Fallout 3 Remastered não é apenas uma promessa de visuais atualizados: segundo um ex-artista da Bethesda, o projeto representa a oportunidade de finalmente entregar o jogo que a equipe original nunca conseguiu fazer por limitações técnicas. A declaração vem de Nate Purkeypile, que atuou como Artista de Mundo no título original de 2008 e como Chefe de Arta nas expansões.
Antes da confirmação oficial da Bethesda, o projeto havia sido exposto por documentos vazados do processo FTC v. Microsoft, por listagens de varejistas e por supostas imagens de gameplay que circularam na internet. Mas foi apenas com o anúncio direto da empresa que os fãs da saga pós-apocalíptica puderam começar a celebrar de vez o retorno à Wasteland.
“Não é exatamente como a gente pretendia”
Purkeypile foi direto ao explicar por que o material original ficou aquém da visão criativa da equipe. “A gente era super limitado tecnicamente fazendo Fallout 3”, disse o ex-artista. “Você só podia colocar um certo número de luzes, as texturas eram bem pequenas, e a gente vivia preocupado com os orçamentos de memória e com o quanto estava colocando na tela.”
Diante de um mercado saturado de remakes e remasters, Purkeypile tomou partido a favor do projeto. Para ele, games têm uma particularidade que justifica o tratamento: a versão original raramente reflete o que os desenvolvedores realmente queriam criar. “Não é que [Fallout 3] seja exatamente como a gente pretendia”, afirmou. “Entendo por que as pessoas ficam mais bravas com remakes de filmes e tal, mas no caso dos jogos, e particularmente no lado artístico, 100% não foi o que a gente pretendia, e foi muito, muito restrito.”
O parâmetro de comparação mais próximo é The Elder Scrolls IV: Oblivion Remastered, que adotou a Unreal Engine 5 para introduzir iluminação volumétrica dinâmica, efeitos climáticos atualizados, sombras dinâmicas e texturas em alta resolução. Se o remaster de Oblivion servir de referência, as expectativas de Purkeypile para Fallout 3 Remastered são mais do que razoáveis, afinal, trata-se do título que popularizou a franquia no formato 3D.
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E o Skyrim Remastered?
Durante a mesma entrevista, Purkeypile também falou sobre a possibilidade de um remaster de The Elder Scrolls V: Skyrim, franquia na qual ele atuou como Chefe de Arte do Mundo. A empolgação foi evidente. “Esse eu me diverti muito trabalhando, e eu definitivamente lutaria para adicionar mais cor a ele, porque eu tinha feito igual as cavernas de Fallout 3, mas eram bem tradicionais, estalactites e estalagmites, meio sem graça”, declarou. Ele revela que, mesmo durante o desenvolvimento do original em 2011, já pressionava por ambientes mais vivos: mais vegetação dentro das cavernas, luz solar entrando por buracos no teto e folhagem exuberante.
No entanto, um remaster completo de Skyrim ainda está distante. Com Fallout 3 Remastered, Fallout: New Vegas Remastered e The Elder Scrolls VI em desenvolvimento simultâneo, a Bethesda tem a agenda cheia por anos.
Fonte: Wccftech