Mestres do Universo (Masters of the Universe) estreou nos cinemas como um dos maiores fracassos de bilheteria do ano, mas isso pode não ser o fim da história para He-Man nas telas. Segundo reportagem da Forbes, uma sequência do filme não está descartada, e quem pode salvar a franquia é a própria Amazon.
O longa acumulou US$ 102 milhões em bilheteria mundial. Os números estão longe de impressionar para um filme do porte da produção, mas a lógica por trás de um possível seguimento não passa pelo desempenho nas salas de cinema.
A Amazon MGM Studios enxerga o filme como uma porta de entrada para o Prime Video, usando a janela teatral para gerar conhecimento e levando o título para a plataforma de streaming como um produto âncora para atrair um público mais velho, justamente aquele que cresceu com a franquia original e que pode não ter comparecido aos cinemas.
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Logo após o fim de semana de estreia, Kevin Wilson, chefe de distribuição doméstica da Amazon MGM, emitiu um comunicado com um tom que chamou atenção. Em vez de soar defensivo diante dos números fracos, Wilson usou a abertura como validação de uma estratégia maior.
“O diretor Travis Knight e todo o elenco e equipe de filmagem entregaram algo verdadeiramente especial, e essa estreia é exatamente o tipo de primeiro momento crítico que valida nossa estratégia de distribuição holística, construindo reconhecimento e engajamento que vai muito além da janela de exibição nos cinemas”, declarou Wilson.
A declaração soa, na prática, como um aceno de que o universo de Masters of the Universe foi concebido para existir além das salas de cinema, e que a plataforma de streaming é parte central desse plano desde o início.
O filme protagonizado por Nicholas Galitzine no papel de Adam e Jared Leto como o vilão Skeletor encerra com uma cena pós-créditos que apresenta She-Ra, personagem icônica do universo de Masters of the Universe e que abre caminho direto para uma sequência. A revelação, no entanto, quase não aconteceu.
Em entrevista ao GamesRadar+, o diretor Travis Knight contou que a inclusão de She-Ra esbarrou em um “problema complicado de direitos” e foi resolvida na última hora, com recursos mínimos.
“Fizemos aquilo com praticamente zero dinheiro. Foi no final das filmagens. Estávamos correndo para construir um cenário e montar um figurino porque finalmente conseguimos os direitos para fazer isso e, quero dizer, ela ficou ótima”, afirmou Knight.
A cena, portanto, representa tanto um aceno aos fãs quanto um sinal concreto de que os envolvidos na produção planejavam desde cedo a continuidade da franquia, independente de como o filme performasse nas bilheterias.
Masters of the Universe está atualmente em cartaz nos cinemas.
Fonte: GamesRadar+
