agressividade não significa simplesmente atacar sem parar: os adversários também são extremamente perigosos e conseguem eliminar o protagonista rapidamente.

É um jogo particularmente interessante para quem gostou de dominar os sistemas de combate de Wolverine e quer algo mais exigente. Ninja Gaiden 2 Black cobra reflexos, conhecimento das armas e controle do espaço, mas recompensa o jogador com batalhas extremamente velozes e uma carnificina quase constante.

The Last of Us Part II Remastered

  • Data de lançamento: 19 de janeiro de 2024 no PS5; 3 de abril de 2025 no PC
  • Plataformas: PS5 e PC.

The Last of Us Part II trabalha com um tipo de brutalidade bastante diferente. Ellie e Abby definitivamente não possuem regeneração mutante ou um esqueleto indestrutível, o que faz com que cada confronto pareça consideravelmente mais desesperado.

Tiros possuem um peso enorme, ataques corpo a corpo são violentos e diferentes partes dos cenários podem ser usadas para surpreender adversários. A Naughty Dog ainda investiu bastante em animações e reações dos inimigos, fazendo com que determinados encontros sejam desconfortavelmente realistas. É violência apresentada de maneira muito menos fantasiosa do que em Wolverine.

A edição Remastered também possui o modo Sem Volta, que transforma os sistemas de combate do jogo em uma experiência roguelike baseada em sucessivas batalhas. Para quem terminou a campanha anteriormente e quer principalmente aproveitar as mecânicas, esse modo sozinho pode render muitas horas adicionais.

Splatterhouse

  • Data de lançamento: 23 de novembro de 2010
  • Plataformas: PS3 e Xbox 360

Talvez nenhum outro jogo desta lista leve a palavra “brutal” tão literalmente quanto Splatterhouse. O título acompanha Rick Taylor, que encontra uma máscara capaz de conceder força sobre-humana enquanto procura sua namorada desaparecida. O problema é que essa força vem acompanhada de uma enorme sede por violência.

A proposta gira em torno de pancadaria extremamente exagerada. Rick arranca membros, utiliza partes de inimigos como armas e protagoniza execuções cheias de sangue. Além disso, seu corpo pode sofrer ferimentos graves durante as batalhas e se regenerar, algo que cria uma curiosa semelhança visual com o fator de cura de Wolverine.

O jogo definitivamente possui as marcas de uma produção de sua época e não recebeu a melhor das recepções. Se a principal coisa que você procura depois de Wolverine é simplesmente um protagonista poderoso destruindo monstros de maneiras absurdamente violentas, Splatterhouse entrega exatamente isso.

Metal Gear Rising: Revengeance

  • Data de lançamento: 19 de fevereiro de 2013 nos consoles; 9 de janeiro de 2014 no PC
  • Plataformas: PS3, Xbox 360 e PC

Poucos jogos abraçaram tanto a ideia de cortar inimigos em pedaços quanto Metal Gear Rising: Revengeance. No controle do ciborgue Raiden, o jogador utiliza uma espada de alta frequência capaz de atravessar soldados, máquinas e praticamente qualquer coisa que tenha a infelicidade de entrar no caminho.

Seu recurso mais famoso é o Blade Mode, que desacelera momentaneamente o tempo e permite escolher exatamente onde realizar os cortes. Isso significa que diferentes partes dos adversários podem ser separadas individualmente, transformando alguns confrontos em um espetáculo completamente exagerado.

Também é um jogo que entende que exagero faz parte da diversão. Raiden enfrenta máquinas gigantescas, corre sobre mísseis e participa de batalhas acompanhadas por uma trilha sonora que parece ficar mais intensa a cada segundo. Se a ideia é substituir Wolverine por outro protagonista que não conhece a palavra moderação, é difícil encontrar opção melhor.

Gears of War: Reloaded

  • Data de lançamento: 26 de agosto de 2025
  • Plataformas: PS5, Xbox Series X|S e PC

Trocar as garras de adamantium por um rifle com uma motosserra acoplada talvez pareça uma mudança considerável, mas Gears of War: Reloaded compartilha bastante da mesma filosofia de ação brutal encontrada em Marvel’s Wolverine. Marcus Fenix e seu esquadrão enfrentam os Locust em uma campanha marcada por tiroteios pesados, criaturas enormes e pouquíssima preocupação em manter o campo de batalha limpo.

O símbolo máximo disso é o Lancer, arma que combina um rifle de assalto com uma motosserra utilizada a curta distância. Aproximar-se de determinados inimigos permite literalmente serrá-los, enquanto explosões e armas pesadas frequentemente transformam os Locust em pedaços. Não por acaso, a versão atual do jogo mantém classificação por violência extrema.

Gears of War: Reloaded também é uma boa recomendação para quem procura aquela sensação de impacto presente nos confrontos de Wolverine. Apesar de ser essencialmente um shooter em terceira pessoa baseado em coberturas, tiros possuem peso, inimigos reagem violentamente aos ataques e os combates constantemente alternam entre disparos à distância e encontros extremamente próximos. A remasterização ainda permite jogar esse clássico no PS5, Xbox Series X|S e PC com apresentação modernizada

Dante’s Inferno

  • Data de lançamento: 9 de fevereiro de 2010 na América do Norte
  • Plataformas: PS3, Xbox 360 e PSP

Antes de trabalhar em Battlefield Hardline, a Visceral Games (também responsável por Dead Space) decidiu transformar parte da Divina Comédia em um jogo de ação claramente inspirado pela fórmula clássica de God of War. O resultado foi Dante’s Inferno, uma viagem extremamente livre pelos nove círculos do Inferno.

Dante utiliza uma enorme foice roubada da própria Morte e enfrenta criaturas que frequentemente parecem ter saído de algum pesadelo. Combos, magias e finalizações formam o núcleo do sistema de combate, enquanto a direção artística não economiza em imagens grotescas e situações desconfortáveis.

Pode não possuir a sofisticação dos melhores jogos de ação modernos, mas sua estrutura direta funciona muito bem dentro desta seleção. É uma sequência praticamente constante de monstros, grandes cenários infernais, chefes e pancadaria, exatamente o tipo de experiência para quem ainda não teve sua dose de violência depois de Wolverine.

Sekiro: Shadows Die Twice

  • Data de lançamento: 22 de março de 2019
  • Plataformas: PS4, Xbox One e PC

Wolverine pode resolver muitos problemas simplesmente aceitando alguns golpes e confiando que seu corpo vai se recuperar. Tentar fazer algo semelhante em Sekiro: Shadows Die Twice provavelmente fará o jogador morrer em questão de segundos.

A obra da FromSoftware gira em torno de duelos de espada nos quais atacar é apenas metade do trabalho. É necessário aparar golpes no momento correto, quebrar a postura dos adversários e encontrar a oportunidade para executar um ataque mortal. Quando tudo começa a funcionar, as lutas assumem um ritmo quase coreografado.

Existe até certa proximidade temática: Wolf possui uma relação peculiar com a morte e consegue retornar depois de ser derrotado. Naturalmente, o funcionamento disso é completamente diferente do fator de cura de Logan, mas contribui para criar outro protagonista obstinado que continua se levantando quando seus inimigos acreditam que a luta terminou.

Prototype 2

  • Data de lançamento: 24 de abril de 2012 nos consoles; 24 de julho de 2012 no PC
  • Plataformas: PS3, Xbox 360 e PC; posteriormente PS4 e Xbox One

Antes que jogos de super-heróis dominassem o mercado, a Radical Entertainment apresentou uma fantasia de poder bem diferente. Em Prototype 2, James Heller é infectado pelo vírus Blacklight e passa a utilizar seu próprio corpo como uma arma biológica.

Braços podem se transformar em enormes lâminas, garras e outras estruturas capazes de destruir humanos e criaturas infectadas. Heller também pode correr por paredes, atravessar a cidade em alta velocidade, saltar enormes distâncias e consumir outras pessoas para assumir suas identidades.

Talvez seja um dos jogos desta lista que mais se aproxima da sensação de controlar alguém claramente acima da maioria dos adversários comuns. Se Wolverine utiliza adamantium para abrir caminho entre seus inimigos, Heller simplesmente transforma o próprio organismo em qualquer arma necessária para realizar o mesmo serviço.

Deadpool

  • Data de lançamento: 25 de junho de 2013
  • Plataformas: PS3, Xbox 360 e PC; posteriormente PS4 e Xbox One

Outro mutante com fator de cura, armas afiadas e pouquíssima preocupação com o próprio bem-estar? Deadpool praticamente se colocou sozinho nesta lista. O jogo desenvolvido pela High Moon Studios mistura combate corpo a corpo, armas de fogo e o humor característico do personagem.

Deadpool utiliza principalmente suas katanas durante os confrontos, mas pode alternar para pistolas e outros equipamentos. O sistema não possui a mesma profundidade dos melhores jogos de ação presentes aqui, porém compensa com ritmo acelerado e encontros constantes.

Também existe o fator Marvel. Personagens ligados aos X-Men aparecem durante a aventura, fazendo desta uma recomendação particularmente curiosa para quem terminou Wolverine e ainda está com vontade de continuar dentro desse universo.

DOOM Eternal

  • Data de lançamento: 20 de março de 2020
  • Plataformas: PS4, Xbox One, PC e Nintendo Switch; posteriormente PS5 e Xbox Series X|S

Talvez as armas sejam diferentes, mas Wolverine e o Doom Slayer provavelmente concordariam com uma filosofia: avançar costuma ser uma ótima solução. DOOM Eternal foi construído ao redor de um sistema que incentiva constantemente o jogador a continuar atacando.

Executar inimigos pode recuperar vida, incendiar demônios gera armadura e utilizar a motosserra ajuda a recuperar munição. Em vez de se esconder esperando uma barra ser preenchida novamente, o jogador precisa entrar ainda mais fundo no combate quando seus recursos começam a acabar.

O resultado é um dos shooters mais agressivos de sua geração. Demônios perdem pedaços conforme recebem dano, execuções são extremamente violentas e arenas rapidamente se transformam em quebra-cabeças de movimento, prioridade de alvos e gerenciamento de recursos.

The Punisher

  • Data de lançamento: 18 de janeiro de 2005
  • Plataformas: PS2, Xbox e PC

Outro personagem da Marvel que definitivamente não ficou conhecido pela delicadeza é Frank Castle. Desenvolvido pela Volition, The Punisher colocou o Justiceiro em uma campanha na qual criminosos eram interrogados e eliminados de maneiras que ajudaram o jogo a ganhar fama justamente por sua violência.

O sistema de interrogatório virou uma de suas características mais conhecidas. Dependendo do local, Frank podia utilizar diferentes elementos do cenário para pressionar seus alvos em busca de informações. O jogo também possuía inúmeras execuções ambientais, além do arsenal tradicional de armas de fogo do personagem.

Naturalmente, estamos falando de uma produção de 2005, então vários aspectos envelheceram bastante. Ainda assim, como registro de uma época em que jogos licenciados da Marvel podiam experimentar propostas muito diferentes entre si, The Punisher continua sendo uma curiosidade fascinante para quem procura algo mais pesado.

Asura’s Wrath

  • Data de lançamento: 21 de fevereiro de 2012
  • Plataformas: PS3 e Xbox 360

Asura’s Wrath talvez não seja tão sanguinário quanto Splatterhouse ou God of War III, mas poucos jogos conseguem competir com ele quando o assunto é transmitir a sensação de controlar alguém movido inteiramente pela raiva. Asura enfrenta inimigos cada vez mais absurdos enquanto sua fúria aumenta a níveis praticamente cósmicos.

Os confrontos misturam pancadaria, sequências cinematográficas e momentos em que a escala simplesmente abandona qualquer preocupação com realismo. Socos são trocados contra inimigos gigantescos, batalhas chegam a proporções planetárias e praticamente tudo é acompanhado por Asura ficando ainda mais furioso.

Essa intensidade combina muito bem com o lado mais selvagem de Wolverine. Logan e Asura possuem histórias completamente diferentes, mas ambos funcionam melhor quando são colocados contra algo que parece grande ou poderoso demais para ser derrotado e respondem basicamente com: “então vou bater ainda mais forte”.

MadWorld

  • Data de lançamento: 10 de março de 2009
  • Plataformas: Nintendo Wii

Encerrando a lista está um dos jogos mais incomuns da PlatinumGames. MadWorld utiliza um estilo visual quase inteiramente em preto e branco, fazendo com que o vermelho do sangue se destaque ainda mais durante os combates.

Jack Cayman participa de um violento programa no qual derrotar adversários de maneira criativa é parte essencial do espetáculo. Inimigos podem ser arremessados contra objetos, atravessados por placas e eliminados utilizando diferentes elementos dos cenários.

Apesar do tom muito mais caricato do que Wolverine, a filosofia é parecida: o jogo quer que os golpes pareçam dolorosos e que o jogador aproveite o combate corpo a corpo. É estranho, exagerado e deliberadamente absurdo, encerrando muito bem uma seleção dedicada àqueles que terminaram a aventura de Logan e ainda acharam que faltou um pouco de violência.

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