A televisão portátil presente em Silent Hill: Townfall não é apenas um recurso estético para evocar nostalgia dos anos 90, ela é, literalmente, construída com o DNA do hardware analógico da época. A Screen Burn, estúdio responsável pelo desenvolvimento do jogo em parceria com a Konami, passou imagens reais do game por televisores antigos físicos para capturar as distorções genuínas de uma tela CRT.
A revelação foi feita por Jon McKellan, diretor e roteirista do jogo, em entrevista ao Eurogamer. Segundo ele, a equipe não se contentou com filtros digitais ou shaders para simular o efeito de tubo de raios catódicos. O processo foi bem mais natural do que isso.
“Pegávamos as cenas de gameplay e as cutscenes e as passávamos de verdade por hardware antigo, televisores velhos, televisores de bolso, para criar algo verdadeiramente autêntico. Danificávamos os cabos, colocávamos ímãs neles, e depois recuperávamos esse material de volta para o jogo. Dessa forma, essa ferramenta central não parece apenas autêntica, ela realmente é autêntica”, afirmou McKellan.
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Por que uma TV e não um mapa?
No jogo, o protagonista Simon Ordell usa o aparelho (chamado de CRTV) tanto para se orientar pelo cenário quanto para criar distrações contra os inimigos. A ambientação é 1996, o que torna a escolha de um televisor portátil analógico coerente com o período. Mas a decisão vai além de fidelidade histórica.
Segundo McKellan, substituir o CRTV por um mapa convencional, como visto em outras entradas da franquia, teria um impacto direto sobre a narrativa. Nas palavras dele, isso daria “uma sensação extremamente diferente à história”. A ferramenta, portanto, parece estar entrelaçada de forma orgânica com os eventos que Simon atravessa no interior de St. Amelia.
McKellan e o produtor Motoi Okamoto confirmaram que Silent Hill: Townfall conta com cinco finais no total. Dois deles são classificados como “secretos” e ficam trancados atrás do New Game Plus. Os demais são desbloqueados de acordo com as escolhas do jogador ao longo da campanha, seja pela postura mais agressiva no combate, seja pelo grau de investigação que ele realiza dentro de St. Amelia.
Para quem não viu, Silent Hill: Townfall leva o terror a uma remota cidade escocesa no início da era da internet. O recorte de 1996 captura um momento de transição delicado: o mundo rural ainda operava segundo suas próprias lógicas, suas comunidades fechadas e seus ritmos lentos, enquanto a internet começava a infiltrar lares e alterar silenciosamente o tecido social.
Silent Hill: Townfall tem lançamento marcado para 24 de setembro nas plataformas PC e PS5.
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Fonte: GamingBolt