Supergirl encerrou oficialmente sua trajetória nos cinemas ao redor do mundo, e o resultado é preocupante para o novo DCU de James Gunn. Segundo dados do Box Office Mojo, o filme arrecadou apenas US$ 125,8 milhões em bilheteria global, registrando a pior performance de um longa da DC em mais de duas décadas.
Para se ter uma ideia da dimensão do fracasso, Supergirl arrecadou US$ 42 milhões a menos que Morbius, o notório fracasso da Sony lançado em 2022, que somou US$ 167 milhões nas bilheterias. O longa também ficou US$ 83 milhões abaixo de Coringa 2. Na prática, o filme estrelado por Milly Alcock registrou a menor arrecadação de uma produção da DC desde Mulher-Gato (2004), que encerrou sua exibição com US$ 82 milhões. Considerando a inflação acumulada nos últimos 20 anos, o desempenho de Supergirl se torna proporcionalmente ainda pior.
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Uma queda constante nas bilheterias
Os sinais de dificuldade apareceram desde a estreia. Supergirl abriu com US$ 37,1 milhões nos Estados Unidos e pouco mais de US$ 62 milhões mundialmente, mas não conseguiu manter o ritmo nas semanas seguintes. As quedas de arrecadação foram acentuadas e, ao fim de sua exibição, o total acumulado ficou abaixo do que Superman, o primeiro filme do novo DCU, arrecadou apenas em seu fim de semana de estreia.
O impacto financeiro para o DC Studios é significativo. Supergirl teve um orçamento estimado em US$ 170 milhões, sem considerar os custos de marketing, que podem acrescentar milhões de dólares ao investimento total. A recepção da crítica também foi apenas mediana: o longa alcançou 56% de aprovação no Rotten Tomatoes, um índice baixo, embora ainda muito superior aos 15% obtidos por Morbius.
DC Studios mantém confiança na estratégia
Apesar do fraco desempenho de Supergirl nos cinemas, o CEO da Warner Bros. Discovery, David Zaslav, afirmou que continua confiante no futuro do DCU sob o comando de James Gunn e Peter Safran. O executivo destacou que o estúdio está animado com os próximos projetos, citando o filme Carra de Barro e a série Lanterna, além de afirmar que o cronograma da DC segue forte e que Gunn e Safran continuam trabalhando em novos projetos.
Por que esse resultado importa?
O desempenho de Supergirl aumenta a pressão sobre o plano de reconstrução da DC liderado por James Gunn e Peter Safran. Embora o estúdio já tenha afirmado que avalia o sucesso do DCU de forma ampla, um fracasso dessa magnitude reforça o desafio de reconquistar a confiança do público nos cinemas.
Além disso, o contraste com Superman, que superou US$ 600 milhões mundialmente, indica que a marca DC ainda consegue atrair espectadores, mas que a resposta do público pode variar significativamente entre os personagens e projetos do novo universo compartilhado.
Qual seria o motivo do fracasso?
Nas redes sociais, muitos fãs atribuíram o baixo desempenho ao fato do filme não ter chamado muita atenção antes da estreia. A campanha de marketing e os trailers foram amplamente criticados por não transmitirem uma identidade marcante nem despertarem entusiasmo, enquanto as críticas medianas e o boca a boca apenas razoável impediram que a produção ganhasse força após a estreia. Em um momento em que o público está muito mais seletivo com filmes de super-heróis, muitos espectadores optaram por esperar o lançamento no streaming em vez de comprar ingressos.
Outro fator apontado foi o fato de Supergirl não possuir o mesmo apelo comercial de heróis grandes, tornando arriscado colocá-la como o segundo filme do novo DCU. Além disso, parte da crítica considerou que o longa tentou equilibrar muitas propostas ao mesmo tempo: adaptar Mulher do Amanhã, seguir o estilo de James Gunn e expandir o universo compartilhado, sem desenvolver uma identidade própria.
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Fonte: GamesRadar