Tatsuki Fujimoto revelou as duras condições de trabalho que enfrentou durante a criação e serialização de Chainsaw Man. O mangaká compartilhou detalhes sobre como chegou a dormir ao lado da porta para receber seus assistentes, já que mal conseguia descansar devido à pressão de entregar os capítulos semanalmente.
Chainsaw Man foi lançado em 2018 pela editora Shueisha na Weekly Shonen Jump, uma das revistas de maior prestígio e circulação do mundo. Publicar nessa revista representa praticamente garantia de visibilidade internacional, mas também traz enorme pressão para os criadores. Atualmente, a obra conta com adaptação para anime e retornará aos cinemas com Chainsaw Man: O Arco de Reze.
“Era minha primeira vez fazendo uma serialização semanal, e honestamente foi brutal. Estava constantemente preocupado que me fossem cancelar”, confessou Fujimoto. O criador de Chainsaw Man explicou que sua prioridade absoluta era cumprir prazos: “Tudo o que podia pensar era ‘se entregar tudo a tempo, posso seguir’. Estava tão sobrecarregado que apenas conseguia dormir. Quando vinham meus assistentes tinha que me levantar para recebê-los, então terminei dormindo ao lado da porta principal”.
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Diante das condições extremas, Tatsuki Fujimoto encontrou uma solução para preservar sua saúde: migrar para a versão digital da Shonen Jump, o que permitiu gerenciar melhor seu tempo de produção. No entanto, nem todos os mangakás conseguem essa flexibilidade.
O caso de Fujimoto não é isolado na indústria japonesa de quadrinhos. Eiichiro Oda, criador de One Piece, tem enfrentado frequentes problemas de saúde que causam atrasos na publicação. Os criadores de Frieren anunciaram recentemente um hiato por tempo indeterminado.
Gege Akutami, responsável por Jujutsu Kaisen, admitiu dificuldades similares e agradeceu publicamente a ajuda de Oda em momentos críticos de sua carreira. Outro exemplo é Daul, autor de Solo Leveling: Ragnarok, que teve que encerrar abruptamente sua obra devido à saturação.
A situação reflete uma crise mais ampla no setor. Apesar da indústria já ter registrado falecimentos prematuros de criadores importantes, as condições laborais continuam precárias, sem sinais de mudança estrutural.
O mesmo problema se estende à indústria de anime, onde muitos animadores denunciam situações de trabalho igualmente desafiadoras, mesmo com o aumento de encomendas por plataformas como Crunchyroll.
Fonte: 3DJuegos
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