Netflix fecha porta para diretores que pedem exibição nos cinemas, diz Dan Lin

Dan Lin afirma que a Netflix não fará acordos com cineastas que exigem lançamento nos cinemas

A Netflix não tem planos de abrir mão da sua política rígida contra lançamentos em cinemas, e quem não gostar que procure outro estúdio. É o que deixou claro Dan Lin, presidente da divisão de filmes da Netflix, em entrevista ao The New York Times. Segundo ele, cineastas que exigem janelas nos cinemas simplesmente não fazem parte dos planos da empresa.

“Existe um grupo de cineastas que ainda quer lançamento nos cinemas. São cineastas com os quais aceitamos que simplesmente não vamos trabalhar”, declarou Lin ao jornal americano. A fala vem logo após o caso de Narnia, de Greta Gerwig, que recebeu uma janela teatral de 54 dias antes de chegar ao streaming, sendo a maior já concedida pela Netflix até hoje.

A postura da Netflix já custou caro em termos de talentos. O caso mais recente envolve Zach Cregger, cujo filme de ficção científica The Flood ficou travado na plataforma justamente pela recusa em garantir uma exibição nos cinemas, e o projeto acabou migrando para a Warner Bros.

Netflix

Joseph Kosinski também recusou uma oferta da Netflix para dirigir F1 pela ausência de um plano nos cinemas. Emerald Fennell preferiu uma proposta financeiramente inferior de outro estúdio para garantir um lançamento adequado para Wuthering Heights.

Os Irmãos Duffer deixaram a plataforma rumo à Paramount pela mesma razão. E Rian Johnson chegou a lutar publicamente por um lançamento amplo de Knives Out, sem sucesso. Para o segundo semestre, a Netflix tem dois filmes de peso: Here Comes the Flood, dirigido por Fernando Meirelles e estrelado por Denzel Washington e Robert Pattinson, e Cliff Booth, de David Fincher. Ambos devem receber corridas teatrais de duas semanas para qualificação ao Oscar, o mínimo necessário, com Cliff Booth também ganhando salas IMAX.

O timing da declaração de Lin não é dos melhores para a plataforma. Em 2026, filmes como Backrooms, Obsession, Project Hail Mary e Michael se tornaram eventos culturais justamente graças à experiência coletiva das salas de cinema.

Fonte: World of Reel

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