Câmara aprova taxação para plataformas de streaming com objetivo de fortalecer mercado nacional

Nova lei prevê alíquotas sobre receita das plataformas e exige ao menos 10% de conteúdo nacional nos catálogos.

Câmara aprova imposto para streamings e redes sociais financiarem o mercado nacional

A Câmara dos Deputados aprovou nesta semana o polêmico projeto que cria novas regras para o setor de streaming no Brasil, prometendo mudanças significativas. A proposta foi aprovada por 330 votos a favor, 118 contra e 3 abstenções.

Com as novas leis, plataformas como Netflix, Prime Video e Disney+, terão uma nova tributação, além de certas regulamentações a serem seguidas para os seus catálogos. As mudanças também se aplicam a redes sociais como YouTube, TikTok e Instagram. 

A cobrança será aplicada sobre a receita bruta das empresas, nos seguintes percentuais:

  • 0,5% — até R$ 24 milhões

  • 1% — até R$ 100 milhões

  • 2% — até R$ 250 milhões

  • 3% — até R$ 350 milhões

  • 4% — acima de R$ 350 milhões

 

 

Ou seja, gigantes como Netflix e Prime Video pagarão a alíquota máxima. Já as redes sociais terão uma taxa diferenciada de 0,8%, em reconhecimento ao papel dos criadores de conteúdo independentes. Além disso, negócios menores estarão protegidos, com startups com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões ficando isentas.

Incentivo às produções nacionais

Um dos pontos mais relevantes do projeto é o benefício fiscal: empresas que investirem em produções brasileiras poderão abater até 60% do valor do imposto. Ou seja, quanto mais conteúdo nacional uma plataforma produzir, menos imposto pagará. A medida visa impulsionar ainda mais as produções locais, incentivando a ampliarem o catálogo nacional

Um ponto que vem gerando muita discussão, é que as plataformas agora serão obrigadas a manter pelo menos 10% do catálogo com conteúdo brasileiro, sendo metade produzido por empresas independentes.

Embora a nova regra não deva representar um grande desafio para empresas como a Netflix, que já investe em títulos nacionais como Sintonia, Irmandade e Encarcerados, plataformas com foco em nichos específicos, como a Crunchyroll, voltada para animes, podem encontrar dificuldades para se adaptar às novas exigências.

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Janela para o cinema e outras regras

O texto também cria uma “janela” de exclusividade para o cinema: os filmes só poderão chegar ao streaming nove semanas após a estreia nas salas. A medida busca proteger as bilheteiras, afetadas pelos lançamentos simultâneos.

Ficam fora dessa regra conteúdos jornalísticos, religiosos, educativos, sem fins lucrativos e transmissões esportivas.

Próximos passos

O projeto agora segue para o Senado e, depois, para sanção presidencial. A Câmara fez alguns ajustes para viabilizar a aprovação — entre eles, a redução da alíquota máxima de 6% para 4%. O impacto para o assinante ainda é incerto. Tudo dependerá de as empresas absorverem os novos custos ou repassarem o valor ao consumidor. 

Por outro lado, o setor audiovisual brasileiro deve sair ganhando. A arrecadação será destinada ao Fundo Setorial do Audiovisual (Condecine), responsável por financiar filmes, séries e outras produções nacionais.

Um ponto de destaque: 30% dos recursos serão direcionados às produtoras das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, fortalecendo a diversidade e a descentralização do setor.

Fonte: Hardware

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