O Nokia N95 ganhou uma nova e inusitada utilidade: rodar Half-Life 1 a 30 FPS, com suporte a mouse e teclado via Bluetooth. A façanha é obra do programador Dante D. Leoncini, que compartilhou o resultado do seu trabalho no X, mostrando o clássico da Valve funcionando em um celular lançado em 2007.
“Half-Life 1 no Nokia N95 finalmente alcançou 30 FPS”, escreveu o criador, acrescentando que ainda existem “alguns bugs a corrigir” dos quais já tem conhecimento. Apesar disso, o suporte a mouse e teclado foi implementado e demonstrado em vídeo.
As imagens mostram Leoncini navegando pelo jogo usando os controles físicos limitados do aparelho em conjunto com um mouse externo, enquanto o áudio funciona, dentro do que se pode esperar da qualidade de um telefone de quase duas décadas atrás.
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Half-Life 1 on the Nokia N95 finally reached 30 FPS! Some slowdowns remain, but I've already identified the cause and am working on a fix. Mouse and keyboard support has also been added. Still a few bugs to fix, but it's getting there.#HalfLife #nokia #symbian #valve #steam pic.twitter.com/PDlq2CRxAy
— Dante D. Leoncini (@dante_leoncini) June 5, 2026
Em termos de poder de processamento, o Nokia N95 representa, de certa forma, um salto em relação ao hardware da época do lançamento original do game. O port utiliza o sistema operacional Symbian, e Leoncini revelou que o projeto vai além do N95: o jogo também já está rodando em outros dispositivos da plataforma, como o Nokia N8 e o Nokia E7.
Half-Life is now running on more Symbian devices!
What's new in v24:
• Performance improvements
• Support for Nokias without FPU/GPU (very slow, not playable)
• Support for Symbian^3 devices like the Nokia N8 and E7Download it now: https://t.co/X5uh2vmd6N#HalfLife #Symbian pic.twitter.com/dvImknFfq0
— Dante D. Leoncini (@dante_leoncini) June 12, 2026
O feito se enquadra numa longa tradição de ports improváveis que a comunidade gamer cultua. Colocar um jogo rodando em uma máquina de cortar grama, numa geladeira ou em dispositivos que jamais foram concebidos para isso exige um nível de engenharia reversa e otimização que vai muito além do hobbyismo comum.
Fonte: Dexerto