A Bandai Namco está tendo um bom 2024, com o lançamento da expansão de Elden Ring e o recente Dragon Ball Sparking Zero, os quais se mostraram grandes sucesso para a empresa. No entanto, a Bandai também está apostando em novas IPs, como Unknown 9: Awakening
Para Arnaud Muller, CEO da divisão Europeia, está cada vez mais arriscado apostar em IPs inéditas, com franquias maiores sendo apostas mais seguras. Para ele, é preciso “equilibrar seu portfólio entre riscos e inovação”.
Leia Também:
- Ato I de Destiny 2: Retorno já está disponível
- É assim que fica a cidade no remake de Silent Hill 2 sem névoa
Existem apostas seguras no mercado hoje? Acredito que sim, porque alguns IPs ainda têm tração, e alguns estúdios têm credenciais para produzir jogos que vão atrair um certo público. Mas acho que o que estamos vendo — e não é diferente das outras editoras — é que lançar uma nova IP se tornou cada vez mais difícil. O custo do desenvolvimento aumentou, e o tempo para o desenvolvimento também aumentou, então você precisa levar esse novo paradigma de risco em consideração no seu processo de tomada de decisão. Você precisa levar em consideração um certo nível de gastos excessivos no desenvolvimento e a possibilidade de atrasos desde o primeiro dia. Se não, você terá algumas surpresas ruins.
Comentando sobre o ano de 2025 repleto de lançamentos, incluindo gigantes como GTA 6, o CEO não se mostra preocupado pelos títulos da Bandai. Para ele, jogos do estúdio como Little Nightmares 3 possuem uma base de jogadores específica, que não deixarão de jogar por causa de outros lançamentos.
Se você começar a tomar decisões com base em quando a competição vai lançar um ano antes do seu desenvolvimento, então [você terá problemas]. É muito diferente para todas as editoras. Temos sorte o suficiente de estar naquele espaço onde, para alguns dos nossos jogos, se os fizermos corretamente e a qualidade estiver lá, estamos confiantes o suficiente de que alcançaremos nossos fãs e público.
Por fim, comentando sobre as mudanças do mercado chinês, ele afirma que não afeta muito as desenvolvedoras ocidentais, já que os “consumidores chineses compram principalmente jogos chineses”.