The Chinese Room não tinha estrutura para fazer um “verdadeiro” Bloodlines 2, admite co-fundador

Co-fundador do estúdio revela que tentou convencer a Paradox a não usar o nome Bloodlines 2, reconhecendo que seria impossível recriar a ambição e a “magia” do clássico de 2004 nas condições atuais.

A The Chinese Room, estúdio responsável pelo recém-lançado Vampire: The Masquerade – Bloodlines 2, admitiu que não estava equipada para desenvolver uma sequência adequada do RPG cult lançado em 2004. Em uma recente entrevista, Dan Pinchbeck, co-fundador do estúdio, o qual saiu em 2023, confessou que a equipe chegou até mesmo a tentar convencer a publicadora Paradox a não utilizar o nome Bloodlines 2 para o título.

“Costumávamos ter essas sessões de planejamento sobre como convencer a Paradox a não chamar o jogo de Bloodlines 2“, revelou Pinchbeck. O desenvolvedor explicou que o principal desafio era a impossibilidade de recriar a magia do original nas condições atuais: “Não há tempo suficiente. Não há dinheiro suficiente. E Bloodlines 1 saiu em um período muito interessante no desenvolvimento de jogos”.

Segundo Pinchbeck, títulos como o primeiro Vampire: The Masquerade – Bloodlines, Shenmue (1999) e S.T.A.L.K.E.R.: Shadow of Chernobyl (2007) surgiram em uma época quando era possível lançar jogos extremamente ambiciosos que, apesar de cheios de bugs e falhas, tinham sua visão celebrada pelo público. “Você não conseguiria fazer isso hoje“, afirmou categoricamente.

O co-fundador também destacou que tentar recriar essa magia no ambiente atual seria equivocado: “Ninguém ficaria feliz. Você não agradaria os fãs do Bloodlines 1 e não agradaria as pessoas que não conhecem o Bloodlines 1, porque elas sempre receberiam um jogo com falhas, construído muito rapidamente e sem dinheiro suficiente”.

Diante dessas limitações, a The Chinese Room optou por uma abordagem diferente. Em vez de tentar replicar o RPG de mundo aberto do original, a equipe decidiu criar uma experiência mais focada e densa, comparável a Dishonored da Arkane Studios. “Não podemos fazer Bloodlines 2, não podemos fazer Skyrim, mas podemos fazer Dishonored”, explicou Pinchbeck, destacando a necessidade de reduzir elementos de RPG e mundo aberto em favor de uma experiência mais direcionada, mas fiel à mitologia da franquia.

Recentemente, a própria Paradox admitiu que o jogo não alcançou as expectativas de venda. De acordo com a editora, seu principal erro foi tentar expandir além dos gêneros que já possui experiência, como estratégia.

Fonte: GamingBolt

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