Depois de várias crises orçamentárias, agência espacial norte-americana volta a planejar viagem ao planeta vermelho.
Apesar de todos os cortes orçamentários realizados pelo presidente norte-americano Barack Obama, parece que a NASA decidiu não engavetar o projeto que levará o homem à Marte.
John Grunsfeld, o chefe de ciências da agência espacial, anunciou que o projeto de exploração a Marte passará por uma revisão que deve incluir contribuições tanto do programa espacial humano como da divisão de tecnologia para ajudar em seu financiamento. No próximo mês, um comitê deve começar a desenvolver os conceitos envolvendo a missão, que poderia ocorrer em 2018 ao custo de 700 milhões de dólares.
Por que 2018?
A escolha do ano de 2018 não foi aleatória. Para enviar qualquer nave ao espaço de maneira mais eficiente, é necessário tirar proveito da chamada órbita de transferência. Ela funciona como uma espécie de janela espacial, e, durante esse período, as naves precisam de muito menos impulso para se desviar da órbita terrestre e entrar na órbita do planeta de destino.
No caso da viagem à Marte, é necessário calcular o ponto exato no espaço onde o planeta vermelho se encontrará quando a espaçonave chegar ao seu destino. Essa janela ocorre uma vez a cada dois anos, com uma possibilidade de lançamento supereficiente a cada 16. A janela que deve ocorrer em 2018 é uma dessas supereficientes.
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