Resident Evil Requiem
Quase uma década após a estreia da RE Engine em Resident Evil 7, a Capcom parece ter levado sua tecnologia ao limite com Resident Evil Requiem. O novo capítulo da franquia não apenas representa um salto técnico significativo, como também se destaca como um dos jogos visualmente mais impressionantes desta geração, especialmente no PS5 Pro, observa a Digital Foundry.
Desenvolvido exclusivamente para a geração atual, Resident Evil Requiem aposta pesado em ambientação detalhada, personagens extremamente realistas e efeitos de última geração. Logo nos primeiros minutos, o jogador é apresentado a ruas encharcadas pela chuva que funcionam como uma verdadeira vitrine tecnológica, com iluminação avançada, reflexos em tempo real e uso marcante de ray tracing.
No PS5 Pro, o jogo atinge seu auge técnico. O modo com ray tracing roda próximo de 60 FPS de forma bastante estável, algo que vai além da proposta inicial do console de oferecer modos qualidade a 30 FPS rodando a 60 FPS. Além de reflexos e iluminação global aprimorados, o título utiliza uma solução de upscaling temporal bastante eficiente, entregando imagem próxima ao 4K mesmo partindo de resolução interna pouco acima de 1080p.
Já o modo 120 Hz abre mão do ray tracing e do upscaler mais avançado, adotando uma técnica de escalonamento mais simples, semelhante ao FSR1 visto no PC. Ainda assim, o desempenho é consistente e conta com suporte adequado a VRR, garantindo fluidez em telas compatíveis.
Os modelos de personagens merecem destaque especial. A qualidade dos materiais, a renderização de tecidos, o sombreamento da pele e os detalhes nos olhos reforçam o alto nível de realismo. O sistema de cabelos baseado em fios individuais, visto anteriormente no remake de Resident Evil 4, retorna mais otimizado, sem impactos significativos na performance.
Nos demais consoles, o desempenho também é sólido, com algumas concessões. O Xbox Series X apresenta resultados muito próximos ao PS5 padrão, com resolução ligeiramente acima de 1080p e upscaling espacial. Já o Xbox Series S roda em resolução mais baixa, aparentemente partindo de algo próximo a 720p, e elimina completamente o sistema de cabelos por fios, embora mantenha taxa de quadros estável.
Apesar das diferenças técnicas, Requiem se destaca em todas as plataformas, inclusive pelo excelente design de áudio 3D e níveis de preto mais bem calibrados, corrigindo problemas vistos em jogos anteriores da franquia. No fim das contas, embora a RE Engine mostre ótima escalabilidade entre os consoles, o PS5 Pro se firma como a melhor forma de aproveitar Resident Evil Requiem.
Fonte: Digital Foundry
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