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Glixel, da CD Projekt RED, conta como a empresa começou

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The Witcher 3: Wild Hunt é o jogo mais premiado da história. Visto desta forma qualquer um podia pensar que a CD Projekt RED, estúdio responsável pelo jogo, nasceu já com grandes nomes por detrás do estúdio, mas nada mais errado. O começo desta produtora polaca teve um começo bastante humilde.

Em entrevista com o Glixel, um dos fundadores da CD Projekt RED, Marcin Iwinski, contou que, "Comecei a companhia em conjunto com um amigo do liceu, Michal Kicinski. Começámos por ser distribuidores de videogames mas, honestamente, não éramos muito bons nisso. No início, uma grande parte da nossa motivação para iniciar esta companhia foi o fato de termos acesso a novos jogos. Parece um pouco idiota, mas éramos como deuses. Éramos os senhores que decidiam o que era distribuído na Polônia".

"Por isso tínhamos acesso a isso tudo. Encontrei um dos primeiros anúncios que colocamos numa revista de videogames polaca, e o nosso horário era das 10 da manhã às 4 da tarde. Cocei a cabeça e pensei, 'O que estávamos a fazer?' e, claro! Fechávamos cedo para podermos ir jogar," explicou ele.

Foi então que estes dois colegas do liceu tiveram a ideia de que gostariam de fazer os seus próprios jogos.

"Mas não fazíamos ideia de como fazer jogos," continuou Iwinski. "Éramos jogadores apaixonados que sabiam como dirigir uma editora, sem nenhum conhecimento de como desenvolver jogos. E isso foi The Witcher 1."

Iwinski assinalou que se inspiraram em produtores como Ray Muzyka e Greg Zeschuk da BioWare.


As aventuras de Geralt de Rivia de The Witcher eram baseadas na série escrita por Andrzej Sapkowski. Nos livros, fazem uso de uma moralidade muito ambígua da parte dos personagem que compõem a história; ou seja nem tudo é branco ou negro, mas sim composto por uma escala de cinzentos.

Foi precisamente esta ambiguidade moral que a equipe quis transmitir nos jogos da série.

"Não há uma distinção clara entre o bem e o mal, e apesar de pensar em quais são as tuas opções, nunca sabe qual sera o resultado," explicou Iwinski. "É como a vida real. E foi isso que nos encantou. Penso que se trata de desconstruir o herói e construir uma versão diferente. Numa grande quantidade de jogos americanos sabemos sempre claramente quem é o bom".

"Nem sempre estamos contentes com as escolhas que fazemos na vida," continuou. "Às vezes as coisas complicam-se muito, partindo de uma situação muito simples. Isso é um pouco de The Witcher".


Actualmente o estúdio está a trabalhar em Cyberpunk 2077, e acredita que este jogo poderá superar o sucesso de The Witcher 3.
Catos
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