Análise | Nintendo Switch Lite

Análise | Nintendo Switch Lite

A versão mais portátil do portátil
#Análises Publicado por Sr Ori, em

O Nintendo Switch se tornou um dos videogames de maior sucesso já criado, conseguindo vender tanto seu hardware quanto seus jogos muito bem até hoje em dia. Ele foi lançado em 2017 mas também possui uma versão "Lite", e é essa versão que será discutida neste texto, além é claro de que tudo que for descrito é baseado na minha experiência de 2 meses com o videogame.

O Nintendo Switch Lite possui diversos cortes em relação a versão principal, sendo diferente nos controles, tela e na principal função que deu o nome de "Switch" a ele que é poder ser tanto videogame de mesa quanto portátil. Porém ele não é uma versão pior por conta desses recursos a menos, porque ele consegue abranger outra proposta que o Switch normal não consegue ser tão competente. Abaixo vou explicar mais detalhadamente o porquê disso.

Portabilidade

Como mencionado anteriormente o Switch Lite perdeu a funcionalidade que define o Switch, que é ser tanto console de mesa quanto portátil. Nesse aspecto, a versão Lite se tornou totalmente portátil e, como o foco é mais centralizado nessa portabilidade dele, ele foi melhor trabalhado nesse quesito se comparado a versão padrão do Switch. As principais mudanças que a versão Lite teve e que o deixou mais agradável para o uso portátil foram as dimensões, peso e tela, além de acoplar fixamente os controles nas laterais.

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O tamanho geral do videogame foi reduzido, diminuindo 1cm de altura e 3cm de largura. Consequentemente a tela diminuiu de 6,2 polegadas para 5,5 polegadas. Quando vi pela primeira vez parecia que o tamanho do display iria atrapalhar por aparentar ser pequeno, mas ele é muito bom e consegue entregar uma visualização de qualidade em jogos como Mario Odyssey e Luigi's Mansion 3 que são graficamente espetaculares.

Já o peso foi consideravelmente reduzido, chegando a algo em torno de 276g e que é bem próximo ao que o Nintendo 3DS pesava, mesmo o Switch Lite sendo bem maior.

Como resultado disso tudo, ele acaba sendo bem mais confortável de usar do que o próprio Switch em sua versão normal. Outro benefício dessas dimensões dele é que ele é fácil de levar e usar em qualquer lugar, o que é bem útil para pessoas que geralmente saem com certa frequência e gostariam de tirar uma parte do seu tempo fora de casa para jogar algo. Ele é o videogame que os fãs de portáteis terão que adquirir e uma boa opção até mesmo para aquelas pessoas que não consideram a portabilidade um fator decisivo, porque em quesito geral de conforto ele foi muito bem produzido.

Controle

Diferente da versão normal, o controle e a carcaça do videogames são unidas, não sendo possível removê-lo. Comparando com outros controles, não achei ele o controle ideal para se jogar jogos com muita ação, mas ele é o melhor controle para isso se comparado a outros portáteis, principalmente por conta dos seus botões e em como ele se encaixa na mão. Já sobre jogos sem muita ação frenética, ele provavelmente é o melhor lugar para se jogar algo, principalmente se a pessoa gosta de portabilidade.

Mas focando especificamente nos botões do controle, acredito que eles são os mais confortáveis que já utilizei em algum videogame. Tanto os botões da frente quanto os laterais são feitos de uma borracha e que deixa o controle bem confortável para jogar durante várias e várias horas consecutivas. Ele também possui um botão específico de captura de tela, bem fácil de usar e também serve para gravar vídeo.

Por outro lado, os analógicos parecem tão frágeis quanto aqueles usados no 3DS. Por um bom tempo fiquei com receio de utilizar eles em jogos mais frenéticos, mas utilizando uma capa no analógico amenizou um pouco essa sensação. Até hoje não vi relatos em relação ao analógico quebrar em jogos frenéticos e nem o meu chegou a ter qualquer dano (nem drift), então ele deve apenas passar essa sensação mesmo.

Abordando sobre outros recursos, o controle do Switch Lite perdeu a funcionalidade de vibração, porém não perdeu a do sensor de movimento, permitindo que alguns jogos possam adotar isso em suas mecânicas para controlar o personagem ou a câmera. Porém, não deveria existir o sensor de movimento no Switch Lite ou deveriam realizar uma adaptação melhor para ele, pois nos jogos que testei eu tive que desabilitar a função por conta de me atrapalhar a jogar. Não é natural ter que mover o videogame inteiro para mirar ou realizar uma ação porque o controle está acoplado com a carcaça do videogame. No Zelda Breath of the Wild por exemplo, tinham mecânicas que precisavam virar o videogame ao contrário sendo que a tela iria junto, então simplesmente não funcionava.

Outro problema que vejo nos controles do Switch Lite é que o botão "-" (botão menos) fica muito próximo do analógico, e dependendo do jogo acaba atrapalhando muito a utilizá-lo. Geralmente esse botão serve para abrir o mapa ou visualizar certas informações do personagem, como inventário e atributos. O botão "+" também fica extremamente próximo a outros botões, mas como não é próximo especificamente do analógico acaba não tendo um problema no uso.

Bateria

Para videogames portáteis, a bateria é um ponto crucial porque é ela que define o quanto você poderá jogar, ou se poderá jogar. Vendo testes técnicos feitos por outras pessoas, é dito que o Switch Lite possui uma duração maior da bateria se comparado ao primeiro modelo do Switch, principalmente por ter uma tela menor.

Mas sendo mais prático, a duração média de bateria do Swtich Lite chega a ser em torno de 4 horas de duração, variando para mais ou para menos dependendo do jogo e recursos do videogame que estão ativos. Para deixar um pouco mais claro, as minhas 4 horas em média são utilizando jogos como Monster Hunter Rise, com a luminosidade em 50% e com o Wi-Fi habilitado. Eu ao menos achei uma boa duração para um videogame portátil e atende bem ao que se espera jogar com ele fora da tomada. Caso queira jogar um maior tempo consecutivo do que 4 horas, certamente será necessário jogar com ele ligado na tomada.

Armazenamento

Outro ponto crucial para qualquer videogame hoje em dia é seu espaço de armazenamento para instalar os jogos, principalmente por conta da força da mídia digital nos dias de hoje. Em relação a isso o Switch Lite é bem decepcionante, até mesmo para mim que sou dono de um Xbox Series S e sempre sobra espaço no videogame para os novos jogos que quero jogar.

Isso acontece porque o Switch Lite vem com 32GB de armazenamento, sendo apenas 25GB destes 32GB livres para utilização. Citando novamente o exemplo do Monster Hunter Rise, apenas ele está ocupando atualmente 17GB dos totais 25GB. É praticamente inutilizável dependendo dos jogos que forem instalados.

Por outro lado, a forma de expandir o armazenamento é bem simples, barata e inteligente. É necessário apenas comprar um cartão Micro SD compatível com o Switch (geralmente os vendedores especificam e é bem fácil de encontrar) e colocar nele, que assim o Switch irá gerenciar a memória automaticamente, alocando o jogo ou parte dele para a memória interna ou externa. Obviamente que o ideal seria ele vir com um armazenamento interno decente, mas ao menos essa alternativa é bem simples e viável de se utilizar.

Preços

O Nintendo Switch Lite em questão de custo-benefício acaba sendo bem interessante para muitas pessoas, principalmente por ter o mesmo desempenho que o Switch normal e ser consideravelmente mais barato. Ele pode ser considerado uma boa alternativa para conseguir adquirir um Nintendo Switch e jogar seus vários jogos.

Já se tratando sobre os preço de seus jogos, existe uma certa polêmica e até um certo estereótipo. O que realmente é muito caro e anti-consumidor são os preços dos exclusivos da Nintendo que nunca abaixam, mesmo passando-se anos eles mantém o mesmo preço e promoções de no máximo 30% pelos seus jogos. Isso acaba afastando muita gente que poderia comprar e se divertir com seus jogos, principalmente em países onde a renda não é compatível com os preços cobrados.

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Por outro lado, é bem interessante como os jogos de terceiros e principalmente os indies possuem preços relativamente melhores que seus concorrentes Xbox e PlayStation, ainda mais que a Nintendo também possui diversos métodos para adquirir esses jogos.

Agora em relação a mídia física desse videogame os preços são bem proibitivos, tanto em seus exclusivos quanto em jogos de terceiros. Isso provavelmente se deve ao formato proprietário que a Nintendo decidiu colocar para seu videogame, aumentando o custo.

Sistema

O sistema desse videogame é simples até demais e serve apenas para jogar. Não possui recursos que incentivem a interação entre jogadores, conquistas em jogos ou outros recursos que melhorem a experiência no geral. O sistema foi feito simplesmente para gerenciar/comprar seus jogos e jogá-los.

Não considero como uma obrigatoriedade um sistema robusto, ainda mais vindo da Nintendo, mas me senti voltando no tempo por conta de dois elementos que não deveriam ser da forma que são.

O primeiro elemento é relacionado a compras da loja. Primeiro que se comprar no exterior ele não te mostra o valor final da compra, o que seria algo bem básico. Segundo que não existe estorno da compra feita.

O segundo elemento é em relação a compartilhar capturas de tela do Switch para outro dispositivo. Nunca pensei que isso poderia ser um problema, mas a Nintendo conseguiu tornar. Primeiro que tem que vincular o Switch com o smartphone toda vez, e depois realizar o download das capturas uma por uma através de um navegador. Existe a alternativa de enviar a captura direto para o Facebook e Twitter, mas além de perder a qualidade ainda é preciso obviamente ter a rede social. As capturas também não são salvas em um serviço de nuvem.

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Eu acompanho bastante outras plataformas e estou acostumado com sistemas que te permitem executar tarefas simples, como reembolso e baixar capturas de tela de forma mais "sofisticada". Foi meio que um choque ter que passar por isso no Nintendo Switch, sendo que hoje é bem básico ter uma funcionalidade como captura de tela ser prática para compartilhar com os amigos.

Jogos

No quesito jogos, a Nintendo conseguiu agregar bastante ao seu novo videogame. O Nintendo Switch é um dos videogames da Nintendo que mais conseguiu atenção dos desenvolvedores terceiros, principalmente os indies e jogos específicos do nicho japonês. Até mesmo jogos que exigem um pouco mais do dispositivo como The Witcher 3 e Doom chegaram de alguma forma ao Switch, consequentemente rodando também de forma legal e portátil no Switch Lite. Apesar de não receber 100% dos jogos de terceiros que são lançados, houve uma melhora muito boa em relação a quantidade e variedade de conteúdo que a Nintendo conseguiu agregar ao seu videogame.

Agora falando de jogos próprios e de parceiros, desde seu lançamento em 2017 o Switch já vem adicionando diversos jogos e de diversos gêneros, voltando com franquias como Super Mario Party, Super Smash Bros, Metroid, Zelda e vários outros jogos que lotam o catálogo do Switch hoje em dia. Caso a pessoa vá comprar um Switch recentemente, ela terá jogos para jogar por um bom tempo, mesmo que não goste de todos que existirem disponível no catálogo.

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O Switch Lite continua tendo suporte aos jogos em mídia física, diferentemente por exemplo do Xbox Series S que diminuiu o tamanho e cortou o recurso. O funcionamento é igual ao de 3DS e Switch padrão, sendo necessário apenas encaixar e jogar, e é claro emprestar ou revender caso queira.

Concluindo...

O Nintendo Switch Lite é um videogame excelente, podendo ser apreciado até mesmo por quem prefere jogar jogos utilizando a TV (meu caso). Seu modo portátil é muito competente, tanto em ser confortável de usar quanto na duração de bateria suficiente para jogar por algumas boas horas.

Um ponto importante antes de comprar o Switch Lite é que é recomendável comprar um estojo para guardá-lo e carregá-lo para os lugares que for, aproveitando bem da sua portabilidade. Além disso é interessante comprar uma capa para proteger ele no seu uso e também uma capa para os analógicos, porque os analógicos são feitos de borracha e podem arranhar se a unha passar nele, além de melhorar aquela sensação explicada no texto de que o analógico vai quebrar a qualquer momento.

Pensando no Brasil, ele também é uma oportunidade dos brasileiros conseguirem ter a chance de possuir um Nintendo Switch por conta do seu preço ser bem mais baixo que a versão normal. O único problema acaba sendo os preços dos jogos exclusivos da Nintendo, que em sua grande maioria não possuem boas promoções.

Recomendo o Nintendo Switch para quem gosta de jogos japoneses e também dos jogos da própria Nintendo, desde que consigam de alguma forma jogá-los. A sua portabilidade também é bem atrativa para quem gosta ou para que sai com certa frequência de casa, tornando-se uma forma de aproveitar os jogos que vêm sendo lançados.

7.0
Nota
Um excelente portátil para passar o tempo se divertindo com ótimos jogos
Prós
  1. Boa qualidade na construção
  2. Bom tamanho de tela
  3. Prático de carregar para o lugares
  4. Ergonômico
  5. Botões confortáveis
  6. Boa duração de bateria
  7. Fácil e inteligente expansão de armazenamento
  8. Variedade de jogos
  9. Preço dos jogos de terceiros
  10. Praticidade no uso da mídia física
Contras
  1. Analógicos parecem frágeis
  2. Botão "-" próximo do analógico
  3. Sensor de movimento mal utilizado
  4. Armazenamento muito baixo
  5. Preço dos exclusivos
  6. Preço da mídia física
  7. Compras na loja sem reembolso
  8. Baixar capturas de tela
Sr Ori
Sr Ori #luhckaz100

Fã de yakuza e jogos que trazem experiências criativas e diferentes das que já tive.

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