O novo Divinity, próximo RPG da Larian Studios, será ainda maior do que Baldur’s Gate 3, e isso não é apenas promessa de marketing. Bert van Semmertier, diretor técnico do estúdio, revelou em uma nova edição da revista Edge que a engine proprietária da Larian foi completamente atualizada para o novo jogo, eliminando uma das limitações técnicas mais significativas que moldaram a estrutura de BG3.
Uma limitação antiga, finalmente resolvida
Van Semmertier explicou que, em Baldur’s Gate 3, havia uma restrição de longa data no multiplayer: os jogadores não podiam cruzar atos individualmente. A transição entre atos exigia que todo o grupo se movesse junto, o que teve impacto direto na forma como o mundo foi construído e como a narrativa precisou ser estruturada.
“Uma limitação que tínhamos há muito tempo no multiplayer é que os jogadores não podiam cruzar atos individualmente. Você sempre precisava fazer a transição junto como um grupo, e isso teve um impacto em como construímos nosso mundo e como a história precisou ser estruturada“, admitiu o diretor técnico.
Para o novo Divinity, a história é diferente. “Na próxima iteração do nosso motor, essa é uma limitação que removemos completamente. Não há mais limitação sobre o tamanho que um ato pode ter”, concluiu van Semmertier. Na prática, isso significa que os atos do novo jogo poderão ser tão extensos quanto a Larian quiser, e, dado que muitos jogadores facilmente gastam mais de 60 horas explorando apenas o Ato 1 de BG3, o potencial de escala é considerável.
Gráficos intencionalmente contidos, controle total sobre a engine
Van Semmertier também abordou uma escolha que chama atenção de quem compara Baldur’s Gate 3 com outros grandes RPGs do mercado: a Larian deliberadamente “fica um pouco para trás na curva” no que diz respeito a fidelidade gráfica. A decisão não é falta de capacidade técnica, mas sim uma estratégia consciente para manter os projetos dentro do alcance do tamanho da equipe do estúdio, que, historicamente, começou com muito menos desenvolvedores do que a maioria dos grandes estúdios do setor.
Ao mesmo tempo, o diretor técnico reforçou o valor de ter uma engine própria: “Ter propriedade sobre seu motor permite que você faça basicamente qualquer coisa que queira”. Se o objetivo fosse, por exemplo, renderizar centenas de personagens em um único local, a equipe se reuniria para discutir os requisitos e possíveis soluções. A Divinity Engine atualizada, usada no novo Divinity, é fruto exatamente dessa filosofia de adaptação contínua às necessidades do projeto.
Com atos sem limitação de tamanho, um criador de personagens descrito como ainda mais robusto do que o de Baldur’s Gate 3, e uma engine reformulada, o novo Divinity se consolida como o projeto mais ambicioso da Larian até agora. Detalhes sobre data de lançamento ainda não foram revelados.
Fonte: GamesRadar