O diretor de Final Fantasy 7 Rebirth, Naoki Hamaguchi, deixou claro que não pretende mexer na espinha dorsal da história escrita para o JRPG original, mas admite que pequenos ajustes de ritmo emocional foram inevitáveis durante o desenvolvimento dos remakes.
“Quando se trata da história geral, confio no que Kazushige Nojima escreve e não tenho intenção de alterá-la com base no meu julgamento”, afirmou Hamaguchi. O problema, segundo ele, está na fidelidade visual conquistada pelos remakes: reproduzir eventos e passagens de tempo exatamente como eram no original pode resultar em cenas que soam implausíveis dentro de um contexto dramaticamente mais rico. “Quando as mudanças de tempo ou datas não parecem convincentes, isso também quebra o engajamento emocional do jogador“, completou.
Ajuste de ritmo, não de roteiro
A distinção que Hamaguchi faz é precisa: não se trata de adicionar ou alterar acontecimentos, mas de garantir que o jogador esteja emocionalmente preparado para cada momento antes que ele aconteça. A equipe se perguntava, cena a cena, se determinada emoção fazia sentido naquele ponto da narrativa, e, se não fizesse, quanto trabalho preparatório seria necessário para que ela ganhasse peso.
“Não era tanto uma questão de adicionar ou mudar a história, mas sim de ajustar as coisas de forma que o ritmo emocional do jogador se alinhasse ao fluxo do tempo”, explicou o diretor. “Esse processo exigiu revisitar cenas repetidas vezes e, honestamente, foi um dos aspectos do desenvolvimento sobre os quais fomos mais cuidadosos.”
Fonte: GamesRadar