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Rivalidade de Franquias | Metal Gear Solid vs. Tom Clancy’s Splinter Cell

Observação: O artigo a seguir não tem propósito de difundir Flame War ou Guerra entre fãs ou a franquia, quanto menos apontar o dedo para qual é a melhor no que e em qual segmento, pois isso é de cabimento do jogador e de sua opção com as IPs. O intuito do quadro é falar sobre suas semelhanças, como uma influenciou a outra no mercado, e sobre sua rivalidade como um todo, e se ela ainda permanece forte nos dias atuais.

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A história que permeia a rivalidade de Metal Gear Solid com a série Tom Clancy’s Splinter Cell já é bastante antiga; apesar de muitos fãs gostarem quase que igualmente de ambas as IPs, a história de criação das duas se destoa muito.

Metal Gear, nascido originalmente no MSX2, quando se tornou Metal Gear Solid, foi um exclusivo PlayStation, console da Sony, sendo uma franquia histórica da plataforma, mesmo que alguns títulos tenha perdido sua exclusividade depois de um tempo; quando se pensa em MGS, sempre é associado ao PlayStation.

O contrário também acontece com Tom Clancy’s Splinter Cell. Esta nasceu de um fruto de parceria da Microsoft Game Studios com a Ubisoft, onde por muitos anos a IP era de propriedade de ambas empresas. Splinter Cell nasceu como exclusivo do Xbox, com essa parceria durando em toda a série, mesmo que, assim como MGS, alguns títulos tenham parado no console rival depois de anos.

A rivalidade de ambas cresceu quando chegamos no Xbox 360 e PlayStation 3, com os novos exclusivos das franquias para seus respectivos consoles criando um grande embate na comunidade, Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots (PS3), e Tom Clancy’s Splinter Cell: Convicition (Xbox 360).

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Aqui abordaremos mais dessa rivalidade, seus pontos de criação e qualidade, como foi a parceria de Konami com a Sony em MGS, como foi também os fortes laços da Ubisoft com a Microsoft em SC, e como anda a rivalidade e o estágio dessas IPs.

Começando por Metal Gear Solid, após o sucesso com Metal Gear 1 e Metal Gear 2, a Konami e seu estúdio liderado por Hideo Kojima quis dar ênfase na inovação e na busca de um hardware mais potente para criar o que na época foi descrito como TEO (Tactical Espionage Operations); foi assim que a parceria com a Sony no PS One foi iniciada. MGS, sendo um franquia de Stealth Tática com aspecto cinematográfico com temas políticos, o título foi um sucesso crítico e comercial, por toda sua inovação, além de apresentar, literalmente, um protagonista sólido, Solid Snake.

O título foi tão bem recebido que recebeu uma nova versão no ano seguinte, chamada Metal Gear Solid: Integral, apresentando mais conteúdo, áudio localizado para o Ocidente, missões extra, mais modos de jogo, além de outros detalhes. Em 2000, ele chegou ao PC, numa versão produzida e publicada pela Microsoft Game Studios, com assistência do sua subsidiária, Digital Dialect. Ela apresenta mais conteúdo e melhorias técnicas para a plataformas, além de tudo o que esteve presente nas 2 versões originais, mas as críticas foram mais duras, com o título recebendo um 84/100, criticado “falhas gráficas”, uma natureza envelhecida do porte, e por ser virtualmente idêntico a versão de PlayStation.

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Pensando nessas falhas e já projetando um novo console para o ano seguinte, 2001, a Microsoft Game Studios, que publicou MGS nos PCs, entrou em contato um ano antes com a Ubisoft, com o objetivo de criar um novo título exclusivo de Xbox Original do mesmo gênero de Metal Gear Solid, e foi assim que depois de 12 meses de ideias e concepções, as duas chegaram ao que conhecemos hoje como Tom Clancy’s Splinter Cell, lançado em 2002.

Assim como Metal Gear Solid 2 e 3 com seus fortes laços na Sony, as sequências de Splinter Cell foram pensadas no Xbox, com a Microsoft e Ubisoft evoluindo os laços da IP em um acordo exclusivo; porém, tanto MGS 2 e MGS 3, quanto SC Pandora Tomorrow e SC Chaos Theory seguiram mais o caminho de exclusivo temporário, sendo produtos que depois de alguns anos, pousaram no console adversário.

Mas aqui fica mais interessante, pois as versões de Metal Gear Solid 2 e 3 no Xbox são conhecidas por terem alta qualidade, mas pecarem muitos problemas técnicos, além de certa falta de conteúdo; o mesmo aconteceu com Splinter Cell, SC: Pandora Tomorrow e SC: Chaos Theory no PS2, sendo consideradas versões muito inferiores e mais pobres no console da Sony do que no da Microsoft.

Para efeitos comparação, MGS 2 no PS2 possui um score de 96+, enquanto no Xbox possui um 84+, uma diferente gritante. No Splinter Cell: Chaos Theory, sua nota para Xbox é um 95+, enquanto no PS2 possui um 86+, e isso sempre foi alvo de discussões pela mídia e pelos jogadores, incitando mais da rivalidade entre as franquias; enquanto Metal Gear era um produto exclusivo do PlayStation, e mesmo quando saia para outros consoles, rodava pior, o mesmo era pro Splinter Cell, que saia de forma exclusiva no Xbox, e quando possuía outras versões, rodavam pior do que na do console da Microsoft.

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O ápice estourou com Metal Gear Solid 4 e Tom Clancy’s Splinter Cell: Conviction, que diferentes das entradas anteriores de ambas as séries, deixaram de ser exclusivos temporário, para se tornarem exclusivos permanente, sempre criando o embate de qual era o melhor; enquanto Metal Gear Solid 4 evoluiu o mundo ao redor, dando mais ênfase na variedade de opções para o Stealth e para todas as grandes cenas cinematográficas, possuindo muitos momentos marcantes, o enredo do jogo expandiu mais de Solid Snake, dando base para os outros personagens, virando uma vitrine de protagonistas, e expandindo mais o universo da franquia como um todo.

Splinter Cell: Conviction foi para o outro lado. A franquia manteve sua alta qualidade, mas essa entrada em específico passou por muitos problemas no desenvolvimento, e isso atingiu um nível drástico quando em 2007 vazou um trecho de gameplay dele na Xbox Live, mostrando um Sam Fisher muito diferente dos jogos anteriores, e que não foi bem aceito pela comunidade. Os planos da Ubisoft após isso era cancelar o título, mas a Microsoft interveio no desenvolvimento, pedindo para o estúdio criar um reboot, e foi assim que nasceu o título atual que temos.

Conviction foca mais em cenas como um filme, sendo um título muito comparado com James Bond 007 e Uncharted, algo que a Microsoft aprovou na época, pois utilizou muito do título como um rival para a franquia da Sony/Naughty Dog. Ambos MGS 4 e SC Conviction tiveram muito sucesso em críticas e vendas, sendo verdadeiros System-Sellers para seus dois consoles, mas foi aqui que a rivalidade deu ”apagada.”

Isso porque, a grande entrada seguinte de ambos os Metal Gear Solid e Tom Clancy’s Splinter Cell, ainda manteve suas parcerias de marketing e conteúdo exclusivo para ambos os consoles PS e Xbox, mas dessa vez, foram totalmente multiplataforma.

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Como anda a rivalidade nos tempos atuais?

Como dito, os novos jogos, Metal Gear Solid V: The Phantom Pain, e Tom Clancy’s Splinter Cell: Blacklist, mudaram de mesa; dessa vez os 2 jogos foram totalmente multiplataforma, lançando tanto para Xbox One e Xbox 360 quanto PS4 e PS3 ao mesmo tempo. MGS V seguiu um caminho ainda mais expandindo e aberto, com Mundo-Aberto, trazendo o Big Boss como protagonista, sendo uma sequência para MGS Peace Walker.

Kojima encerrou a sua franquia com chave de ouro, apesar da Konami ter feito muitos esforços para estragar o título, seguindo um caminho com mais liberdade e sistema Sand-Box, o título chegou em 2015 no mercado, vendendo mais de 6 milhões de cópias, que mais de 70% disso veio do PlayStation.

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No outro lado da ponta, Splinter Cell: Blacklist seguiu o esquema estabelecido no Conviction, aqui também utilizando de funções do Kinect de Xbox 360, além de possui um modo em multiplayer lançado apenas no console da Microsoft. A franquia continuou no estilo Semi-Linear, e foi muito bem recebido criticamente, vendendo cerca de 4 milhões de unidades, que na época a Ubisoft divulgou que mais de 60% vieram dos usuários de Xbox 360.

Mas hoje, pode-se dizer que a rivalidade está praticamente morta, assim como as 2 IPs (ao menos no momento que este artigo foi escrito).

Sem Hideo Kojima no barco, Metal Gear Solid ficou parado por muitos anos, recebendo apenas um spin-off bastante criticado por não ser absolutamente nada do que é a franquia, com Metal Gear Survive de 2018. A Konami ainda lançou uma espécie de Remake de MGS 3 com a Fox Engine sendo o motor gráfico, mas, infelizmente, até hoje o título está preso no Japão, nas máquinas de Pachinko.

Splinter Cell também desapareceu de vista. Ambos os diretores Maxime Belánd e Jade Raymond deixaram a Ubisoft, e não vimos tantos movimentos da Microsoft / Xbox em puxar a série novamente, ao menos no momento, com os últimos detalhes sendo que em 2018 e 2019 toda a franquia entrou na retrocompatibilidade de Xbox One, ganhando melhorias em 4K, HDR, Enhancements, e outros ajustes técnicos, muito elogiados por jogadores de Xbox One X e Series X/S.

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Rumores recentes dizem que a Sony, a grande parceira de MGS, pode estar trabalhando em um Remake do primeiro jogo com a Bluepoint Games sendo a desenvolvedora desse título, graças um acordo de licenciamento da IP com a Konami, com lançamento exclusivo no seu PlayStation 5, mas até o momento nada foi falado oficialmente; esperamos que isso se torne realidade.

No lado de Tom Clancy’s Splinter Cell, rumores aparecem e somem. Os últimos foram de que o jogo seria anunciado na E3 2020, cancelada por conta da COVID-19, sendo apresentado no palco da Microsoft como um dos carros-chefes do Xbox Series X, onde seria um título exclusivo da plataforma (e do PC), sendo produzido em conjunto pelo Xbox Game Studios e Ubisoft, mas isso, pelo menos até o momento, também não virou realidade; quem sabe no futuro aconteça.

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Publicado por:
GameVicio

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