League of Legends não vai entrar na onda das colaborações com IPs de terceiros. August Browning, designer-chefe do jogo na Riot Games, foi direto ao ponto durante uma live em seu canal na Twitch: trazer skins de outras franquias muda o tom do jogo de forma irreversível.
“Não estamos nada abertos a isso”, disse Browning, respondendo a uma pergunta de espectadores sobre o quanto a Riot estaria disposta a incluir skins de terceiros em League of Legends. “No segundo em que você faz skins de terceiros, o tom do seu jogo muda completamente.”
A ‘Fortnitificação’ dos jogos como pano de fundo
O comentário de Browning vem num momento em que essa tendência de crossovers está em alta na indústria. Call of Duty recebeu Nicki Minaj como operadora jogável. Final Fantasy 14 terá uma série de raids temática de Neon Genesis Evangelion em sua próxima expansão. Tekken 8 anunciou o personagem Baki como o lutador final do DLC da Temporada 3. O movimento é amplo e afeta praticamente todo live-service relevante do mercado.
A Riot Games tem sido uma exceção notável nesse cenário. Tanto League of Legends quanto Valorant nunca fizeram um crossover direto com personagens externos, ainda que algumas skins claramente se inspirem em outras mídias. Browning reconheceu isso na mesma transmissão, citando uma skin da Louis Vuitton para Sena e um visual de Swain que, segundo ele, “parece muito com certos estabelecimentos de frango”. Mas para ele, colocar personagens de outras franquias diretamente no jogo é um passo de outra magnitude.
“É legal, mas muda o tom”
O designer fez questão de não diminuir quem adotou a estratégia. “Isso não significa que é ruim — é muito legal jogar Overwatch com todos esses personagens de anime e ídolos de K-pop e coisas assim, certo? É legal entrar no Fortnite e ter o Goku e a Jinx lutando contra Ariana Grande e o Peter Griffin“, disse Browning. “Mas falando em questão de tom, também é muito diferente do tom de todos os personagens de [League]”.
Browning reforçou que, “historicamente, a Riot tem sido bastante hesitante em fazer skins de outros IPs”, e classificou um crossover direto de personagens como “um grande passo”. A posição da empresa, ao menos por ora, é manter League of Legends dentro do seu próprio universo — sem visitas externas.
Fonte: PC Gamer