Supergirl, o segundo filme do novo universo DC comandado por James Gunn, caminha para uma estreia que pode ser classificada como desastrosa. Com apenas US$ 6,5 milhões arrecadados nas sessões de pré-estreia de quinta-feira e um total acumulado de US$ 8 milhões em exibições antecipadas, a projeção para o fim de semana de abertura despencou de US$ 65 milhões,estimativa registrada no início de junho, para algo em torno de US$ 39 milhões.
O longa dirigido por Craig Gillespie custou US$ 175 milhões para ser produzido. Usando a regra padrão de 2,5x aplicada pela indústria para calcular o ponto de equilíbrio, o filme precisaria faturar aproximadamente US$ 437 milhões ao longo de toda a sua carreira teatral para não dar prejuízo, uma marca que parece cada vez mais distante, especialmente com as reações do público sendo descritas como medíocres e a nota atual de 59% no Rotten Tomatoes, o que coloca o título na categoria rotten (podre, na classificação do site).
O argumento de Gunn para justificar a aprovação do filme
James Gunn explicou publicamente que Supergirl não estava originalmente planejada como o segundo filme do novo universo da DC. A decisão de antecipar o projeto teria sido motivada pela qualidade do roteiro entregue pela escritora Ana Nogueira, que Gunn classificou como “incrível” e superior aos demais scripts em desenvolvimento na DC na época. Ele reforçou que a escolha foi guiada pela sua filosofia de “qualidade em primeiro lugar”.
Vale lembrar que o próprio Gunn chegou a engavetar o projeto Sgt. Rock, que seria dirigido por Luca Guadagnino, justamente porque o roteiro de Justin Kuritzkes não teria atingido o padrão exigido por ele. O contraste entre as duas decisões agora ganha um peso extra diante dos números frustrantes de Supergirl.
Carra de Barro como próximo projeto
A boa notícia para o DCU é que a próxima aposta de Gunn no universo é mais promissora. Carra de Barro, previsto para chegar aos cinemas em outubro, é um filme com classificação etária para adultos e foi produzido com um orçamento de apenas US$ 40 milhões, menos de um quarto do custo de Supergirl. Com um ponto de equilíbrio infinitamente mais acessível, o longa pode ser exatamente o tipo de respiro que o DCU precisa para recalibrar a trajetória do universo compartilhado antes que as dúvidas do público se consolidem.
Fonte: World of Reel