Assassin’s Creed Black Flag Resynced não precisa temer a concorrência de outros jogos de pirata porque oferece algo que nenhum deles consegue replicar: a combinação de um jogo de assassino com um jogo de pirata ao mesmo tempo, além de uma narrativa . Quem garante é Richard Knight, diretor do projeto na Ubisoft, em entrevista recente ao GamesRadar+.
Knight foi direto ao ponto quando questionado sobre o que diferencia Black Flag Resynced de títulos como Sea of Thieves, Skull and Bones e o recém-lançado Windrose. Para ele, a resposta está na natureza híbrida da experiência: “É o jogo de assassino e o jogo de pirata ao mesmo tempo. É só fazendo os dois que você obtém aquela mistura única que forma a história de Edward.”
A narrativa linear de Edward Kenway como diferencial
O diretor também explicou o papel que a ausência de mecânicas de RPG exerce na experiência. Diferente de jogos como Assassin’s Creed Origins, Odyssey ou Valhalla, o remake mantém uma narrativa que avança de forma contínua, sem ramificações de diálogo ou sistemas de progressão baseados em escolhas. “Muito disso se resume à narrativa que contamos em Black Flag. Ela vai sempre para frente. É como o próprio Edward — ele está sempre avançando, cometendo erros e indo para a próxima coisa. E isso se torna uma epopeia”, afirmou Knight.
Essa linearidade, segundo o diretor, é intencional e serve à construção do protagonista. Knight detalhou a motivação inicial de Edward Kenway: “Desde o início, ele está lá para ganhar dinheiro para sua família. Ele simplesmente não suporta a ideia de ser pobre na Inglaterra. Então ele vai atrás do dinheiro. E no começo do jogo, ele literalmente vai matar pessoas por dinheiro, e depois vai reclamar por não ter recebido o suficiente.”
Essa ganância, segundo Knight, é justamente o que cria a tensão central do personagem. “Ele é tudo sobre dinheiro, e isso é muito interessante porque gera essa tensão fundamental com o personagem à medida que ele começa a aprender essas coisas de assassino”, completou o diretor.
A concorrência no mar e a confiança da Ubisoft
O mercado de jogos de pirata está movimentado: Sea of Thieves, da Rare, segue popular após anos em constante atualização, enquanto Windrose surge como nova aposta indie no gênero. Ainda assim, Knight demonstra tranquilidade diante do cenário competitivo. A avaliação do diretor é que a maioria desses títulos se apoia em experiências online, focadas em combate e PvP — um terreno bem diferente do que Black Flag sempre ocupou.
O remake do clássico de 2013 chega com data marcada para 9 de julho. A Ubisoft também já confirmou, por meio do creative lead do projeto, que o mundo do Caribe apresentado no jogo é “um pouco mais denso” em comparação ao Japão de Assassin’s Creed Shadows.
Fonte: GamesRadar+