Ojou-sama no Geboku, novo mangá estreado no Shonen Jump+, acumulou uma reclamações massiva logo após a publicação do seu primeiro capítulo gratuito. A razão: fãs apontaram, de forma quase unânime, o uso descarado de arte gerada por inteligência artificial em uma extensa sequência de páginas e a Shueisha, editora responsável, segue em silêncio absoluto.
As reclamações partiram praticamente desde os primeiros segundos de leitura. Leitores japoneses identificaram que uma sequência de flashback de nada menos que 20 páginas, dedicada a mostrar os pais e avós dos personagens, carregava os erros visuais clássicos e a estética plástica inconfundível dos geradores de imagem automáticos. As inconsistências de desenho entre um quadrinho e outro foram amplamente documentadas e compartilhadas pelos fãs, que não pouparam críticas tanto ao autor quanto ao departamento editorial da Shueisha por ter aprovado e publicado o material sob um selo tão prestigiado como o do Shonen Jump.
Uma minoria de leitores tentou adotar uma postura mais tolerante, argumentando que o uso de IA para fundos ou personagens secundários poderia ser aceitável no futuro da indústria. No entanto, a esmagadora maioria não compactuou com essa visão. O consenso geral foi de que o estilo visual do capítulo carece de alma e cria um ruído visual que compromete completamente a imersão na história.
O debate toca em uma ferida real do mercado de mangá: a pressão absurda que os criadores enfrentam para cumprir deadlines semanais. Ainda assim, para boa parte do fandom, isso não justifica entregar ao leitor uma obra que aparentemente substituiu páginas inteiras de trabalho humano por saídas de algoritmos.
Apesar do volume de críticas, o primeiro capítulo de Ojou-sama no Geboku permanece disponível normalmente no aplicativo. O time editorial da Shueisha não emitiu nenhuma nota ou resposta pública até o momento, deixando os fãs sem qualquer clareza sobre a existência ou não de uma política interna contra o uso de ferramentas de geração de imagem por IA em obras serializadas na plataforma.
Fonte: Somos Kudasai
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