Após muita expectativa, finalmente tivemos o lançamento de The Day Before, mas o jogo acabou tendo um recepção extremamente negativa, chegando a ser removido do Steam pelos desenvolvedores e o estúdio fechando as suas portas.
Apesar dos vários problemas técnicos e falta de conteúdo, uma das maiores falhas do jogo foi sem dúvidas as falsas promessas. Anunciado como um MMO de mundo aberto e sobrevivência, o jogadores descobriram no lançamento que era na verdade um shooter de extração similar a jogos como Escape from Tarkov.
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Em uma entrevista ao portal DualShockers, um ex-desenvolvedor do estúdio afirma que The Day Before nunca foi planejado como um MMO e a equipe também não entendia por que os superiores fizeram esse marketing com o público.
Nunca vi o projeto como um MMO. Ninguém da nossa equipe sabe por que o chamaram de MMO. Sempre foi um jogo de tiro em terceira pessoa com algumas mecânicas cooperativas. Nenhuma mecânica de RPG foi implementada – as habilidades eram uma ideia e estavam em fase de protótipo, mas nada mais que isso.
Não havia maneira de colocar muitas pessoas no mundo ou de tornar o mundo maior. Desde o início, a ideia era que os servidores tivessem menos de 100 pessoas — isso não é um MMO. Sem clãs, sem raids, sem hubs fechados. O jogo era assim há mais de dois anos.
O desenvolvimento do jogo também parece ter sido bastante conturbado. A equipe constantemente entrava em disputas de ideias com os irmãos Eduard e Aisen Gotovtsev, fundadores do estúdio.
Muitas ideias boas da nossa equipe foram desconsideradas porque [Eduard e Aisen] não as aprovaram. Como bate-papo por voz. Quem reclamasse muito era expulso do time. Muitas ideias estúpidas foram implementadas, removidas e reimplementadas porque os irmãos pensavam que sabiam melhor do que nós o que as pessoas queriam. Uma enorme quantidade de tempo e trabalho foi desperdiçado porque os trabalhos tiveram que ser feitos e refeitos.
De acordo com o ex-desenvolvedor, The Day Before teria sido classificado como “sem sucesso financeiro”, tendo vendido aproximadamente 200 mil cópias, nas com um total de 90 mil pedidos de reembolso. A decisão de fechar o estúdio e cancelar o projeto teria vindo da editora Mytona.