Clair Obscur: Expedition 33 acumula elogios desde o lançamento, mas há um ponto em que até os fãs mais dedicados do RPG abrem exceção para reclamar: os minigames. Considerados frustrantes por boa parte da comunidade, eles voltaram ao holofote depois que o diretor do jogo, Guillaume Broche, decidiu entrar em campo para responder às críticas. A conclusão dele? Problema de habilidade, puro e simples.
Broche esteve presente no Speedons em Lyon, evento de speedrun beneficente realizado no início deste mês na França. Ele atuou como comentarista durante a run de Expedition 33 e, na hora em que chegou o temido minigame de vôlei, pediu o controle e se colocou à prova diante do público. Antes de começar, fez questão de anunciar o que estava prestes a fazer: “Vou jogar o game e, ao mesmo tempo, provar que ele é muito, muito fácil, e que é um puro problema de habilidade”, disse Broche.
Broche cumpriu a promessa em grande parte. Ele despachou o adversário mais difícil do minigame sem maiores apuros. Embora não tenha conseguido terminar a partida sem deixar o oponente fazer um ponto, a demonstração foi suficiente para sustentar o argumento de que o desafio, por mais irritante que pareça, é facilmente superável.
A postura de Broche durante o evento foi claramente bem-humorada, mas há uma convicção real por trás da brincadeira. O diretor entende que a dificuldade desses minigames é uma escolha de design intencional, não um descuido. Ainda na época do lançamento de Clair Obscur: Expedition 33, ele revelou que “pessoalmente insistiu” na inclusão dessas sequências, tendo como inspiração os desafios semelhantes presentes em Final Fantasy X — jogo famoso por seus minigames desafiadores, como as partidas de blitzball.
Fonte: GamesRadar+