Já sabemos que Dragon Age: The Veilguard não alcançou as expectativas da EA, no entanto, a empresa acabou gerando mais reações negativas após o seu CEO sugerir que o jogo teria fracassado por não ter contando com elementos de GAAS.
Mike Laidlaw, antigo diretor criativo e um membro importante da criação da franquia, foi às redes sociais criticar o comentário do CEO. De acordo com ele, tal sugestão o faria abandonar o seu trabalho.
Olha, eu não sou um CEO chique, mas se alguém me dissesse ‘a chave para o sucesso desta IP single-player é torná-la puramente um jogo multiplayer. Não, não um spin off: mudar fundamentalmente o DNA do que as pessoas amavam no jogo principal’ para mim, eu provavelmente largaria o emprego ou algo assim. Quem seria tolo o suficiente para exigir algo assim? …Duas vezes!
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Por coincidência, Mike deixou a BioWare justamente na época em que Dragon Age: The Veilguard estava se formando como um GAAS, antes de retornarem para um single-player.
Enquanto isso, David Gaider, o antigo escritor da série, afirmou que embora consiga entender a posição de um CEO, sugere que a EA deveria focar em tentar repetir o que deu certo antes na franquia e seguir o exemplo da Larian com Baldur’s Gate 3.
Se eu realmente me esforçar para ter empatia, posso meio que entender o pensamento. Tipo, digamos que você não saiba muito sobre jogos. Você está em um grande escritório com um monte de outros executivos que também não sabem muito sobre jogos. O que todos eles estão dizendo? ‘GAAS fazem grandes números!’ ‘Jogos de ação estão em alta!’
Meu conselho para a EA (não que eles se importem): você tem uma IP que muitas pessoas amam. Profundamente. No auge, vendeu bem o suficiente para te deixar feliz, certo? Veja o que ele fez de melhor no ponto em que vendeu mais. Siga o exemplo da Larian e aposte nisso. O público ainda está lá. E esperando.