“É o artista, não o software”: Epic Games rebate diretor de Piratas do Caribe e defende Unreal Engine

Desenvolvedor da Epic rebateu críticas, afirmando que o problema não está na ferramenta, e sim em como ela é usada.

A Epic Games saiu em defesa do Unreal Engine após críticas feitas por Gore Verbinski, diretor da trilogia original de Piratas do Caribe. O cineasta afirmou que a ferramenta seria responsável pela queda na qualidade dos efeitos visuais em produções cinematográficas modernas, gerando uma resposta contundente de um desenvolvedor que trabalhou em ambos os mundos.

Em uma entrevista recente, Verbinski criticou diretamente a tecnologia por trás do Fortnite. Segundo o diretor, o uso do Unreal Engine para efeitos visuais estaria criando uma estética de videogame” nos filmes atuais, empurrando-os para o que ele chama de “vale da estranheza” (uncanny valley).

Um funcionário da Epic Games não deixou as críticas sem resposta. Pat Tubach, supervisor de efeitos visuais da empresa, contestou as afirmações de Verbinski em declaração à IGN. O que torna a situação particularmente interessante é que Tubach trabalhou nos efeitos visuais dos três filmes originais de Piratas do Caribe antes de se juntar à empresa do Fortnite.

“É impreciso qualquer pessoa da indústria afirmar que uma ferramenta é a culpada por problemas erroneamente percebidos no estado dos efeitos visuais e CGI“, defendeu Tubach.A estética e o ofício vêm dos artistas, não do software.”

Tubach ainda acrescentou: “Posso garantir que os artistas que trabalhavam em grandes blockbusters como Piratas do Caribe há 10-15 anos só podiam sonhar em ter uma ferramenta tão poderosa quanto o Unreal Engine em suas mesas para ajudá-los a concluir o trabalho – e eu saberia, já que eu era um deles!”

O debate destaca uma tensão crescente entre as abordagens tradicionais de efeitos visuais e as novas tecnologias que estão remodelando a indústria. Embora Verbinski defenda que seus filmes de duas décadas atrás ainda se sustentam visualmente graças a técnicas como miniaturas e pinturas, o engenheiro da Epic Games argumenta que o problema não está na ferramenta em si, mas em como ela é utilizada por artistas e cineastas.

Fonte: IGN

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