O Twitter, que aparece logo a seguir ao Facebook na escala de popularidade das redes sociais, cumpre hoje cinco anos. Uma média de 140 milhões de tweets são publicados a cada dia através desta influente rede que conta com cerca de 200 milhões de utilizadores registados.
Para assinalar o aniversário do Twitter (a palavra inglesa para chilreio), um dos co-fundadores da empresa, Biz Stone, foi um dos convidados do talk-show de Conan O’Brien, na passada segunda-feira. Na bem-humorada entrevista, Biz Stone falou da comparação entre Twitter e gelados. “Toda a gente diz que “o Twitter é inútil”. Perante isto, o Evan Williams [colega co-fundador da empresa] diz: “Bom, os gelados também o são. Querem que proibamos os gelados e toda a alegria?””, disse um divertido Biz Stone, antes de acrescentar: “Que se lixe, vamos continuar a trabalhar no Twitter”.
A verdade é que esta rede de microblogging tem a dimensão que os utilizadores lhe quiserem dar. Irrelevante e fútil, se falarem dos pequenos-almoços e do que compraram nos saldos; mas vibrante, intensa e potencialmente transformadora se os utilizadores falarem de coisas tão importantes como as revoluções que fizeram a Primavera Árabe.
O Twitter tornou-se uma ferramenta fundamental para um mundo que quer estar informado ao segundo, emergindo como uma rede de self-media aberta a toda uma comunidade que quer falar e saber mais sobre revoluções e atentados, acidentes e escândalos políticos, mas também sobre celebridades e filmes, desporto e séries de televisão. O Twitter também já foi, porém, “palco” de notícias que se revelaram ser falsas, como por exemplo o rumor da morte de Nelson Mandela.
Toda a gente parece interessada em garantir a sua presença no Twitter, do Vaticano à Cruz Vermelha, de Barack Obama ao actor Ashton Kutcher, que se tornou a primeira pessoa a atingir a marca de um milhão de seguidores nesta rede social.
Apesar de o primeiro tweet ter sido escrito no dia 21 de Março de 2006, serviço só foi oficialmente lançado a 15 de Julho do mesmo ano. O autor foi um dos fundadores, Jack Dorsey. Dorsey trabalhava na empresa de podcasts Odeo, juntamente com Biz Stone e Evan Williams, ambos com um passado de empreendedorismo online (Williams foi o fundador do Blogger, comprado pelo Google).
Uma das principais componentes do Twitter era então a possibilidade de comunicar com um grupo de pessoas via SMS, o que determinou o limite de 140 caracteres que se tornou a imagem de marca do serviço. Ã por isso que muitas vezes a rede é apelidada de “sms da Internet”.
Actualmente a rede conta com cerca de 450 funcionários – baseados na Califórnia – e um dos grandes desafios (desde sempre) da empresa é torná-la rentável. A empresa começou a desenvolver um modelo de negócio assente em publicidade e em tweets cujos autores pagam para surgirem em destaque, mas o grosso do financiamento provém essencialmente de investidores de risco. Como em muitos projectos deste género, o Twitter tem ainda lucros muito inferiores à sua popularidade. Especula-se que a empresa possa começar a ser cotada em Bolsa em 2013.
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