Após muita expectativa gerada na comunidade, foi um grande balde de água fria o anúncio de que Life by You teria sido cancelado pela Paradox. De acordo com a empresa, o erro foi terem apostado alto demais.
De acordo com o CEO Mattias Lilja, o erro de Life by You foi ser um projeto muito distante da área de competência da Paradox e terem investido muito dinheiro inicialmente no projeto sem ter conhecimento.
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Se vamos começar algo maior, precisa estar diretamente em nossa competência. Precisa ser um Cities ou um Cities-like, ou um jogo de estratégia. Então sabemos o suficiente para correr riscos de forma inteligente. Porque mesmo se lançarmos um jogo como Victoria 3 — que teve dificuldades — ainda é um jogo que as pessoas querem jogar, que podemos continuar. Não é um grande sucesso no começo, mas também é algo sobre o qual sabemos muito.
E [há] uma diferença que eu diria entre [isso e], digamos, Life by You, que estava meio que fora do nosso círculo de competência — ele é estrategicamente uma boa ideia, mas começamos de uma forma ruim e financiamos muito antes de sabermos o suficiente sobre ele, eu diria. Então tem muito a ver com como iniciamos os projetos e como os gerenciamos ao longo do tempo, incluindo a parte do investimento.
Para o CEO, por Life by You ter certas similaridades com o gênero de construção de cidade, ele acreditava que a equipe saberia como lidar. “Eles não conseguiram fazer isso, eu diria. E isso não é só culpa deles. Isso é absolutamente culpa nossa também”, comenta ele.
No final, a equipe decidiu cancelar o projeto pois quanto mais continuassem, mais caro e trabalhoso se tornaria e provavelmente não conseguiriam resolver os problemas existentes.
E isso é, claro, foi uma falha enorme da nossa parte, principalmente como publicadora, não ser capaz de conduzir isso melhor e acabar nesse lugar. Mas, novamente, não paramos os jogos se achamos que as pessoas vão gostar deles – e tínhamos certeza de que lançar seria pior, por mais difícil que seja dizer. Então chegamos à conclusão de que precisávamos parar com isso agora, em vez de piorar. Em nível conceitual? Era bom. Estrategicamente para a Paradox? Absolutamente. A execução? Não estávamos no ponto.