Verdade seja dita: foi-se o tempo dos jogos de luta poligonais. Prova disso é que Dead or Alive, um dos representantes “trio-de-ferro” do gênero junto com Virtua Fighter e Tekken, precisou se reinventar sob a forma de jogos de vôlei e até MMO para continuar atrativo nos dias de hoje.
Há quase seis anos sem uma versão de luta inédita (DoA 4, do Xbox 360, é a mais recente delas), a série ressurge no 3DS com Dead or Alive: Dimensions. E o game é tudo que um fã de uma boa pancadaria virtual pode esperar: jogabilidade boa (como facilidades para os iniciantes e tudo mais), gráficos bem feitos e modos multiplayer, incluindo online
Dead or Alive 4 e mais um pouco
As tais dimensões do título não são por acaso: trata-se de um game inédito, mas que empresta a maioria dos elementos de design de cenários e personagens de Dead or Alive 4, com pouca coisa vinda da terceira versão. Estão lá as fases com continuação em vários níveis e tudo mais, mas a surpresa é encontrar uma lista total de personagens com nada menos que 26 lutadores (estes sim, vindos de todos os DoA, além de Samus, que aparece como assist na fase baseada em Metroid: Other M). Ã o Dead or Alive com mais personagens da história da franquia.
Boa parte dos lutadores só será destravada durante o modo Chronicles, que, a rigor, é um dos destaques de DoA: Dimensions. Trata-se de uma espécie de modo história, dividido em capítulos, em que não é possível selecionar o personagem – você vai jogando com o que aparecer de acordo com a trama.
Antes de cada luta, um pequeno tutorial ensina uma ou outra manha sobre os agarrões e “counters” e combos, mas nada que uma passada no modo de treinamento e uma olhada na lista de golpes não resolvesse. A parte triste é que, tirando algumas cenas em computação gráfica, todas as animações que utilizam os modelos do próprio jogo envolvem personagens estáticos – a sensação é que são bonecos de ação que estão conversando. Vale mesmo pela curiosidade de saber um pouco mais sobre a história, porque o objetivo será desbloquear personagens e roupas extras.
Entre os outros modos de jogo, destaque para o Survival: diferentemente de outros jogos, aqui há “percursos” em que o jogador enfrentará 10, 20, 30 ou mesmo 100 lutadores e o desafio é sobreviver a todos eles com apenas uma barra de energia (que, pelo menos, enche-se um pouco a cada vez que um oponente é derrotado). No Tag Challenge, também dividido em missões, o esquema envolve embates entre duplas, sendo que seu companheiro é controlado pela máquina.
Para o multiplayer, a Tecmo reservou o modo de versus local (sem download and play) e pela internet. Este último é bem básico: é só escolher o filtro (entre amigos, jogadores que estejam na mesma região geográfica e outros do mundo todo) e procurar uma sala com vagas.
Desligue o 3D
Vale a recomendação: Dead or Alive: Dimensions funciona bem melhor com o 3D desligado. Os efeitos tridimensionais são bons, sim, mas deixar a opção ligada faz com que o game rode a 30 quadros por segundo. E, francamente, depois de ver o game rodando com toda a suavidade sem o 3D ligado, fica difícil ver alguma vantagem nesta opção.
No fim das contas, o 3D acaba não fazendo tanta falta mesmo. Dá até para sentir um ar de nostalgia vendo um típico game da primeira metade dos anos 2.000 rodando ali, na palma da mão, com toda a suavidade que um grande clássicos dos games de luta poligonal merece.
Para os fãs e iniciantes
A Tecmo entregou um jogão feito sob medida para agradar aos fãs da série, mas que não desapontará aqueles que nunca nem chegaram perto da franquia DoA. A jogabilidade agrada muito – é preciso técnica para dominar as características de cada personagem, mas os combos mais simples saem com facilidade e sem a necessidade de apertar o botão no exato décimo de segundo exigido ou no “frame” correto, como reza a escola de Virtua Fighter. De quebra, a vasta lista de personagens destraváveis e modos compententes como o Survival e o multiplayer darão conta de garantir a vida útil do game.
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