A decisão do PlayStation de descontinuar a mídia física em 2028 pegou não só os jogadores de surpresa. Editoras, parceiros de negócios e até os próprios escritórios regionais da Sony Interactive Entertainment ao redor do mundo foram mantidos completamente no escuro antes do anúncio.
Um executivo de uma grande publicadora AAA, que não foi identificado na reportagem, foi direto ao ponto sobre a situação. “Apesar de nossa relação de trabalho aparentemente próxima com o PlayStation, não fomos informados de que isso estava acontecendo. Só agora estamos percebendo que podemos ficar sem emprego mais cedo do que tarde.”
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Nem os escritórios regionais sabiam
Escritórios regionais da própria Sony, incluindo o PlayStation India, foram igualmente surpreendidos pelo anúncio. A situação é particularmente grave no mercado indiano, onde investidores estavam em plena negociação com distribuidores locais para montar lojas exclusivas PlayStation físicas. Um desses investidores, que estava colocando dinheiro na operação, foi categórico.
“Por que trabalharíamos com o PlayStation, quanto mais investir alguns crores [para quem está fora da Índia, 1 crore equivale a INR 10 milhões] em uma loja quando eles não venderão mais discos? O pior é que o PlayStation India não nos disse que isso estava acontecendo antes de virar público, mas continuou nos pedindo para colocar dinheiro. Eles também não sabiam.”
A razão pela qual o PlayStation manteve seus parceiros no escuro ainda é desconhecida, mas a hipótese mais razoável, segundo a reportagem, é que o sigilo foi mantido justamente para evitar resistência interna e pressão antes da divulgação pública.
De qualquer forma, a reação não foi evitada e a comunicação entre parceiros e o PlayStation esfriou consideravelmente após o anúncio, com a empresa japonesa adotando a postura de “pegar ou largar” com quem questiona a decisão.
Backlash intenso e silêncio da Sony
Diante das críticas, a PlayStation optou pelo silêncio nas redes sociais desde a divulgação do anúncio. Não há previsão de quando ou se a empresa se pronunciará de forma mais detalhada sobre os impactos da medida para o mercado físico. Enquanto isso, a pressão cresce com uma petição para salvar os discos.
Há quem defenda, no entanto, que a decisão era previsível. Marek Tyminski, CEO da CI Games, é um dos que acreditam que a mudança era inevitável, uma vez que as editoras lucram mais por unidade vendida no formato digital do que no físico.
Fonte: Wccftech
