Alta do dólar e problemas nos mercados fornecedores são alguns dos motivos
Publicado por warwad, em .
Se você não conseguiu se segurar e adquiriu o Nintendo Switch já na época do lançamento, muito provavelmente precisou desembolsar um valor considerável para isso. Se optou por aguardar alguns meses ou alguns anos, deve ter aproveitado ofertas melhores.

Apesar da variação do dólar e da inexistência de uma loja oficial da Nintendo no Brasil, o console ficou, durante um bom tempo, custando a média de R$ 1.700, variando um pouco para mais ou para menos, dependendo do fornecedor e da forma de pagamento.

Entretanto, mais recentemente, com a disparada da moeda americana, o preço do Switch também seguiu o mesmo rumo. No momento, as principais lojas de vendas online do país indicam que o console está muito próximo de alcançar a marca dos R$ 4.000.

O Switch Lite, que era oferecido por um preço ainda mais em conta, também viu o seu valor subir bastante. Hoje, dia 29 de maio, o Mercado Livre, por exemplo, indica que a versão só poderia ser adquirida por, no mínimo, R$ 2.599, o que supera inclusive o valor de meses atrás da versão principal.

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Além da alta do dólar, outros fatores importantes também ajudam a explicar o contexto. Em primeiro lugar, caso uma pessoa tenha interesse em comprar uma edição do console, ela só poderia fazer isso de três formas: em compra direta no exterior, através de algum site do exterior, ou fazendo isso em lojas físicas ou virtuais brasileiras, sendo essas todas não oficiais.

A questão é que grande parte desse comércio localizado no País costuma adquirir a plataforma através do “mercado cinza”, o qual conta com rotas que costumam incluir, principalmente, o Paraguai. Porém, por conta da pandemia do Covid-19, os fornecedores passaram a ter dificuldade em trazer essas mercadorias para o Brasil.

Ao longo da crise provocada pela doença, a fronteira com o nosso vizinho sul-americano chegou a ficar fechada por dias. O resultado foi a paralisação da chegada do console em território brasileiro por esse trajeto. Atrelado a isso, a alta procura pelo aparelho aliada a baixa oferta fez com que lojistas brasileiros subissem o valor das unidades restantes.

Ainda que os entraves na fronteira sejam todos sanados em curto prazo, as vendas envolvendo o Nintendo Switch não deverão ser normalizadas tão rapidamente. Isso porque tal imbróglio também passa pela ausência da plataforma em outros mercados importantes pelo mundo.

Segundo o analista de mercado Daniel Ahmad, da Niko Partners, um dos motivos para o problema citado anteriormente é que nenhum exemplar do console foi produzida durante o último mês de fevereiro. A declaração de Ahmad ocorreu durante entrevista ao Business Insider.

Jogos em mídia física enfrentam problema parecido

Enquanto os jogadores batem cabeça pensando em como adquirir o console, aqueles que já possuem o Switch contam com inúmeras saídas para a aquisição de jogos por valores mais acessíveis. A plataforma, que não apresenta trava de região, abre um leque de opções, principalmente na compra da versão digital dos games.

O valor de jogos nas eShops costuma variar bastante. Isso possibilita que o jogador tenha uma lista de ofertas para escolha. Isso inclui a eShop brasileira, a qual conta com um número cada vez maior de jogos por ótimos preços.

No caso das mídias físicas, a realidade é muito parecida com a que vem ocorrendo com o console. Devido à falta de lojas oficiais, o caminho que esses jogos seguem até chegar aos consumidores costuma também ser via mercado cinza.

Atualmente, um título first-party em possui um preço aproximado de R$ 250, seguindo a média do que é cobrado pelos principais títulos das outras plataformas. Entretanto, em algumas situações, como os jogos da série Pokémon e Animal Crossing, o valor chega a superar os R$ 400.

Cenário não deve mudar por enquanto

Adquirir as plataformas e os jogos da Nintendo nunca foi uma tarefa muito fácil. Ainda na época em que a empresa estava presente no Brasil, os valores dos seus produtos não eram os dos mais atrativos. Com a saída e a chegada de empresas concorrentes, a vida dos amantes da Big N ficou ainda mais complicada.

Atualmente, um jogador, caso queira fazer uso do console e de alguns jogos produzidos diretamente pela Nintendo, precisaria tirar do bolso uma quantia próxima dos R$ 5 mil reais. A projeção leva em conta o valor aproximado do Switch (R$ 4.000) e a aquisição de três jogos em versão física ou digital (com valor médio de R$ 300).

A época, de fato, não é das melhores para os mais animados em adquirir um Nintendo Switch. Nem mesmo durante o seu lançamento, o aparelho custou tão caro. Os reflexos de todos esses entraves devem aparecer em breve no número de vendas e as consequências tendem a se arrastar por mais tempo, dependendo logicamente de como a Nintendo conseguirá driblar toda essa situação.
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