A população mundial vem crescendo em um ritmo acelerado, atualmente se aproximando dos 8 bilhões de seres humanos no planeta e o esperado é que aumente cada vez mais, com cerca de 140 milhões de bebês nascendo por ano. No entanto, parece que essa expansão humana pode em breve diminuir.
Um recente estudo liderado pela The Lancet, uma revista científica sobre medicina e uma das mais antigas revistas médicas do mundo, indica que a população mundial pode começar a diminuir em algum momento durante as próximas décadas.
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De acordo com o estudo, espera-se que a população mundial atinja seu ápice em cerca de 2064 com 9.7 bilhões de pessoas no planeta. Após isso, onúmero de humanos deve começar a decair, chegando a 8.79 bilhões no ano de 2100.
Caso isso realmente se concretize, será um momento histórico, pois é algo que não acontece há séculos. A última vez em que a população mundial entrou em declínio foi durante a Peste Negra. No entanto, essa seria a primeira vez que aconteceria devido a um número menor de fertilidade.
A última vez que a população global diminuiu foi em meados do século 14, devido à Peste Negra. Se nossa previsão estiver correta, será a primeira vez que o declínio da população é impulsionado pelo declínio da fertilidade, em oposição a eventos como uma pandemia ou fome.
A previsão é que muitos dos principais países sejam afetados por uma enorme queda na taxa de natalidade. Até 23 nações, entre elas Japão, Itália, Espanha, Portugal e Coréia do Sul podem chegar a ver um declínio de até 50% no número de nascimentos, além de um envelhecimento da população. Até mesmo a gigante China, com atualmente 1.4 bilhões, deve decair para 732 milhões de habitantes.
Ainda assim, alguns países devem ver um crescimento no nível de natalidade. Estima-se que a população irá triplicar para até 3 bilhões na África do Norte, Oriente Médio e na África Subsariana.
A África e o mundo árabe moldarão nosso futuro, enquanto a Europa e a Ásia perderão sua influência. No final do século, o mundo será multipolar, com Índia, Nigéria, China e os EUA como potências dominantes.
Entre os fatores principais para esse declínio na população, o estudo aponta o fácil acesso a contraceptivos modernos e uma melhor educação entre as garotas e mulheres da atualidade, o que afetará a taxa de natalidade.
Esses fatores impulsionam a taxa de fertilidade – o número médio de filhos que uma mulher dá à luz ao longo da vida é o maior determinante da população. Prevê-se que a taxa global de fertilidade total diminua continuamente, de 2.37 em 2017 para 1.66 em 2100, bem abaixo da taxa mínima (2.1 nascimento por cada mulher) considerada necessária para manter os números da população.
Como isso irá afetar o mundo, só nos resta esperar. Enquanto alguns alegam que estamos próximos de passar por uma superpopulação, outros acreditam que o declínio da natalidade irá afetar negativamente toda a humanidade.