Ultimate Review – Painkiller

Só vim postar esse pequeno review porque eu tô sem nada pra fazer e queria voltar a testar minhas habilidades de escrita e análises então, vim falar a respeito um joguinho hardcore lá do início dos anos 2000, uma época em que os jogos vendidos em box de papelão eram o olho da cara e a gente se contentava com uma simples demo de 400mb rodando a 1gb de ram. Só ressaltando que esse review é incrivelmente grande e até mesmo longo, se não gosta de ler é melhor ir pra outra news mas se você tem mente aberta e lê tudo que tá na bula de remédio sinta-se em casa. Tá, vamo lá…

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Painkiller é um FPS lançado em 12 de abril de 2004 e desenvolvido pela People Can Fly, mesma galera que criou o frenético Bulletstorm e o port de Gears of War para PC. O enredo conta sobre Daniel Garner que numa noite de chuva planeja levar sua esposa Catherine para um jantar romântico, e sim, os dois são casados ou seja, nada de pagar a conta pra poder rolar peitinho depois. Com o carro em alta velocidade, Daniel olha para os olhos de Catherine (provavelmente seria aí que rolaria peitinho) mas infelizmente o carro bate em direção a um caminhão e os dois morrem na hora. Essa intro só me leva a crer que mulheres provocam acidentes de carro mesmo não estando dirigindo… Tá, sem zoeira, continuando.

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Catherine consegue ir até o Paraíso e viver em harmonia porém Daniel vai ao Purgatório e nesse período é abordado pelo bróder Samael que diz a ele que deve matar os quatro generais de Lúcifer se quiser receber a purificação e rever sua esposa. Tá, objetivo é essa só que infelizmente nem tudo são rosas. Lúcifer secretamente organizou um exército de demônios, sendo que as primeiras tropas já dominaram o Purgatório. Sem muitas opções e com saudades do peitinho da mulher, Daniel topa a treta e vaga bravamente descendo o braço em tudo que é tipo de demônios. O jogador irá passar por vários lugares, desde a Europa Medieval até o Hell.

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Sim, a história é bem clichê, e só serve de palco pra justificar toda a chacina. Concordo. A questão é que o jogo trabalha nesse estilo, pois ele é old-school total, ou seja, é no mesmo estilo de jogos como Doom, Quake, Wolfestein e Serious Sam, onde o lema desses jogos é “Atire em tudo que se mexe”. Painkiller chegou em uma época onde os jogos já contavam com um enredo que prendiam o jogador, e mesmo não tendo um a esse ponto foi um sucesso na época por ser uma diversão sem compromisso.

Os gráficos eram incríveis na época, devo admitir. Era um jogo que exigia muito do hardware e não era todo mundo que conseguia bancar uma VGA potente na época. Mas a iluminação, as sombras dos inimigos e toda a atmosfera pesada do jogo ficou fenomenal.

A jogabilidade é o padrão de muitos FPS da época e até mesmo os atuais. WASD para se movimentar e o mouse para pipocar os inimigos. Nada de especial ou inovador.

A trilha sonora. Ahhh, a trilha sonora de Paikiller… Esse com certeza é o ponto forte do jogo. As músicas são um speed metal com um toque bem leve de techno que torna as batalhas mais intensas e dava um clima perfeito para a partida. Uma das músicas são da banda polonesa Mech que fez até um Video Promo para o jogo e é assim como o resto da OST, foda demais. Eu deixarei o link da OST e o clip da banda pra vocês se deliciarem.

https://www.4shared.com/rar/HyWQNOOA/Painkiller_Soundtrack.html?

Painkiller foi um sucesso enorme na época, ainda mais para um jogo estreante, e foi o primeiro jogo desenvolvido pela People Can Fly. Levou 82% nas reviews pela sua jogabilidade simples e design artístico, além de receber elogios pela sua engine, a Havock 2.0. Sua única nota baixa foi da IGN que criticou sua repetição e o modo multiplayer que era semelhante ao de Quake, que era bem ultrapassado para a época.

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Com o sucesso foram lançados Painkiller: Special Edition que era nada mais que uma versão de escolha de editor e revistas de análises, Painkiller: Gold/Black Edition que trazia o Making Of, o trailer da versão de Xbox e o clip da banda Mech, a única diferença é que a versão Gold eram mais de seis discos(é, tinha muito jogo assim na época) enquanto a versão Black era um DVD. Painkiller: Battle out of Hell que foi uma expansão e preservou o estilo do original, só que abandonou um pouco a trilha sonora frenética e variou com músicas Ambient. Mais tarde foram lançados vários Stand-alone do jogo, como Overdose, Resurrection, Redemption e Recurring Evil. O mais novo da lista é Painkiller: Hell & Damnation que nada mais é uma versão em HD do original para PC, Xbox 360 e PS3. Os elementos adicionais foram upgrades no visual das armas e algumas opções gráficas, mas a trilha sonora ainda foi mantida(ainda bem!).

Então, é isso, se você gostou desse review por favor não deixe de postar seu feedback e avaliar a news e postar nos comentários se querem mais análises como essa. Isso motiva bastante também. Valeu pra quem fez questão de perder seu tempo e ler tudo, isso é uma conquista enorme, já que fui eu quem escrevi tudo. Enfim, valeu pela atenção, avaliem, comentem e até a próxima se Eru quiser.

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