Indo para o ano de 2013, quando o Xbox One e o PlayStation 4 estavam chegando ao mercado e atraindo seus primeiros compradores, uma das editoras de maior reputação em toda a indústria de videogames era a Ubisoft.
A empresa é bastante antiga, mas só foi ganhando uma maior atenção durante sua fase no Xbox 360 e PlayStation 3, quando pôde consolidar muitas de suas IPs criadas no passado, mas que não tinham vendas tão esmagadoras, como Rayman, Prince of Persia, Rainbow Six, Splinter Cell e Ghost Recon.
Daquela época em diante a Ubisoft foi vista como a única gigante editora Third-party a produzir quase 99% de seus jogos como experiências Single-player, se destacando por ser sempre variados, desde FPS ao TPS, bem como Plataformers a RTS e Ação-aventura, já tinham se transformado numa ditadora de mercado entre muitas questões.
Isso acabou mudando de 2015 pra cá, especialmente após a Ubisoft ver quanto sucesso a Activision, EA e especialmente a Take-Two fizeram criando obras como Destiny, Grand Theft Auto V e Star Wars: Battlefront. De lá pra cá vimos ela usando esses jogos e modelos como “inspiração”, onde quase tudo da Ubisoft hoje no mínimo tem de haver um mundo aberto e mecânicas com online.
Um dos seus sucessos recentes nessa nova era de jogos foi Tom Clancy’s Rainbow Six: Siege, que diferente de todos os outros títulos dessa série, não possuiu uma Campanha Single-player ou um forte lado narrativo, sendo um FPS totalmente Multiplayer e com foco no lado competitivo, como e-Sports.
Em uma recente entrevista com a PCGamesN, o diretor criativo atual de Rainbow Six Siege na Ubisoft Montréal, Aurélien Chiron, comentou sobre o que podemos esperar de R6 Siege nessa nova geração de consoles, e como a Ubisoft deseja atingir mais e mais jogadores com o título lançado originalmente em 2015.
Dentro desse contexto, foi feito uma pergunta falando sobre a possibilidade de fazer Rainbow Six Siege se tornar um jogo de aspecto Free-to-Play, o que levaria a ele se encaminhar no extremo modo de Games-as-a-Service, como um Fortnite ou Apex Legends. Nesse sentido, o diretor disse:
“Continuamos a procurar formas e soluções para atrair novos jogadores e reter a nossa comunidade de adeptos, no entanto, não há planos de tornar Rainbow Six Siege um jogo gratuito por agora.”
O diretor deu ênfase que a Ubisoft Montréal quer atingir mais público e novas formas de atriar o público para R6 Siege, e que uma dessas formas de sucesso foi levando o FPS para o Xbox Game Pass, algo que ajudou muito nesse objetivo, segundo a Ubisoft.
Estaremos de olho para ver como isso vai evoluir nos próximos meses, e quais ambições e estratégias de mercado a empresa usará para conseguir captar mais a atenção dos jogadores para o Tom Clancy’s Rainbow Six Siege.