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Facebook suspende milhares de aplicativos em investigação sobre uso de dados

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Segundo companhia, suspensão "não implica necessariamente" que os aplicativos sejam uma ameaça para as pessoas

O Facebook anunciou nesta sexta-feira (20) que suspendeu "dezenas de milhares" de aplicativos em sua plataforma como parte da investigação iniciada após o escândalo envolvendo a empresa britânica de consultoria Cambridge Analytica.

Esta análise começou em 2018, após revelações de que a empresa britânica utilizou dados de milhões de usuários do Facebook no Reino Unido e nos Estados Unidos para manipular informações enviadas para eles e assim influenciá-los politicamente durante campanhas eleitorais.

O vice-presidente de parcerias estratégicas da companhia, Ime Archibong, informou através de um comunicado que a investigação "abordou milhões de aplicativos". "Destes, dezenas de milhares foram suspensos por vários motivos, à medida que continuamos investigando".

Os aplicativos suspensos estão associados a cerca de 400 desenvolvedores.

A suspensão "não implica necessariamente que esses aplicativos sejam uma ameaça para as pessoas", disse Archibong, que acrescentou que alguns "não responderam" à solicitação de informações da empresa.

Cambridge Analytica

O Facebook virou alvo de muitas críticas após reconhecer em 2018 que a Cambridge Analytica se apropriou indevidamente de dados pessoais de dezenas de milhões de usuários como parte de seu trabalho para a campanha eleitoral que levou Donald Trump à presidência dos Estados Unidos.

Em seguida, a rede social informou que começaria a revisar todos os aplicativos da plataforma para determinar como os dados foram usados e se eles respeitam suas regras de privacidade.

"Em alguns casos, banimos completamente os aplicativos", disse Archibong.

"Isso pode acontecer por vários motivos, incluindo o compartilhamento inadequado de dados obtidos por nós, tornando os dados disponíveis ao público sem proteger a identidade das pessoas ou qualquer outra coisa que claramente viole nossas políticas", disse o executivo.

Como exemplo, citou um app proibido chamado myPersonality "que compartilhava informações com pesquisadores e empresas com proteções limitadas e, em seguida, rejeitou nosso pedido de participação numa auditoria".

Há um ano, a empresa fundada por Mark Zuckeberg havia banido cerca de 400 aplicativos, incluindo o myPersonality.

A administração da plataforma social informou que um recente acordo de privacidade com a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos, que incluiu uma multa recorde de US$ 5 bilhões, exige supervisão adicional dos desenvolvedores de aplicativos.
okardec
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