O sucesso explosivo de Marvel Rivals foi determinante para que a Blizzard quebrasse a própria inércia e adotasse uma postura mais arrojada no desenvolvimento de Overwatch. A admissão veio de dentro da empresa: em entrevista coletiva ao PC Gamer, o GM e SVP da Blizzard, Walter Kong, confessou que o desempenho do hero shooter da NetEase “assustou um pouco” a equipe responsável pelo jogo.
Quando Marvel Rivals chegou ao mercado no final de 2024, foi a primeira vez em anos que o time de Overwatch encarou um concorrente direto. As comparações dominaram as redes sociais, as contagens de jogadores da NetEase dispararam, e a Blizzard percebeu que precisava agir. Nas palavras de Walter Kong, o entusiasmo da comunidade em torno de Marvel Rivals levou a equipe a “ser menos avessa ao risco, porque sentimos que, se ficássemos conservadores, definitivamente sentiríamos a pressão competitiva”.
As mudanças que vieram depois
O primeiro resultado concreto dessa virada foi a introdução de perks durante as partidas nos modos principais. Na sequência, chegou o Stadium, um modo por rounds com poderes e builds no estilo MOBA — uma mudança de identidade considerável para um jogo que sempre foi muito mais direto em seu design.
Embora parte da base de jogadores tenha estranhado a velocidade das transformações, a percepção geral foi positiva: Overwatch voltou a aparecer em fóruns e redes sociais como um jogo vivo, com pessoas declarando que o título “finalmente havia voltado”.
Para sustentar esse novo ritmo, a Blizzard precisou reformular processos internos, sobretudo o tempo necessário para criar novos heróis. O resultado prático foi um plano mais ambicioso: iniciar cada novo ano com algo de grande impacto, como o lançamento de cinco heróis de uma vez só. O calendário também passou a incluir atualizações constantes na história e pelo menos um novo herói a cada temporada. Não à toa, o jogo chegou ao ponto de simplesmente abandonar o sufixo “2” do nome, voltando a se chamar Overwatch.
Fonte: PC Gamer