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Diversidade é fundamental para The Sims, afirma veterano da franquia

O diretor original de The Sims, Charles London, afirmou que a diversidade e a inclusão não são apenas elementos importantes, mas fundamentais para o sucesso contínuo da franquia. A declaração surge em um momento crucial, após a Electronic Arts ter sido adquirida por um grupo de investidores que inclui o Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita e a Affinity Partners, fundada por Jared Kushner, genro de Donald Trump.

Charles London, que trabalhou como diretor de arte em The Sims 1 e diretor criativo em The Sims 2, destacou que a representação de relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo nos jogos iniciais foi “tudo” para a franquia. “Eu acredito que é existencial para o negócio. Certamente é para a sociedade. É incrivelmente importante existir uma marca mainstream e amada que diga: ‘amor é amor e pessoas são pessoas'”, explicou.

A preocupação dos fãs de The Sims surge porque a EA agora carrega uma dívida de US$ 20 bilhões após essa aquisição. Além disso, tanto a Arábia Saudita quanto figuras ligadas à administração Trump têm histórico de políticas repressivas contra pessoas LGBT, levantando temores de que os novos proprietários possam pressionar por mudanças nos elementos inclusivos da franquia.

Segundo London, o espírito de abraçar toda a humanidade é justamente o que permite que The Sims tenha um apelo universal, independentemente de idade, gênero, orientação sexual ou nacionalidade. “É essa conexão empática e emocional com o jogo que importa, não apenas as muitas calças com que você pode vestir os personagens”, afirmou, embora tenha reconhecido que a variedade de opções de personalização também seja parte importante do apelo. O diretor original relembrou que a inclusão de relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo nos jogos originais não foi motivada por uma agenda revolucionária.

“Quando se tratava de sexualidade, percebemos que precisávamos implementá-la no jogo para que esses pequenos humanos fossem realmente humanos… Escolhemos a opção que era tecnicamente mais simples, mas também aquela com a qual poderíamos nos olhar no espelho.”

London expressou esperança de que essas escolhas inclusivas continuem sendo feitas, abrangendo não apenas sexualidade, mas também imagem corporal, raça, opções de vestuário, arquitetura e estrutura de trabalho, “toda a magnífica diversidade da vida humana real”. Ele acrescentou: “Isso é algo que a equipe, eu acho, entende profundamente. Profunda, profundamente entende.”

O veterano da indústria foi enfático ao afirmar que um cenário onde a EA abandonasse seus jogadores LGBT seria um cenário onde a empresa estaria condenada. “Quando estamos em períodos reacionários, ter marcas sólidas e queridas capazes de enviar esta mensagem é crucial para a sociedade. Mas também é crucial que essas marcas mantenham a fé porque, se não o fizerem, deixarão de ser marcas”, concluiu.

Fonte: PCGamer

 


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coca

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