Já faz 10 anos que Dragon Age: Inquisition lançou, e considerando que foi um título cross-gen entre PS3/PS4 e Xbox 360/Xbox Series e o quanto a tecnologia evoluiu neste meio-tempo, o próximo título sem dúvidas poderá realizar coisas que não eram possíveis antes.
Mark Darrah, antigo produtor da franquia, o qual embora tenha deixado a BioWare em 2021 atua agora como consultor de Dragon Age: The Veilguard, afirma que com os novos hardwares o estúdio poderá contar histórias de formas que antes não poderia.
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Um dos exemplos citados por Darrah é a “narrativa através das animações”, algo que a BioWare sempre desejou fazer. Enquanto nos jogos anteriores todos os personagens se moviam “do mesmo jeito”, agora cada um terá a sua própria forma de agir.
Se você vestisse uma armadura e você a colocasse em Alistair, vocês pareciam exatamente iguais, um ao lado do outro. Agora, somos capazes de representar o personagem nos visuais e no movimento, mesmo enquanto você os personaliza, o que simplesmente não era possível no passado.
Além do hardware melhor, outro fator que o produtor comenta é a experiência da equipe com a engine Frostbite da EA, atualmente tendo um domínio muito maior para alcançar coisas que não conseguiam antes.
Dragon Age: Origins e Dragon Age II estavam fazendo o que podiam com a tecnologia que tinham; Dragon Age: Inquisition fez um bom trabalho ao usar o Frostbite na respectiva engine. Mas com este jogo, há uma melhor compreensão das engines ao longo de muito mais tempo, mas também, a tecnologia do hardware em que o jogo será jogado daqui para frente [é] capaz de fazer muito mais coisas [e] executá-lo visualmente em um grau que não era possível no passado.
Por falar em Dragon Age Inquisition, John Epler, diretor criativo da BioWare, afirma que enquanto a história do jogo anterior era a respeito de um protagonista que tinha o potencial para salvar o mundo, Veilguard será mais focado em como o trabalho de equipe é essencial.
Dragon Age sempre foi sobre personagens, mas até certo ponto, parece que tivemos sorte nisso. Inquisition é uma história em que, no final das contas, você, o personagem principal […] tem o papel mais importante a desempenhar. Queríamos contar uma história desta vez em que você literalmente não pode salvar o mundo sem esses personagens. Além disso, nós também queríamos dar a eles seus próprios arcos que pudessem correr paralelos à história principal e realmente dar a eles aquele tipo de narrativa profunda que nossos fãs realmente gostam.
Um dos desafios do novo jogo está sendo equilibrá-lo como um título para veteranos da franquia como também para os jogadores que estão chegando agora. Ainda assim, ele afirma que será um jogo receptivo e irá preencher as lacunas necessárias para o entendimento.
Então, embora haja referências, momentos em que referenciamos de novo, é realmente uma história própria, uma continuação própria com um elenco diferente, com personagens diferentes. Historicamente, Dragon Age sempre teve um elenco diferente por jogo, o que nos dá muita liberdade em termos do que queremos trazer do passado e do que realmente queremos trazer de novo e voltado para o futuro.
Por fim, a equipe afirma que Dragon Age: The Veilguard também dará continuidade ao “caminho em direção ao futuro” da franquia, apresentando novas histórias que serão usadas futuramente.
Dragon Age: The Veilguard será lançado ainda este ano para PC, PlayStation 5 e Xbox Series S|X.

