Na na última quinta-feira, o Facebook entrou com uma ação judicial nos Estados Unidos contra duas companhias que coletaram dados de usuários de sua rede social sem autorização, uma delas é uma empresa americana e outra israelense que praticaram “raspagem” de dados, um método de captura de informações em redes sociais e sites públicos, segundo um comunicado.
O Facebook diz que não foi o único afetada pela “raspagem”: Instagram, Twitter, YouTube, LinkedIn e Amazon também tiveram informações colhidas. O objetivo dessas empresas seria a venda de “inteligência de marketing” e outros serviços.
Essas ofertas são similares com as da assessoria britânica Cambridge Analytica, que usou informações de milhões de usuários do Facebook para direcionar publicidade que dialogasse com interesses de cada pessoa. As semelhanças estão somente nos serviços prestados, já que as informações utilizadas pela Cambridge Analytica foram coletadas a partir de um aplicativo disponibilizado dentro do Facebook, em vez de terem sido “raspadas”, como nesse caso.
A rede social alega que a empresa israelense BrandTotal e a americana Unimania podem ter coletado os dados a partir de extensões instaladas nos navegadores de usuários, chamadas de “UpVoice” e “Ads Feed”. Os programas seriam projetados para acessar e coletar informações de páginas da web.
“Quando as pessoas instalaram as extensões e visitaram nossas plataformas, as extensões do navegador usaram programas automatizados para coletar seu ID de usuário, gênero, data de nascimento, status de relacionamento e informações de localização, além de outras informações relacionadas às suas contas”, diz o comunicado.
O Facebook afirma que os dados extraídos eram enviados para um servidor compartilhado pela BrandTotal e Unimania. Essa não é a primeira vez que a rede social processa outras empresas pela prática de “raspagem” de dados. A companhia abriu ações judiciais nos EUA e Reino Unido em junho de 2020 contra empresas que forneciam serviços de software de automação possibilitando a “raspagem” e engajamento falso.
Em março de 2019, o Facebook processou dois desenvolvedores ucranianos que coletavam dados usando aplicativos de quiz e extensões de navegador para obter informações de perfil e listas de amigos das pessoas no Facebook. A companhia obteve decisões favoráveis nos casos do ano passado.
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