Remake de The Witcher corre risco narrativo se virar mundo aberto, diz roteirista do jogo original

Artur Ganszyniec alerta que The Witcher Remake pode perder ritmo narrativo ao virar mundo aberto; entenda os desafios

O remake de The Witcher pode estar caminhando para um dos maiores dilemas do desenvolvimento moderno: abrir o mundo do jogo original sem destruir aquilo que o tornou especial. Quem levanta o alerta é Artur Ganszyniec, roteirista principal do jogo original, que concedeu uma entrevista e foi direto ao ponto sobre os riscos narrativos que um mundo aberto representa para o projeto.

O remake está sendo desenvolvido pelo estúdio Fool’s Theory sob supervisão da CD Projekt Red, utilizando o motor Unreal Engine 5. Além das informações técnicas básicas, praticamente nada mais foi revelado sobre o projeto.

É nesse vácuo de informações que a fala de Artur Ganszyniec ganha ainda mais peso. Para ele, simplesmente expandir o mapa do jogo original não é uma solução, é o começo de um problema em cascata.

The Witcher 3

“Se abríssemos os cenários, haveria mais espaço, e com mais espaço, precisaríamos de mais conteúdo. O ritmo e a escala de todo o projeto mudariam imediatamente, disse Ganszyniec. Em The Witcher 1, muitas coisas funcionavam porque sabíamos exatamente onde o jogador estaria a qualquer momento. Podíamos acionar um gatilho, iniciar uma cena ou inserir Alvin entre os campos e a vila. Em um mundo aberto, isso teria que ser tratado de forma completamente diferente.”

O exemplo que ele escolhe para ilustrar o argumento é cirúrgico. No quinto ato do original, quando todos os eventos convergem ao redor do Lago Vizima, a progressão narrativa depende de o jogador estar num ponto específico do mapa, no momento certo.

“Se este fosse um mundo aberto, eu teria um barco? O que me impede de embarcar em um barco nos arredores de Vizima e navegar direto para a antiga mansão? Como jogador, eu ficaria feliz com isso, mas como designer, começo a ficar preocupado.”

Além da questão narrativa, Ganszyniec levanta um problema prático que qualquer produtor reconheceria: o ponto em que o investimento deixa de ser viável.

“Em algum momento, uma pergunta pragmática precisa ser feita: quando essa multiplicação de caminhos deixa de ser lucrativa? Você pode investir uma quantidade infinita de tempo e dinheiro, mas isso gerará um número infinito de novos jogadores?”

Vale lembrar que The Witcher 3: Wild Hunt já foi citado como referência de mundo aberto dentro da própria franquia. O primeiro jogo da saga, contudo, sempre teve uma identidade distinta: ambientes quase claustrofóbicos, uma atmosfera mais sombria e uma estrutura de progressão muito mais controlada, características que nasceram das limitações técnicas da época.

Os fãs da franquia ainda têm outros projetos aguardados no horizonte: a expansão The Witcher 3: Songs of the Past e o aguardado The Witcher 4, ambos sem datas de lançamento reveladas até o momento.

Compre aqui O último desejo -The Witcher

Fonte: Wccftech

Gostou? Nos ajude compartilhando!
Postado por
Sou do tipo que adora assistir algo antes de dormir e perder horas em jogos duvidosos no fim de semana. Me segue lá no Twitter/X.
Siga em:
VEJA TAMBÉM
Assine nosso Newsletter
Assine nossa newsletter e receba nossa seleção de conteúdo sobre games e entretenimento diretamente em seu email.
DEIXE SEU COMENTÁRIO
Gostou? Discordou? Comente! Sua opinião vale ouro e nos ajuda a melhorar cada vez mais!
SELEÇÕES ESPECIAIS
Das pérolas escondidas aos grandes sucessos, confira nossas listas e descubra novos games!
Img de rastreio
Localize algo no site!