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InXile estava trabalhando em um Wasteland survival com o diretor de DayZ

A InXile está atualmente focada em seu novo RPG, Clockwork Revolution. No entanto, antes disso, o estúdio trabalhava em outro projeto que acabou não saindo do papel.

Trata-se de um jogo de sobrevivência ambientado no universo de Wasteland, com um servidor persistente, liderado por ninguém menos que Brian Hicks, diretor do popular DayZ.

O grande diferencial seria o fato do título ser em realidade virtual. “A ideia era Wasteland se encontra com DayZ — em questão de sistemas — mas em realidade virtual”, comentou Hicks.

As dúvidas sobre o projeto começaram quando Fallout 76 foi anunciado. A recepção negativa da comunidade ao jogo deixou a InXile preocupada com o futuro do seu título.

“Eu tive a experiência surreal de construir um jogo de sobrevivência multiplayer, de mundo aberto e pós-apocalíptico, no universo de Wasteland, para Brian Fargo. Sem saber que Fallout 76 existia e estava a caminho.

Tenho certeza de que você se lembra, Fallout 76 foi lançado e lembrava mais DayZ do que Fallout 4. Todos os jogadores diziam: ‘Se eu quisesse ser trollado, jogaria Rust.’ E a lição que Fargo tirou disso — não quero falar pelo homem — foi que os fãs de Fallout esperam um Fallout.”

Apesar da recepção negativa de Fallout 76, a equipe decidiu não abandonar o projeto. Em vez disso, aumentaram o escopo do Wasteland survival para incluir os principais elementos que os fãs adoravam na franquia, aproximando-o dos outros títulos. No entanto, isso trouxe novos desafios: Hicks não estava preparado para lidar com todas essas mudanças.

“Eu estava saindo de DayZ e me pediam para criar uma experiência de Wasteland no estilo DayZ. Minha mente não estava voltada para construção de mundo, narrativa e missões. Minha mente estava em todo o resto. De repente eu estava preocupado com essas linhas de missão ramificadas, essas facções e reputações, toda essa coisa que não tínhamos antes.”

Então veio a grande notícia: a InXile estava sendo adquirida pela Microsoft. Hicks celebra a aquisição — afirmando até ter conseguido comprar uma casa graças a ela —, mas conta que seu jogo acabou sendo “vítima da aquisição”.

Segundo ele, Matt Booty e Phil Spencer se mostraram entusiasmados com o projeto e ansiosos pelo lançamento. Só havia um problema: eles queriam o jogo para PC e Xbox, não mais como título de VR.

Transformar o título nesse estágio seria um desafio gigantesco, e Hicks descreve o período como extremamente estressante. No final, o desenvolvedor recebeu um convite de um dos seus antigos parceiros da época de DayZ, deixando a inXile e se juntando ao RocketWerkz. Após sua saída, o Wasteland survival acabou sendo cancelado.

“Foi um período turbulento. Não de um jeito ruim. Ser adquirido pela Xbox, especialmente para um estúdio do tamanho da InXile, não é de forma alguma algo ruim. Mas existem certas realidades. Você não é mais um estúdio de AA. Tecnicamente, sim, você precisa fazer o que Matt Booty manda.”

Apesar do fim do projeto, Hicks não culpa a Microsoft pela decisão de não investir em VR. “Por mais que eu ame realidade virtual, não há um público. Não entendo por quê, já que atualmente é mais barato comprar um Quest 3 do que um Switch 2”, acrescentou.

Fonte: PC Gamer

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Publicado por:
Vinicius Silva Dias

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