.

Franquias Desaparecidas: Splinter Cell

Enviado por Evil E., , 0 comentários
Clique para ver a imagem em tamanho original


Tom Clancy's Splinter Cell é uma série de jogos baseado nos livros de mesmo nome do premiado escritor Tom Clancy. Os jogos da série são produzidos pela Ubisoft, com alguns deles também tendo colaboração da Microsoft, e a plataforma de destaque da franquia onde ela iniciou e conteve maior sucesso são nos consoles Xbox. No jogo, controlamos Sam Fisher, um agente altamente treinado de umas sub divisão de ficção científica da NSA, apelidada de "Third Echelon".

A franquia é destaque e muito premiada pelo seu foco e construção nos cenários de Espionagem e Ação, onde conteve muitos elementos inspirados a franquia Metal Gear Solid, da Konami, além de ser considerada por muitos como o Metal Gear do Xbox, devido sua longevidade e legado construído no console da Microsoft.

Estúdios da Franquia


Ubisoft



Clique para ver a imagem em tamanho original


Ubisoft é uma empresa francesa produtora e editora de todos os jogos da franquia Splinter Cell, baseada nas obras de Tom Clancy. O estúdio principal da empresa que produz os jogos da franquia é a Ubisoft Montreal, que produziu a majoritária parte dos jogos da franquia, tendo também jogos da franquia produzidos pela Ubisoft Shangai e Ubisoft Toronto.

Atualmente, a empresa diz que busca formas de resgatar Sam Fisher de volta aos jogos, e aos poucos isso vem acontecendo, sendo suas últimas aparições vindas nos jogos de outra série de Tom Clancy, no caso, em Ghost Recon, especificamente GR Wildlands, e agora, em GR Breakpoint.

Microsoft Studios



Clique para ver a imagem em tamanho original


A Microsoft Studios, conhecida atualmente como Xbox Game Studios, também atuou na franquia. Sendo principalmente a editora e distribuidora dos jogos Splinter Cell nos primeiros 2 jogos, e retornando a esta posição em Splinter Cell Conviction, a empresa fez uma parceria com a Ubisoft para conter exclusividade e parceria em todos os jogos da franquia, tornando a franquia como destaque de suas plataformas Xbox.

Na Conferência de 2011 na E3, a Microsoft foi ao palco introduzir uma nova cinemática onde colocava os principais personagens da marca Xbox, e foram eles, Master Chief, Sam Fisher, e Marcus Fenix, das franquias Halo, Splinter Cell e Gears of War. Uma pena que na atual geração nenhuma das duas empresas tenha contido interesse em dar sequência a premiada franquia de Stealth.

Jogos da Franquia


2002 - Tom Clancy's Splinter Cell



Clique para ver a imagem em tamanho original


Produzido pela Ubisoft Montreal, e distribuído pela Microsoft, Splinter Cell foi lançado em 2002 para o Xbox, e deu início a esta franquia que temos nos jogos atuais. O foco e marca do jogo é sua Gameplay, com forte ênfase na luz e escuridão. O jogador é incentivado a se mover pelas sombras para se esconder sempre que possível. O jogo apresenta um medidor de luz que reflete o quão visível o personagem do jogador é para os inimigos, e de visão noturna e visão térmica óculos para ajudar o jogador navegar no escuro ou no nevoeiro, respectivamente.

Splinter Cell incentiva fortemente o uso de discrição sobre a força bruta. Embora Sam Fisher esteja normalmente equipado com armas de fogo, ele carrega munição limitada e não recebe frequentemente acesso a munição adicional. O jogador começa a maioria das missões com uma oferta limitada de poucas armas letais, além de armas de fogo de Fisher, um FN Five-Seven suprimido, além de um Rifle de Assalto FN F2000 suprimido no meio do jogo, que inclui uma mira telescópica e alguns dispositivos menos letais, como projéteis de aerofólio, choques pegajosos e granadas de gases CS.

A flexibilidade do movimento é um ponto de foco do Splinter Cell. Fisher pode se infiltrar nos inimigos por trás para agarrá-los, permitindo interrogatório, incapacitação silenciosa ou uso como escudo humano. Fisher é acrobático e fisicamente hábil, e tem uma variedade de manobras, incluindo a capacidade de subir ao longo de bordas, pendurar em canos e executar um salto dividido em espaços estreitos para manobrar uma parede íngreme.

No quesito história, o jogo se passa em abril de 2004, quando o presidente da Geórgia é assassinado, permitindo que o bilionário georgiano Kombayn Nikoladze assumisse o poder com um golpe de estado. Em agosto de 2004, o ex-oficial do SEAL da Marinha dos EUA e veterano da Guerra do Golfo, Sam Fisher, foi recrutado pela Agência de Segurança Nacional para trabalhar em sua recém-formada divisão Third Echelon. Trabalhando com seu velho amigo Irving Lambert, Fisher é apresentado à especialista técnica Anna Grim Grimsdóttír e Vernon Wilkes Jr.

Em outubro de 2004, Fisher é despachado para Tbilisi, na Geórgia, para investigar o desaparecimento de dois oficiais da CIA. Fisher tenta encontrar um informante, Thomas Gurgenidze, apenas para encontrá-lo morrendo em um prédio em chamas. Gurgenidze alerta que a transmissão de um agente mencionou provas que poderiam causar uma guerra. Encontrando os cadáveres dos agentes em um necrotério da polícia, Fisher descobre que um ex-membro do Spetsnaz, Vyacheslav Grinko, que removeu seus implantes de rastreamento térmico. Seguindo o número da placa de Grinko usando CFTV, o Third Echelon o acompanha até a sede do Ministério da Defesa da Geórgia.

Fisher chega ao Ministério e grava uma reunião entre Grinko e o hacker canadense Phillip Masse, através do qual descobre que Nikoladze está cometendo atrocidades no Azerbaijão. Sam Fisher hackeia o computador de Nikoladze e descobre que Nikoladze está realizando uma campanha de limpeza étnica no Azerbaijão, implantando comandos da Geórgia. Em retaliação, as forças da OTAN entram no Azerbaijão, levando Nikoladze a entrar na clandestinidade.

O Terceiro Echelon descobre que soldados georgianos estacionados em uma plataforma de petróleo do Cáspio estão trocando dados com o palácio presidencial da Geórgia. Fisher se infiltra na plataforma no meio de um ataque aéreo da OTAN para prender um técnico local, Piotr Lejava, e recuperar seu laptop contendo os dados do computador da plataforma. Depois de interrogar o técnico, Fisher descobre que os dados contêm um arquivo em A Arca, ele recupera o laptop e a chave de criptografia e se infiltra.

Splinter Cell é um jogo com muitas nuances e inspirações a Metal Gear, desde sua abordagem Stealth quanto a seu cenário e abordagem de trama, como uma obra de Tom Clancy, o jogo segue o formato de ação militar já conhecido, sendo o motivo principal pelo qual a Microsoft buscou a franquia para se tornar seu Exclusivo, usando ela como destaque de seus consoles desde o primeiro jogo até o último lançado em 2013, Blacklist.

No quesito trilha sonora, Splinter Cell adota músicas e faixas com violinos, pianos, e baterias, tendo muitos tons leves e baixos, mas também contendo muitas faixas mais altas, com músicas mais exóticas e adotando um formato mais explosivo, para combinar com os acontecimentos na trama do jogo.

Tom Clancy's Splinter Cell foi recebido com uma massiva recepção positiva, sendo o primeiro Exclusivo do console Xbox que aborda a temática Stealth, o jogo recebeu largos elogios a sua gameplay mais tática e sistema de ações cinematográficos, onde Sam Fisher contém físicas e gráficos muito superiores a qualquer outro tipo de jogo de sua época, além da recepção muito positiva devido a sua trama bem elaborada e construída. Com uma média de 93 pela crítica, e mais de 6 Milhões de unidades vendidas, Splinter Cell deu início a uma franquia que deu marca a uma série de grande sucesso para Ubisoft.

2004 - Tom Clancy's Splinter Cell: Pandora Tomorrow



Clique para ver a imagem em tamanho original


Sequência direta do jogo lançado dois anos antes, SC: Pandora Tomorrow foi produzido pela Ubisoft Shangai para o Xbox, outro estúdio da Ubisoft, enquanto a Ubisoft Montreal, produtora original da franquia, estava construindo SC: Chaos Theory, com foco no Xbox 360, o novo console da Microsoft, que seria lançado no ano seguinte, em 2005.

O jogo segue adotando a mesma engine gráfica e física estabelecidas no primeiro, no caso, a Unreal Engine 2, da Epic Games. A trama do jogo agora se passa em março de 2006, quando os Estados Unidos estabeleceram uma presença militar no país recém-independente de Timor-Leste para treinar as forças armadas timorenses na luta contra as milícias anti separatistas da guerrilha na indonésia. A principal dessas milícias é a Darah Dan Doa, liderada por Suhadi Sadono.

Sadono, uma vez treinado pela CIA para ajudar a combater o comunismo na região, ficou ressentido com o apoio dos EUA a Timor Leste e sua suposta interferência na soberania indonésia. Sadono orquestra um atentado suicida e um ataque de seguimento à embaixada dos EUA em Dili, capturando um número de militares e pessoal diplomático dos EUA, incluindo Douglas Shetland, um velho amigo e camarada de Sam Fisher. Enquanto isso, Fisher é enviado para se infiltrar na embaixada e reunir informações sobre o Darah Dan Doa. Fisher tem sucesso em sua missão, e a embaixada é retomada pela Força Delta do Exército dos EUA. Sadono escapa, e os Estados Unidos lançam uma campanha militar em território indonésio na tentativa de caçá-lo, para os protestos do governo indonésio que está tentando proteger Sadono.

Fisher descobre que Sadono planejou um esquema conhecido como Pandora Tomorrow, colocando uma série de bombas biológicas ND133, equipadas com o vírus da varíola, em solo americano. A cada 24 horas, Sadono faz ligações telefônicas criptografadas para cada um dos portadores de bombas para atrasar a liberação do vírus. Se ele for morto ou detido, o vírus será liberado e milhões de americanos morrerão. Como Sadono está lutando na linha de frente do conflito, os EUA não podem se arriscar a matá-lo, e são forçados a retirar suas forças.

Para evitar que Sadono aproveite a situação, Fisher é enviado para se infiltrar nas fortalezas de Darah Dan Doa, a fim de aprender a localização das bombas de varíola para que Sadono possa ser capturado. Ele é auxiliado nesse esforço por Shetland e sua empresa militar privada, Displace International. Fisher descobre a localização das bombas e espiões de Shadownet são enviados para neutralizá-las. Depois que as bombas são desarmadas, o Third Echelon da NSA decide capturar Sadono vivo em vez de assassiná-lo, devido aos problemas criados quando Fisher assassinou o ex presidente da Geórgia Kombayn Nikoladze no final de 2004.

A Gameplay de SC: Pandora Tomorrow permanece praticamente inalterada em relação ao Splinter Cell original. O jogo apresenta algumas melhorias gráficas moderadas, bem como pequenas mudanças na jogabilidade, como o fato de que os kits de saúde não são mais um item de inventário e a adição de uma mira a laser na pistola de Sam, que permite ao jogador saber exatamente onde as balas ocorrerão mesmo quando se desloca. Além disso, Sam agora pode abrir portas enquanto carrega um corpo, atirar enquanto está pendurado de cabeça para baixo, um SWAT agora vira as portas quando são passadas despercebidas e fazem um salto meio dividido. A curva dos SWAT foi removida e o laser da pistola foi substituído por um OCP que pode desativar temporariamente o sistema eletrônico.

Apesar das poucas evoluções de Splinter Cell: Pandora Tomorrow frente ao jogo original, o jogo foi recebido com críticas altamente positivas, sendo considerado mais uma vez como um dos melhores Exclusivos para o console Xbox naquele ano. O jogo acabou também sendo portado para PC e PS2 no ano seguinte, porém foram criticadas uma grande falta de conteúdos e estabilidade na performance nessas plataformas, onde a consideram muito abaixo comparado com a lançada originalmente no Xbox. O jogo recebeu uma média de 93 pela crítica e vendeu cerca de 5 Milhões de Unidades, sendo também descrito como um dos melhores jogos a utilizar a Xbox Live no seu Multiplayer, onde o jogo trabalha de forma muito semelhante a outra franquia exclusiva do console, a saga Halo.

2005 - Tom Clancy's Splinter Cell: Chaos Theory



Clique para ver a imagem em tamanho original


Lançado como título de estreia do Xbox 360, porém ainda presente no Xbox, Splinter Cell: Chaos Theory é a entrada de Sam Fisher a uma nova geração de consoles da Microsoft. O jogo foi produzido pela empresa criadora original da franquia, a Ubisoft Montreal, que dedicou todos seus recursos para criar a melhor experiência de ação furtiva que você poderia encontrar em um console Xbox. O jogo foi publicado pela Ubisoft e lançado em 2005.

Em SC: Chaos Theory, a Ubi Montreal quis apostar em tons significativamente mais sombrios do que seus dois jogos antecessores, apresentando mais combate e a opção de Fisher matar pessoas que ele interroga em vez de simplesmente nocautear. O jogo também apresenta muitas mudanças e melhorias significativas na jogabilidade básica da série. Chaos Theory também é o primeiro jogo da série Splinter Cell a usar a física ragdoll.

O jogo apresenta uma mecânica furtiva refinada. Além da barra de luz padrão, o jogo também possui um monitor auditivo que mede o ruído produzido por Sam, juntamente com o ruído ambiente do ambiente. É importante para Sam fazer menos barulho que o ambiente; caso contrário, os guardas inimigos o ouvirão. A detecção de IA também foi alterada. Nos títulos anteriores, depois que Sam deixava uma área, o jogo varria a área anterior para todos os corpos inconscientes ou mortos em um local bem iluminado. Se algum fosse encontrado, um alarme seria acionado. Neste jogo, os corpos precisam ser descobertos por um guarda ou câmera de segurança para acionar um alarme. Isso permite que os jogadores deixem corpos dispostos a céu aberto e, desde que o jogador tenha eliminado todos os NPCs e desativado todas as câmeras, nenhum alarme será acionado.

Ser avistado pelos inimigos ainda acionará alarmes, e os alarmes ainda farão com que os inimigos fiquem mais alertas e prontos para o combate, como fazê-los usar coletes balísticos e capacetes. No entanto, acionar muitos alarmes não fará mais com que o jogo termine automaticamente. Mesmo matar civis ou soldados amigos pode não fazer com que Fisher falhe na missão, embora isso ao menos faça com que Fisher seja severamente castigado por seu superior, e lhe custará significativamente em sua pontuação de missão, além de cancelar alguns objetivos da missão, como tocar em linhas telefônicas e localização de dispositivos de escuta oculta. SC: Chaos Theory adiciona uma faca de combate às habilidades de combate de perto de Sam. Ele pode usar a faca de várias maneiras, como ameaçar um inimigo durante um interrogatório, matar um inimigo em combates de curta distância ou perfurar tanques de gás em geradores para ajudar em suas operações furtivas.

SC: Chaos Theory apresenta um multiplayer competitivo e cooperativo. O modo cooperativo expande o jogo, permitindo que dois agentes joguem através de um único modo de sete histórias de missão que é paralelo à campanha para um jogador. É jogável via link do sistema ou pelo Xbox Live. A campanha cooperativa segue a história de dois Splinter Cells em treinamento, conhecidos apenas como Agente Um e Agente Dois. Seu treinamento é interrompido quando ocorre uma crise mundial que exige que a divisão Shadownet da NSA implante recursos adicionais, incluindo agentes não treinados adequadamente. As missões se tornam um teste de fogo para os dois novos agentes.

Chaos Theory segue exatamente após o fim de Pandora Tomorrow, se passando em 2007, as tensões estão elevadas entre a China, a Coreia do Norte, Coreia do Sul e Japão, devido à formação de um do Japão Informações da Força de Auto-Defesa, o I-SDF. Considerando que isso é uma violação do Artigo 9 da Constituição pós-Segunda Guerra Mundial e culpando o I-SDF por ataques de guerra de informação contra seus países, as forças chinesa e norte-coreana estabelecem um bloqueio no Mar Amarelo contra o transporte japonês. Como o Japão é um aliado dos Estados Unidos, e assim a NSA Third Echelon e a Marinha dos EUA manda um navio de guerra altamente avançado, o USS Clarence E. Walsh CG-80, para o Mar Amarelo, com a esperança de que a China e a Coréia do Norte recuem diante de sua presença.

Enquanto isso, Sam Fisher é despachado para um farol na costa de Talara, no Peru, para localizar Bruce Morgenholt, um programador de computadores americano que foi capturado por um grupo separatista peruano chamado A Voz do Povo, liderado pelo revolucionário salvadorenho Hugo Lacerda. Morgenholt estava trabalhando na decifração dos algoritmos armados de Phillip Masse, que haviam sido assassinados por Fisher em 2005. Os Masse Kernels resultantes estão sendo apontados como a super arma do século XXI. Fisher é encarregado de garantir que eles não caiam nas mãos erradas. Ele chega tarde demais para impedir a morte de Morgenholt e não consegue parar a liberação dos Kernels Masse. Fisher embarca no Maria Narcissa e assassina Lacerda. Partes desconhecidas usam os algoritmos para bloquear o Japão e a costa leste. O Japão já havia sofrido ataques semelhantes que quebraram sua economia, e o almirante Otomo, do I-SDF, entra em contato com o Third Echelon e avisa que a Coréia do Norte e a China provavelmente são responsáveis.

Pela abordagem mais sombria, SC: Chaos Theory segue uma temática de história e trilha sonora mais densas e baixas, com tons melancólicos e que remetem a arrependimento e vingança, algo muito elogiado para a franquia, mostrando o amadurecimento de Sam Fisher e mostrando uma evolução nas expressões faciais e temas abordados em uma nova geração de consoles, no caso, o Xbox 360. Como citado, o jogo também foi lançado para o Xbox Original em uma versão um pouco diferente, onde conteve uma redução gráfica e na física, porém com seus modos cooperativos e multiplayer presentes fielmente no jogo, com a Xbox Live movendo tudo isso. Posteriormente o jogo também foi portado para o PS2, e mais uma vez a versão sofreu reduções drásticas, sendo dita por muitos como um porte mal feito para o Console da Sony.

Splinter Cell: Chaos Theory foi o jogo de maior média lançado da franquia, com elogios massivos da crítica, o jogo é até hoje lembrado como um dos maiores trunfos do Xbox 360, um jogo que mostrou uma grata evolução dentre os dois jogos originais. Com uma média de 94 dada pela crítica, o jogo vendeu cerca de 7 Milhões de Unidades, e criou uma legião de fãs de jogos Stealth no Xbox 360 com este sucesso, o que fez com que a Microsoft investisse ainda mais na franquia com a Ubisoft.

2006 - Tom Clancy's Splinter Cell: Double Agent



Clique para ver a imagem em tamanho original


Splinter Cell: Double Agent é a nova entrada da franquia feita pela Ubisoft Shangai, a desenvolvedora de Pandora Tomorrow, com a colaboração da Ubisoft Milan, o jogo marca a entrada de múltiplos finais ao decorrer de suas escolhas no jogo, e foi destaque pela sua abordagem mais pesada e emocional. Double Agent foi lançado para o Xbox 360, ganhando uma versão lançada depois para o Xbox Original e PS2, porém de forma mais reduzida e com menos recursos do que a feita no Xbox 360, na qual o jogo foi tratado mais uma vez como um exclusivo, dessa vez temporário, da Microsoft.

A história do jogo decorre em setembro de 2007, quando Sam Fisher e o novato em campo John Hodge estão sendo transportados de avião para a Islândia para investigar atividades suspeitas em uma usina geotérmica, que também é a missão de treinamento de John. Depois que ele evita um ataque com mísseis de terroristas durante o qual Hodge é morto, ele é recebido pelo coronel Irving Lambert a bordo do V-22 Osprey, que traz más notícias, Sarah Fisher, a única filha de Sam, morreu após ser atropelado por um motorista bêbado. Superado pela dor, ele é retirado do serviço ativo.

Lambert oferece a ele um emprego como agente de cobertura não oficial, esperando que isso o ajude a se reorientar. A NSA realiza vários assaltos a bancos e assassinatos para criar Fisher para se infiltrar em uma organização terrorista doméstica conhecida como Exército de John Brown, a JBA. Ele planeja que a CIA seja enviada para a Prisão de Ellsworth, no Kansas, onde é colocado no mesmo quarteirão de Jamie Washington, membro da JBA, e começa a cavar um túnel para escapar. Em fevereiro de 2008, Fisher ajuda Washington a escapar e é recebido na JBA.

Em seu complexo, Emile Dufraisne, líder da JBA, dá a Sam a ordem de atirar em Cole Yeager, o piloto do helicóptero usado para escapar da prisão, afetando a posição de Fisher entre a JBA e a NSA. Ele é então enviado em uma missão para assumir um navio petroleiro russo no mar de Okhotsk, enquanto recebe contato por rádio de Enrica Villablanca, especialista em armas da JBA. Sam precisa assumir o navio-tanque para que o aliado da JBA Massoud Ibn-Yussif possa usá-lo para entregar uma das bombas de Emile.

Como dito, o jogo segue uma linha mais tênue entre divisões de escolhas na qual ele oferece ao jogador, sua Gameplay funciona nesse mesmo ritmo, com leves melhorias perante o SC: Chaos Theory, o jogo traz uma abordagem avançada de caminhos na qual o jogador pode assumir com Sam Fisher, e que podem resultar em até 3 finais diferentes na trama, sendo considerado apenas um como o cânon, e que vai de encontro com a futura sequência que foi lançada em 2010 em Exclusivo ao Xbox 360.

O Multiplayer do jogo é dividido em 2 lados: Os espiões do Third Echelon ou os Mercenários da Força Upsilon. A escolha do lado afeta os objetivos da missão, o equipamento e o estilo geral de jogo do jogador. Os espiões do Third Echelon são extremamente rápidos e ágeis, muito mais do que os mercenários. Os espiões têm uma variedade de manobras acrobáticas quase sobre-humanas que lhes permitem navegar no mapa e se infiltrar em áreas que seus oponentes não podem alcançar a pé. O objetivo da missão dos espiões é recuperar dois arquivos criptografados de quatro terminais espalhados pelo mapa. Os espiões usam seu computador de pulso para invadir o terminal. Os Mercenários da Força Upsilon estão fortemente armados com várias maneiras de neutralizar os invasores. Eles têm um ataque corpo a corpo que derruba seus oponentes no chão e os atordoa temporariamente. Eles têm a capacidade de correr por um período limitado de tempo, reduzindo sua rotação e apontando a precisão.

Assim como em SC: Chaos Theory, no Double Agent também estão disponíveis missões cooperativas que se vinculam diretamente ao enredo. Eles fazem com que os espiões forneçam apoio secreto a Fisher, ajudando-o com seus objetivos ou agindo com base na inteligência que ele reuniu. A primeira missão ocorre na Islândia logo após Sam ser retirado. Os espiões são enviados para completar a missão de Fisher explodindo a planta. Em seguida, os espiões vão à prisão de Ellsworth para iniciar um tumulto, proporcionando uma distração para permitir que Fisher e Jamie Washington escapem. Graças à inteligência fornecida por Fisher, os espiões são capazes de sabotar o bunker químico em Kinshasa, de propriedade de Tafkir e Massoud, além de obter informações valiosas. A última missão acontece em conjunto com Fisher derrubando a JBA.

Michael McCann, também conhecido como Behaviour, foi o compositor principal da Trilha Sonora do Jogo. Para a versão da Ubisoft Shanghai, McCann compôs todas as músicas, exceto o Tema Principal, composto pelos veteranos Cris Velasco e Sascha Dikiciyan do Sonic Mayhem. Para a versão do Xbox Original e PS2 lançadas posteriormente, McCann lidou com todas as músicas, exceto as presentes nas cinemáticas, compostas por Velasco e Dikiciyan.

Splinter Cell: Double Agent foi recebido com um grande nível de críticas positivas, especialmente na sua versão original lançada para o Xbox 360, o jogo foi considerado por grande parte da mídia como um grande implemento na fórmula original, com essa gama de escolhas e de abordagem mais profunda, sendo considerado por vários meios de veículo da mídia de sua época como o Game of The Year do Xbox 360 em 2006, com alguns colocando o jogo acima até de Gears of War 1, lançado no mesmo ano. O jogo conquistou uma média de 89 pela crítica, e obteve mais de 5.5 Milhões de unidades vendidas, número abaixo do SC: Chaos Theory, mas que mesmo assim supriu com as expectativas expostas pela Ubisoft.

2006 – Tom Clancy's Splinter Cell: Essentials



Clique para ver a imagem em tamanho original


Sendo o primeiro título da franquia criado e pensado propriamente para um console PlayStation, SC: Essentials veio com a ideia de ser um Prequel para o jogo original, SC: Double Agent, do Xbox 360, e era também como objetivo da Ubisoft popularizar a franquia para mais plataformas além dos consoles Xbox que a franquia veio criando laços desde sua criação. O jogo foi produzido por um pequeno time da Ubisoft Montreal e lançado para o PSP em 2006.

No quesito gameplay, o jogo traz muitos elementos que vimos no Splinter Cell original de 2002 para o Xbox, com alguns elementos vindos do Double Agent, como a maior variedade e gama de recursos de escolhas para o combate, podendo optar pelo letal ou por ser completamente Stealth. O problema é que diferente dos jogos bem adaptados de Metal Gear Solid para o PSP, aqui vemos um trabalho que ficou pela metade, e que sofre de diversos problemas simples, como uma mira mal projetada, IA mal construída, além de recursos únicos que poderiam ser bem aproveitados no controle do PSP sendo totalmente descartados em prol de trazer um jogo mais rápido, o que resultou num cenário de desastres para os jogadores, que consideram Essentials como o pior jogo já criado de Splinter Cell.

Indo agora para o enredo, como falado, SC: Essentials se passa antes do jogo lançado anteriormente para o Xbox 360, o SC: Double Agent. Em Essentials, o jogo se inicia quando Sam Fisher entra furtivamente em um cemitério em Washington, DC, onde sua filha Sarah, que foi morta recentemente em um acidente de carro, é enterrada. Fisher é preso neste local grave, levado sob custódia e interrogado na sede da NSA em Fort Meade, Maryland.

Na Colômbia, em 1992, Fisher é um SEAL da Marinha dos EUA cujo comandante, Douglas Shetland, foi capturado por guerrilheiros das FARC. Indo contra as ordens diretas de seus superiores, Fisher, sozinho, resgata Shetland. No entanto, no final, Sam admite que matou seu manipulador do Terceiro Echelon, o coronel Irving Lambert. Sam rouba as evidências e foge da sede da NSA onde estava sendo mantido.

Por devidamente bem curto e não intuitivo, a tentativa de popularização de Splinter Cell na marca PlayStation acabou por ser falha, com muitos da crítica repudiando o jogo pela sua escolha de design e estética projetada no Console portátil, fazendo com que o jogo ficasse em uma tenebrosa média de 58, e pouco mais de 600.000 Unidades vendidas, fazendo com que a Ubisoft desistisse de investir a franquia na marca PlayStation, ao menos por alguns anos naquele instante, pois em 2011, a franquia chegou oficialmente, agora de maneira correta, ao console PS3, apesar de também não ter conseguido vender o tanto que a empresa esperava.

2010 – Tom Clancy's Splinter Cell: Conviction



Clique para ver a imagem em tamanho original


Este que é o último capítulo da franquia de Sam Fisher como um exclusivo do Xbox 360. Splinter Cell: Conviction foi oficialmente anunciado em 2006, mas após diversos atrasos e convergências entre a Ubisoft Montreal e a Microsoft Studios, e com esse adiamentos, chegou ao ponto do jogo mudar toda sua trama e foco principal, para abordar uma história similar a Max Payne e o futuro Watch Dogs, uma história mais fechada, focada principalmente em como a saúde mental de Sam Fisher estava destruída após os eventos de Double Agent, trazendo um lado mais humano ao personagem, ao mesmo tempo que aborda um lado mais vingativo também ao protagonista.

Pra deixar mais claro, a mudança de Design no jogo pessoalmente para mim foi muito bem vinda, visto que considero Splinter Cell Conviction como o meu jogo favorito da franquia, principalmente pela sua abordagem e física acima de quase todos os jogos de seu ano. SC Conviction introduz uma série de novos recursos de jogo para a franquia, um dos quais é o recurso Marque e Execute, que permite ao jogador marcar alvos específicos, como inimigos ou objetos, e atirá-los em rápida sucessão sem segmentar manualmente cada um. O jogador pode optar por priorizar esses alvos, para que, por exemplo, ele possa distrair um guarda disparando uma luz nas proximidades e, em seguida, tirar outro guarda. Outro novo recurso é a Última posição conhecida, que ocorre quando o jogador quebra a linha de visão de um guarda alertado. Isso cria uma silhueta visual onde o guarda pensa que Sam está, permitindo que o jogador flanqueie seus inimigos.

Outros novos recursos incluem a capacidade de interrogar personagens em tempo real e usar objetos no ambiente ao seu redor. Os objetivos da missão e os pontos principais da trama são projetados nas paredes do mundo do jogo, a fim de manter o jogador imerso na jogabilidade. Vários outros recursos, como mesclar multidões, improvisar gadgets e interagir com o meio ambiente, foram anunciados e o jogo teria dado muita influência da identidade Bourne, mas foi descartado após a equipe de desenvolvimento decidir que seguir nessa direção correria muito risco, além de que a Microsoft não buscava ter mais um jogo nesse formato, após já ter criado algo parecido em Gears of War e Gears 2, lançados antes de Splinter Cell: Conviction.

Alguns dos recursos presentes nos últimos quatro jogos da série não aparecem neste jogo. Os óculos híbridos de visão noturna/calor de Sam e seu rifle de assalto SC-20K, que eram a base dos últimos quatro jogos, não aparecem mais. Seu sensor de luz também está ausente, embora as mudanças na saturação da tela agora mostrem se Sam está oculto. Sam não pode mais mover ou ocultar cadáveres, nem pode deixar os inimigos inconscientes, pois todos os equipamentos que ajudaram a fazê-lo estão ausentes, tudo para criar uma temática e história mais humana e triste, para mostrar ao público que Sam Fisher também é um mortal como todas as outras pessoas.

Os eventos do jogo principal acontecem três anos após o de Splinter Cell: Double Agent. O ex-SEAL da Marinha Victor Coste está sendo interrogado por uma companhia militar privada chamada Black Arrow, e relata os eventos de condenação no passado. Depois de sair do Third Echelon, Sam Fisher vai para Valletta para investigar rumores de que o atirador que matou sua filha, Sarah, não poderia ter sido acidental. Enquanto ele investiga, Anna Grim Grímsdóttir, ex-colega de Sam, entra em contato com ele e avisa sobre o ataque iminente de um grupo de assassinos. Sam os neutraliza e vai atrás de seu contratado, Andriy Kobin, um traficante de drogas que foi responsável pela morte de Sarah. Ele se infiltra na mansão de Kobin, mata seus guardas e o interroga, mas é capturado por uma equipe da Third Echelon dos Splinter Cell antes de conseguir extrair qualquer coisa útil.

Ele é transferido para Price Airfield, na Virgínia, onde deve ser interrogado por Grim e o Black Arrow. No entanto, Grim mata o guarda e libera Sam, revelando que ela está trabalhando para a presidente dos EUA, Patricia Caldwell, investigando circunstâncias suspeitas sobre o diretor do Terceiro Escudo, Tom Reed, Black Arrow, e a tecnologia russa roubada de EMP. Ela afirma que Sarah está de fato viva e ajuda Sam a escapar do aeroporto.

Depois de escapar, Sam conhece Victor Coste em uma feira do condado no Monumento de Washington, recebe alguns equipamentos e descobre que Lucius Galliard, CEO da Black Arrow, encarregou a empresa militar privada de fornecer segurança corporativa para White Box Technologies, sua empresa de P&D recentemente adquirida, especializada em tecnologia EMP. Sam se infiltra na White Box Technologies e testemunha cientistas assassinos do Black Arrow que não são mais necessários. Ele hackeia um computador White Box de alta segurança e recupera dados estratégicos sobre uma operação envolvendo a EMP para os analistas de Grim estudarem. Ele foge das instalações depois de um tiroteio com pistoleiros armados do Black Arrow, provocando um EMP para cobrir seus rastros. Mais tarde, ele é direcionado para o Lincoln Memorial, a pedido do Presidente Caldwell, para escutar uma conversa entre Reed e Galliard. A conversa e o subsequente interrogatório de Galliard revelam que a operação, prevista para 24 horas, é financiada e organizada por um grupo chamado Megiddo, Galliard é baleado antes que ele possa revelar mais. Sam persegue, mas o assassino é morto por um carro-bomba.

A trama do jogo apesar de bem desenvolvida e ser algo muito elogiado do jogo pela sua estética e design diferentes, é um pouco criticada pela sua duração, de apenas 6 horas, no qual é possível terminar facilmente em um dia inteiro. Apesar disso, pelo enredo ser muito forte e conter diversas evoluções perante os jogos originais, com diversas cenas cinematográficas e um apelo emocional, o jogo acabou por conquistar a mídia e os jogadores, fazendo-os considerar, e inclusive a mim, como um dos, se não o melhor jogo de Splinter Cell já criado. Como o jogo foi criado desde o início para ser o último capítulo da franquia como um exclusivo do Xbox, a Ubisoft não poupou trabalhou, e trouxe-nos um desfecho pra lá de emocionante, isso posso ter certeza.

Sua trilha sonora aborda instrumentos mais calmos e densos, como piano e violão, também com algumas faixas mais pesadas utilizando bateria e violino. O objetivo era atingir principalmente o lado emocional de Sam Fisher, e criar ali um cenário único para a franquia, onde os jogadores se sentissem como o personagem dentro do jogo, com todos aqueles acontecimentos desenrolando-se ao lado da trama, apesar de curta. Ela foi composta por Michael Nielsen e Kaveh Cohen, e contém 19 faixas, que foram lançadas oficialmente pela Microsoft Music no iTunes e Spotify em 2015.

O jogo também conteve alguns conteúdos adicionais de história através de DLC's lançadas para o Xbox 360, p conteúdo incluía armas, gadgets, skins multiplayer e mapas de operações negáveis. Conviction também continuou com o novo programa de recompensas para download da Ubisoft. Os jogadores ganham unidades por concluir tarefas definidas no jogo que podem ser usadas para comprar vários conteúdos no Splinter Cell ou salvas para conteúdo em versões futuras da Ubisoft. O único pacote oficial de mapas DLC foi lançado, intitulado The Insurgency Pack. Possui quatro novos níveis para o modo Deniable Ops e nove novas conquistas para a Xbox Live.

Splinter Cell: Conviction foi lançado oficialmente em abril de 2010 no Xbox 360, e conquistou quase toda a crítica, o jogo foi tremendamente elogiado devido sua série de mudanças para um formato mais linear e com design mais intuitivo para o jogador abordar o lado Stealth, visto a falta de debilidade de equipamentos Splinter Cells presentes em Sam Fisher, também elogiando muito sua história que apesar de curta, é muito bem elaborada e flui perfeitamente com o decorrer do jogo. Conquistando uma média de 85 pela crítica, o jogo obteve mais de 6 Milhões de Unidades vendidas, sendo a despedida de Splinter Cell como um exclusivo da marca Xbox, e já no ano seguinte, aderindo a entrada em novas plataformas.

2011 – Tom Clancy's Splinter Cell Trilogy HD



Clique para ver a imagem em tamanho original


Pensada para o Chip de arquitetura Cell do PS3, a Ubisoft quis desvencilhar o sinônimo de Splinter Cell somente ao console Xbox, trazendo uma coletânea que traz os primeiros 3 jogos franquia pela primeira vez aos consoles PlayStation da atualidade, sendo produzido pela Ubisoft Toronto.

A coletânea traz Splinter Cell, Splinter Cell Pandora Tomorrow, e Splinter Cell Chaos Theory totalmente em HD no PlayStation 3, e o objetivo era popularizar a marca nos dipositivos PlayStation, pois o próximo capítulo da franquia viria a ser lançado totalmente multiplataforma, e com isso, a Ubisoft buscava ganhar ainda mais lucros por não ficar presa apenas em um console (Xbox 360).

O porte dos jogos foi considerado ótimo pela crítica, com estabilidade nos 60 FPS e a resolução HD se mantendo por grande parte das horas nas gameplays, o que resultou numa ótima opção de escolha para novos jogadores do PS3 caso queiram mergulhar no universo de Sam Fisher. O problema é que mesmo com a coletânea, os jogadores do PS3 não acabaram se sentindo tão interessados em adquirir, visto que a Trilogia conseguiu vender apenas poucos mais de 800 mil unidades, abaixo dos 1.3 milhões esperados pela Ubisoft. Apesar disso, os planos originais do próximo jogo ser multiplataforma continuaram, mesmo que o jogo contivesse uma parceria comercial e de divulgação com o Xbox, que abordaremos no próximo jogo.

2013 – Tom Clancy's Splinter Cell: Blacklist



Clique para ver a imagem em tamanho original


Como é o primeiro jogo da franquia sendo produzido totalmente para 3 plataformas desde o início, ouvisse uma grande expectativa pelos jogadores e pela Ubisoft no quesito financeiro, onde a empresa estava esperando bastante deste título. O jogo foi oficialmente anunciado na E3 2012 como o jogo de abertura da conferência do Xbox, e surpreendeu a todos quando após uma longa gameplay de um personagem mascarado, revelou-se ser Sam Fisher em uma nova aventura. O jogo foi produzido pela Ubisoft Toronto, sendo o primeiro título da empresa desde sua fundação em 2009, e dessa vez, apenas a Ubisoft publicou o jogo, diferente dos demais títulos anteriores onde também teve a presença da Microsoft Studios.

Em Blacklist, os jogadores voltam ao papel de Sam Fisher, enquanto ele tenta parar um grupo terrorista chamado Engineers. A jogabilidade enfatiza a furtividade e utiliza a perspectiva de terceira pessoa. Durante o jogo, os jogadores podem girar sua câmera, correr, agachar-se e pular obstáculos. Como o Blacklist pretendia continuar com o Stealth agressivo do Conviction, mantendo os recursos furtivos tradicionais dos jogos mais antigos, ele combina ação e furtividade, ele permite que os jogadores usem diferentes abordagens e métodos para concluir objetivos e derrotar os inimigos. Os jogadores podem completar os níveis sem serem notados pelos personagens não jogáveis da IA escondendo- se ou usando outros métodos furtivos tradicionais. Se o jogador escolher matar inimigos, outros inimigos serão alertados quando virem o cadáver de seus companheiros. Para evitar isso, os jogadores podem esconder cadáveres. Fisher também pode criar um ambiente escuro estrategicamente vantajoso destruindo as luzes próximas, e está equipado com óculos de visão noturna e sonar personalizáveis para detectar inimigos na escuridão e ver através das paredes.

Os jogadores podem jogar um jogo de corrida e arma mais agressivo usando gadgets e armas para eliminar os inimigos. Eles podem interagir com objetos ambientais, como bordas e tirolesa, para navegar pelos níveis. O sistema de marcação e execução da convicção retorna em Blacklist, com aprimoramentos e acréscimos para permitir que os jogadores marquem vários alvos. Quando atacam, eles podem matar todos os alvos marcados instantaneamente. As melhorias fizeram o sistema funcionar de forma mais fluida.

O modo competitivo Espiões vs Mercenários, introduzido no Pandora Tomorrow, novamente aparece na Blacklist. No modo multiplayer assimétrico, ele coloca dois times, com dispositivos diferentes, jogando como espiões ou mercenários um contra o outro. Os espiões, na perspectiva de terceira pessoa, estão equipados com granadas de fumaça e flashbangs e são encarregados de invadir estações de computadores fortemente protegidas por mercenários. Mercenários, em primeira pessoa, podem acessar armas letais e de longo alcance, apesar de serem incapazes de matar inimigos furtivamente. O modo tem duas variedades: Classic, apoiando equipes de 2v2, e Blacklist, suportando ação em até 4v4.

A trama do jogo decorre dois anos após a dissolução do Third Echelon, Sam Fisher começa a trabalhar como empreiteiro da Paladin 9 Security, uma corporação militar privada administrada por seu amigo Victor Coste. Enquanto designados para uma base da USAF em Guam, terroristas atacam a instalação, executando seu comandante e matando centenas de soldados, enquanto ferem Coste. Uma facção conhecida como Engenheiros assume publicamente a responsabilidade pelo ataque, anunciando que lançará uma série de ataques semanais a Blacklist nos Estados Unidos até recuperar suas tropas no exterior. O Presidente dos EUA, Caldwell designa Sam e seus colegas, o especialista em tecnologia Charlie Cole, o agente da CIA Isaac Briggs e a analista técnica Anna Grímsdóttir, para o recém-formado Fourth Echelon, uma nova unidade de operações especiais e antiterrorismo secreta que opera a partir de uma unidade militar convertida avião de carga conhecido como o Paladino.

O Fourth Echelon rastreia as armas usadas no ataque de Guam ao traficante de armas Andriy Kobin, um antigo alvo da operação de Sam em Benghazi. Através dele, o grupo segue seus compradores para o Iraque, e Sam descobre que o líder dos engenheiros é Majid Sadiq, um ex-agente do MI6. Aprendendo que um ataque da Blacklist está mirando Chicago, Sam se infiltra no local do ataque e impede a liberação de uma toxina biológica no abastecimento de água da cidade.

Apesar de uma gama de evoluções gráficas e de cinemáticas do jogo, muitos consideraram SC Blacklist um jogo genérico comparado ao SC Conviction, além de ter ocorrido e ocorrer até hoje muitas reclamações devido ao fato da troca do dublador original de Sam Fisher, Michael Ironside, por outra pessoa. O motivo dado na época é porque o dublador estava passando por um sério tratamento ao Câncer, e não pôde atuar no papel do personagem. Outra reclamação foi dada pelos jogadores de PS3, onde o jogo apresenta uma taxa e queda de gráficos muito alta, devido á otimização não ter sido bem inserida em SC Blacklist neste console comparando com a versão lançada para o Xbox 360. A Ubisoft Toronto disse na época que a nova engine da AnvilNext não era totalmente suportável no console da Sony, então ouve uma preferência pela plataforma da Microsoft para o jogo, o que não é de se estranhar visto o laço já histórico da marca Splinter Cell com o Xbox.

Lançado em agosto de 2013, Splinter Cell: Blacklist foi bem recebido pela crítica, apesar de seus tropeços devido a uma falta de variedade, o jogo conseguiu uma média de 84 na versão de Xbox 360, sendo muito positivo, e indo de acordo com o esperado pela Ubisoft. O problema é que o jogo não conseguiu ir tão bem nas vendas, sendo o segundo jogo da franquia com as vendas mais baixas desde Splinter Cell Essentials lançado para PSP a anos atrás. Blacklist coletou pouco mais de 3 milhões de unidades, sendo mais da metade delas vindo do Xbox, o que também não ajudou na popularização da franquia como a Ubisoft esperava, fazendo com que ela ficasse em hiato até hoje, em 2020.

Aparicões de Splinter Cell em outras franquias


Devido ao hiato que a franquia se contra até os dias atuais, Splinter Cell acabou por dar as caras em outras franquias da Ubisoft. Sam Fisher ganhou um evento especial em Ghost Recon: Wildlands em 2018, quando o jogo completou um ano de aniversário, onde você ajudava o personagem numa perseguição em Santa Blanca, na Venezuela, ambientação do jogo GR Wildlands.

Lá, você se encontra com o personagem e hackeia um banco de dados para coletar informações. Muitos fãs até hoje ficaram muito felizes com essa notícia, pois estava-se com uma alta expectativa do retorno da franquia outra vez, mas que acabou se mostrando apenas como um evento especial comemorativo. Essa missão também é especial devido ao fato de algumas palavras proferidas por Sam Fisher após descobrir que só restou ele no esquadrão Splinter Cell, usando também como analogia a morte prematura da franquia Metal Gear, na qual Kojima também brincava entre os cross-overs de Sam Fisher e Solid Snake, com Sam proferindo as palavras ''Só resta a mim agora, o único neste mundo'', arrepiante não acha?


Clique para ver a imagem em tamanho original


Sam Fisher também aparece no Tom Clancy's Elite Squad, um RPG Assimétrico Mobile, produzido pela Ubisoft Reflections, e que será lançado para Android e iOS este ano. Um dos personagens no esquadrão de Tom Clancy é o protagonista da franquia, revelado durante a conferência da Ubisoft na E3 2019, o que acabou levantando um pouco de tristeza aos fãs da série por saber que já fazem mais de cinco anos que ela não retorna.


Clique para ver a imagem em tamanho original


Splinter Cell também retornará novamente a Ghost Recon, agora o novo título da franquia, lançado em 2019 como Ghost Recon: Breakpoint. A Ubisoft anunciou oficialmente semana passada, e o evento contará novamente com a presença de Sam Fisher, assim como no jogo anterior.

A empresa disse que o evento ganhará novas informações amanhã, dia 24 de março, então fiquem ligados no que poderá ser, e se trará alguma brecha/teaser do retorno da franquia aos Consoles, que eu mesmo espero há anos pelo seu retorno.


Clique para ver a imagem em tamanho original






---------------





E então, é isso, pessoal. Com esse artigo de Splinter Cell eu quero dar entrada a um segundo quadro de artigos, denominado ''Franquias Desaparecidas'', onde seguindo o formato do Legado de Franquias, abordamos séries e sagas de jogos muito aclamadas e adoradas pelos jogadores, porém na quais desapareceram e não tem prazo de retorno atualmente, o que é uma pena.

Splinter Cell, assim como Metal Gear Solid, é uma das minhas franquias prediletas, e é minha segunda franquia favorita do Xbox, ao lado de Halo, onde sempre considerei ela ser o ''MGS do Xbox'', visto sua longa história com a marca, então quis relembrar esses grandes momentos, e mostrar o quão forte é Sam Fisher como um personagem dos jogos. Espero que tenham gostado, e qualquer dúvida, só falar comigo, tenham um Excelente Dia e até a próxima.



-Billy.
Evil E.
Enviado por Evil E.
Membro desde
label
Deixe seu comentário para sabermos o que você achou da publicação
Não se esqueça que você pode participar do nosso Discord.
E também nos seguir no CANAL, Facebook, Twitter, e na nossa curadorida da Steam.