God of War Laufey pode estar ambientado no mesmo universo do God of War (2018) e Ragnarök, mas o que a Sony Santa Monica está construindo para o novo capítulo da franquia tem muito mais a ver com a trilogia grega do que com os dois jogos da era nórdica. O combate de Faye, protagonista do título, é notavelmente mais ágil, acrobático e frenético, e isso não é coincidência.
Em um post no blog oficial do PlayStation, publicado logo após a revelação do jogo, a desenvolvedora abriu o jogo sobre suas intenções: a meta é combinar a narrativa densa e centrada em personagens que definiu a era nórdica com a jogabilidade estilosa e veloz que caracterizou os títulos clássicos de God of War. O estúdio foi direto ao ponto ao afirmar que está “injetando um pouco do DNA old school, clássico da era Grega” no sistema de combate do novo game.
Para quem acompanhou de perto a era nórdica, o gameplay estendido de God of War Laufey surpreende desde os primeiros segundos. Logo depois de arrancar uma espada do cadáver de um guerreiro morto, uma das primeiras ações que vemos Faye executar é um dodge-counter. Suas animações, e o ritmo com que ela enfrenta os inimigos, já são visivelmente mais rápidos do que a maioria dos golpes disponíveis para Kratos nos dois jogos anteriores.
Leia Mais
Na sequência, Faye encadeia um air juggle, um recurso que remete diretamente à era Grega. Conforme o gameplay avança, é possível ver combos que misturam grapples, air juggles e ground slams em sequências fluidas. Para quem conhece o gênero, a referência é clara: o resultado lembra uma versão mais contida de Devil May Cry, que, não por acaso, foi uma das grandes inspirações da trilogia clássica de God of War.
“Uma das nossas principais prioridades ao longo do desenvolvimento tem sido criar artesanalmente uma sensação genuinamente nova para o gameplay da Faye, que também atenda às altas expectativas que os fãs têm pela saga”, explicou o estúdio no blog.
A câmera, embora não apareça tão afastada quanto se poderia esperar para um jogo nesse ritmo de ação, dá zoom em momentos específicos, principalmente quando Faye está no ar ou executando determinados ataques. A estatura menor da personagem em relação a Kratos também contribui para a legibilidade dos combates na tela.
O aumento de velocidade e responsividade, porém, não parece ter comprometido o peso das animações, algo que sempre foi uma marca registrada da franquia. Isso fica visível nos primeiros combos com a espada e, principalmente, quando Faye usa a sua Jötunheim golden palm, um golpe que mantém aquela sensação de impacto bruto característica da saga.
O jogo está em desenvolvimento para PS5, mas uma data de lançamento ainda não foi revelada.
Fonte: Eurogamer
