Assassin’s Creed Black Flag Resynced vai cortar completamente as seções modernas do jogo original, aquelas em que o jogador controlava um protagonista com iPad circulando pelos escritórios da Abstergo. A decisão foi confirmada pelo diretor do remake, Richard Knight, em entrevista ao GamesRadar+, e o argumento é direto: a história de Desmond Miles e seus desdobramentos simplesmente não são uma questão urgente em 2026.
“Naquela época, era muito importante saber o que aconteceu com os amigos de Desmond“, explica Knight. “Mas o que queremos fazer é pegar Black Flag e atualizá-lo, modernizá-lo para os dias de hoje. Então sabíamos que precisávamos mudar certas coisas — você ainda pode jogar o Black Flag original — mas este aqui, para mim, é o Assassin’s Creed mais recente. É o AC pós-Shadows. Ainda é uma recontagem autêntica, mas também é uma nova recontagem.”
O diretor lembra que, logo após o desfecho amargo de Desmond em Assassin’s Creed 3, o público “realmente queria saber o que tinha acontecido com os amigos dele e com a Abstergo“. Mais de uma década e inúmeros jogos da franquia depois, esse fio narrativo perdeu a urgência. “Essa não é bem a pergunta que se faz hoje, diante de Shadows, Mirage e assim por diante“, afirma Knight. É um reconhecimento honesto de que boa parte dessas tramas nunca teve um encerramento satisfatório e seria terreno confuso para qualquer jogador que entrou na série a partir de Origins.
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Rifts opcionais no lugar das seções da Abstergo
No lugar das seções modernas tradicionais, Resynced introduz quatro “rifts” — fissuras narrativas opcionais que o jogador pode completar ou simplesmente ignorar. “O que criamos são esses quatro rifts que você pode encontrar se assim desejar, ou pode escolher ignorá-los e apenas ser Edward, o pirata e o assassino“, detalha Knight. “Eles contam cenários do tipo ‘e se’, de modo que ainda parece conectado ao jogo — mesmo que você vá encontrar essa experiência de dia moderno, você ainda está jogando Black Flag Resynced, ainda está jogando a aventura de Edward, e não parece que fez uma pausa de horas.”
A proposta é manter o conteúdo moderno atrelado diretamente à experiência de Edward Kenway.
Mais conteúdo, não apenas fidelidade visual
Além da reformulação da camada moderna, Knight deixa claro que o remake não é um simples upgrade gráfico. “Com Resynced, é importante para nós ter o mesmo espírito de Edward, contar essa mesma história central, apenas com maior fidelidade“, diz o diretor. “Acho que eles alcançaram o núcleo do que fizeram com o jogo original, mas isso nos dá a oportunidade de adicionar um pouco mais — não apenas modernizar e adicionar recursos que parecem mais confortáveis hoje, mas também adicionar um pouco mais de conteúdo, dar seguimento a algumas linhas de trama para as quais talvez não tenham tido tempo na época.”
Assassin’s Creed Black Flag Resynced tem lançamento confirmado para 9 de julho no PC, PS5 e Xbox Series X|S.
Fonte: GamesRadar+